Desta vez o Startup Diário conseguiu conversar com um dos
fundadores de um negócio que está crescendo cada dia mais rápido e hoje já
chega aos 5 milhões pageviews por mês. O entrevistado foi Fernando Okumura do
Kekanto, o Yelp brasileiro.
Sua idéia surgiu quando Fernando Okumura e Bruno Yoshimura
estavam lidando com empresas de construção civil e descobriram que não havia
uma forma simples e confiável de saber se aquelas empresas eram boas
prestadoras de serviços e suas principais características para os consumidores.
Foi aí que eles resolveram montar o Kekanto, para suprir essa necessidade de
conhecer a avaliação das pessoas sobre os mais diversos estabelecimentos e melhorando a interação entre os
consumidores para que haja de fato uma forma de recomendação confiável.
Apesar de inicialmente projetado para que avaliassem os
projetos de construção civil, eles notaram que não havia praticamente nenhuma elevação
de custos se quisessem disponibilizar para a avaliação de serviços de outros
segmentos, então aí resolveram começar a melhorar a ferramenta e atender ainda
mais as necessidades e desejos dos usuários. Desde então, parece que o público
aderiu e viciou na dinâmica do Kekanto (eu mesmo comecei há um mês atrás e já
escrevi pelo menos uma opinião por semana).
Modelos de negócios
replicados
O Kekanto serve como uma rede social e site de avaliação de produtos e
serviços alimentado pelo crowdsourcing,
ou seja, a multidão de usuários faz a rede ser cada dia mais completa. E pra
ficar melhor ainda com um pouco de gamification,
já que os usuários ganham pontos e escudos (como se fossem os badges do Foursquare) e disputam uns com os outros.
Modelo semelhante a este já existia em outros países, como o
famoso Yelp e outros como Qyte e Citysearch, mas mesmo assim os garotos
resolveram empreender e criar sua startup por perceberem que este modelo de
startup ainda não tinha destaque no Brasil e que estavam caindo no gosto dos
brasileiros. Aliás, os atuais usuários do Kekanto já podem acessá-lo nos mais
diversos dispositivos móveis, como iPhone e Android ou simplesmente navegando
na versão mobile do site.
Isso me lembra de mencionar, que o Brasil ainda está muito
mal explorado tecnologicamente falando, principalmente no que diz respeito a
serviços de internet e inovação. Mesmo sabendo que a demografia, a cultura e
barreiras fiscais e estruturais dificultam esse processo, acredito que, assim
como o Kekanto ou o Catarse, muitos outros modelos de negócio podem ser ainda
replicados no Brasil, melhorando a qualidade de vida das pessoas e a interação
entre elas. Não tenha medo de
empreender só porque sua idéia já existe, o importante é ter paixão por ela e
coragem e capacidade de executá-la.
Investimento e
empreendedorismo
Durante cerca de um ano e meio Fernando e Bruno fizeram
bootstrapping do Kekanto, ou seja, todos os recursos financeiros e de tempo
investidos foram seus recursos pessoais, o que provavelmente fez com que eles
valorizassem cada centavo gasto para que fosse gasto da melhor forma possível.
Recentemente o Kekanto atraiu investidores bem alinhados com
os objetivos da empresa, como Vinicius Marchini, sócio do banco de investimento
BRPartners, e o CEO do Groupon,
Florian Otto. Notícia esta que provavelmente dará um gás maior para que o
negócio continue ganhando mercado e número de usuários.
Notem que ao buscar um grupo de investidores para investir
na sua startup, estes investidores devem estar bem alinhados com os objetivos
de expansão dos empreendedores, pois ser empreendedor não significa independência
no trabalho e nas suas decisões como muitos pensam. Muito pelo contrário, já
que você tem que prestar contas diretamente aos investidores, saber lidar com
as pequenas discordâncias que acontecem entre os sócios e ainda saber que sua vida
financeira depende disso. No final você não tem apenas um chefe, mas muitos.
Sugestão de Livro
para Empreendedores
A sugestão de Fernando são dos livros da série Pai rico, paipobre, neste caso ficou como sugestão o livro “Aposentado Jovem e Rico”.
Ambos os livros falam sobre como se “relacionar com o
dinheiro” de forma que ele não seja a centralidade e os objetivos principais
das suas ações, mas que ele seja a conseqüência de boas atitudes empreendedoras.
São ambos livros que levam a quem o lê aprender a ter disciplina financeira.
O modelo do Kekanto me lembra um outro caso de empreendedorismo brasileiro, o do Guidu, nas devidas proporções é claro.
Bem, espero que tenham gostado. E se você tem um negócio,
uma idéia ou qualquer outra coisa ligada a empreendedorismo não hesite em nos
mandar um email contando (contato@startupdiario.com.br).
Um abraço!




1 comentários:
Obrigado pela matéria Alex! Esse é um belo livro que o Fernando me indicou quando estávamos começando o Kekanto!
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