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segunda-feira, 21 de março de 2011

Dicas - Estratégia de como usar o Social Commerce

Como falamos anteriormente sobre a conceituação do Social Commerce, deve se ter em mente que com ele as marcas podem aumentar o alcance de seu branding dentro de grupos específicos e evidenciar ainda mais a qualidade de seus produtos por meio dos comentários a respeito do uso dos produtos, mas mais importante do que isso são alguns pontos estratégicos que podem ser adotados:
  1. Monetizar o uso das redes sociais: muitos ainda questionam a eficácia das ações de marketing, imagine então o quanto duvidam da monetização da presença das empresas nas redes sociais. Contudo, este paradigma já foi quebrado a algum tempo e já é nítido o retorno que pode ser obtido com elas, principalmente depois da introdução do social commerce;

  2. O item anterior já da solução aos questionamentos sobre o ROI (Return On Investment) obtido com o investimento financeiro e temporal no uso dessas redes sociais. Foi isso também que o S-Commerce tornou possível de mensurar, pois agora existe fluxo positivo de caixa vindo deste meio;

  3. Gerar expectativas de mercado: Por meio das redes sociais as empresas podem fazer uma ação de marketing pré-lançamento permitindo aos consumidores que mais desejam o produto reservarem o seu previamente. O que facilita muito a expectativa de consumo que o mercado gerou e até mesmo compreender quais os benefícios esperados através da monitoração dessas redes.

  4. Impulsionar as vendas de seu e-commerce, principalmente quando o empresário já começava a desacreditar no potencial da internet, o que teoricamente não acontece hoje.

  5. Aumentar a lealdade teórica dos consumidores, proporcionando experiências diferenciadas aos membros das redes.

  6. Ativar o verdadeiro valor embutido no marketing boca-a-boca, por meio das referências entre as pessoas na rede. O que em tese é extremamente fácil, já que as redes sociais possuem ferramentas próprias para disseminação de conteúdo. Para quem acompanhou, o Facebook inclusive aperfeiçoou o seu "like" button permitindo inclusão de propaganda no item curtido, conforme as palavras usadas, inserindo uma imagem de acordo com a palavra patrocinada que foi compartilhada com outros usuários.

  7. Diferenciar-se dos competidores também seria um atributo, contudo hoje o marketing digital não é tão grande diferencial, o que muda é a forma como você irá impactar o ambiente ao seu redor. A Diesel implantou em uma de suas lojas na Europa o Diesel Cam, no qual após provar uma roupa, o cliente pode tirar uma foto e publicá-la no Facebook com comentários, mesmo sem comprá-la, gerando assim um buzz positivo para a marca e fazendo o consumidor se sentir bem socialmente.
Paul Marsden também sugere o uso da estratégia LEAD (Listen, Experiment, Apply, Develop) adaptada da original estratégia do grupo McKinsey. Esta estratégia deve ser levada em consideração dado o baixo nível de exploração das possíveis estratégias no social commerce, sendo assim considerado um lugar de ações e reações ainda desconhecidos.

Inicialmente sugere-se monitorar a atividade online de seus competidores, para saber qual é a estratégia que eles tem adotado e buscando quais objetivos com quais ferramentas, além disso analisar bem qual tem sido a abordagem deles no social commerce e no e-commerce e o impacto que vem sendo causado nos consumidores e usuários da rede.

Depois disso pode-se partir para o segundo passo e começar a experimentar algumas formas de criar um user-experience e transformar a forma como eles interagem com sua marca socialmente. Contudo, vá devagar e experimente começar a utilizar ferramentas das redes sociais em seu site direcionando o usuário para sua página nas redes que pretende utilizar e após ter nitidez nos seus objetivos nas redes sociais e mais clareza em como poderá impactar os usuários e aumentar a taxa de conversão de compras utilize, aplique projetos trial (versão de testes) em poucos usuários e depois de medir os resultados, veja se consegue criar o mesmo projeto em uma escala muito maior. Marsden sugerer ainda como parte da aplicação da estratégia definida, ter bem claro o que você entregando de valor ao cliente (o entregável) e o que você quer conseguir de valor (indicações de sua marca, de seu produto, aumento nas vendas de seu e-commerce ou das visitas em sua loja física, ajudar na decisão de compra) e evite dificultar a experiência dos usuários com longos cadastros, downloads, além de considerar o uso de promoções ou ações exclusivas para as redes sociais que você se inseriu.

Para "finalizar" mantenha um desenvolvimento constante de suas ações nas social networks, para acompanhar o surgimento de novas tecnologias e ferramentas e aumentar cada vez mais o valor entregue ao cliente, mas também tenha foco em como você consegue ganhar com as novas tecnologias online, como a formação de um CRM, experimentar a sensação que o mercado tem com o lançamento de um novo produto e podendo ainda lucrar com a prestação de serviços (B2B ou B2C).

Portanto, você empreendedor que ainda não se aventurou nas redes sociais, analise as ações de seus concorrentes, pense, experimente e amplie a escala de suas estratégias integrando-as também com experiências no mundo real (como foi o caso da Diesel).

Espero que eu tenha conseguido refletir para vocês o que é possível agregar da apresentação de Paul Marsden que vocês podem conferir abaixo.


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Startup - Social Commerce: O que é?

Anos atrás vieram os sites para divulgação de serviços e produtos, depois começou a onda do e-Commerce, onde os produtos reais passaram a ser negociados no mercado virtual. Posteriormente os modelos de e-Commerce começaram a se desenvolver baseados nas possibilidades existentes no mundo offline e criando novos modelos que apenas funcionam (ou funcionam melhor) no mundo online, mais conhecido como internet. Resta-nos compreender agora o que é essa nova dinâmica do Social Commerce.

O Social Commerce é a convergência criada entre plataformas de comércio eletrônico (e-Commerce), que permitem a compra de produtos no site das próprias empresas, e as redes sociais (social networks), utilizadas como plataformas para interação social, facilitadora da propagação de pensamentos e opiniões, onde barreiras são rompidas para ampliar seus relacionamentos pessoais e profissionais.

O S-Commerce é utilizado principalmente objetivando a exposição de produtos no meio digital, através do boca-a-boca dentro dos grupos em que as pessoas "vivem" virtualmente, facilitando assim o processo de decisão de compra dos influenciados, tornando aquele que emite uma opinião um influenciador.

Hoje essas plataformas (s-comerce) podem ser operacionalizadas através de ferramentas de e-Commerce dentro das redes sociais, como as Fan Pages do Facebook em que as empresas podem criar seu site dentro do Facebook integrado com seu sistema de e-commerce, permitindo aos usuários "curtirem" os itens que estão expostos. Como exemplo uso a fan page do rapper Lil Wayne, com mais de 20 milhões de fãs, onde permite a compra desde camisetas até ingressos para os shows.

Uma outra maneira simplista de social commerce é a de permitir a interação e emissão de opinião dos consumidores no próprio site de e-Commerce das empresas, trazendo assim mais transparência e uma certa influência na decisão de compra, mesmo que esta influência seja menor do que a operacionalização descrita anteriormente.

Por isso, podemos dizer que o social commerce permite alguns tipos de atividades, como (1) mostrar a opinião das pessoas que já compraram os produtos, (2) dar nota aos produtos, (3) compras num ambiente de relacionamentos virtuais, (4) recomendações e referências, que hoje é o core-product (o principal) das mídias sociais, (5) grupos relacionados ao produto ou marca, permitindo interatividade entre as pessoas de mesmo gosto, a exemplo as próprias Fan Pages e (6) aplicativos que reforçam a interação e a lembrança da marca na mente dos usuários.

Este artigo é baseado na apresentação de Paul Marsden que se encontra abaixo e pretendo ainda explicar algumas idéias expostas nela.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Startup Dicas - 2011 ano do Social Commerce? [Infográfico]

Este é um ligeiro ponta pé inicial para tentar motivar todos empreendedores a buscar o Social Commerce como canal de vendas, não se preocupe com a conceituação exata do termo, pois intuitivamente sabemos que seu significado é o comércio realizado através de redes sociais.

Em recente artigo publicado pela IAB - Interactive Advertising Bureau - Claudete Tavares, diretora comercial de mídia digital do Grupo RBS e presidente do comitê Regional Sul do IAB Brasil, alerta as empresas sobre a ascenção do Social Commerce no Brasil.

Segundo Tavares, em março de 2010 havia apenas um site no modelo social commerce no Brasil e ao final do ano já eram contabilizados mais de 1000. Ela diz que, assim como 2010 foi o ano da explosão dos sites de compra coletivas, que hoje somam mais de 1000 websites deste tipo, 2011 deve ser o ano da explosão do Social Commerce, seja ele via Facebook (F-Commerce), Twitter ou Orkut, além das redes menos conhecidas como o Empreendemia, que trabalha muito no B2B.

Abaixo um infográfico básico sobre o que marcou a atividade empresarial no Social Commerce em 2010:


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