7 Fundamentos para Empreender com Visão e Bem-Estar.

Aqui você encontrará 7 princípios fundamentais para empreender com qualidade de vida.

Preciso de Investimento para o Meu Projeto Startup!

Por quê? (Introdução)

Dica - Entenda a Demanda pelo Seu Produto.

Um conceito de extrema importância para todos os empreendedores.

Conheça o Gerador de Idéias do Startup Diário.

Inspire-se!

Startup Entrevista - PlataformaTec

Conheça um pouco mais da PlataformaTec em uma entrevista com Marcelo Park, um dos fundadores da empresa.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Um negócio não vende ideias, resolve problemas

Ideias para empresas não devem ser originadas simplesmente em algo legal e que se queira fazer, pois acredita se que outras pessoas vão achar legal e apoiar a ideia, porque no final das contas, o que sustenta um negócio é o preço que um publico-alvo está disposto a pagar para consumir algo que solucione seus problemas ou desejos. Tenho aprendido nos últimos anos a filtrar as "boas ideias" de projetos startups e de pessoas que querem empreender (inclusive eu).

O única coisa que motiva uma pessoa a gastar seus recursos em algo é a necessidade de resolver algo, seja um problema de comunicação (Skype), de localização (GPS), de relacionamentos para os introvertidos (Facebook e chat amizade), transporte em massa (Ônibus) ou mesmo a necessidade de ser reconhecido por outras pessoas, possuindo artigos exclusivos de luxo.

Porém, a maioria das pessoas com quem converso sempre está pensando na ideia delas e em como é legal, inovadora, mas não SE existe mercado. O que na maioria dos casos não pensam para saber se existe mercado e esquecem de pesquisar é: "Será que existe realmente um problema e as pessoas estão dispostas a pagar para ter esse problema resolvido?"

Vejamos um exemplo, temos um problema de desmatamento ilegal, este problema existe e é reconhecido mundialmente, foram formados grupos de proteção ambiental para ajudar a resolver este problema alertando as autoridades, mas quantas pessoas você conhece que contribuem para essas empresas, também conhecidas como ONG's? Você financia o trabalho dessas empresas?

Um caso prático que virou moda forte no Brasil em 2011 e 2012 foi o caso das lojas de frozen yogurt. Em cerca de um ano, a Associação Brasileira de Franchising informou que passou a ter cerca de 23 marcas no segmento e em poucos meses, no segundo semestre de 2012 diversas dessas franquias começaram a fechar as portas. Muitas lojas fecharam e de todas que eu fui (umas 5 de marcas diferentes), constatei que tinham estrutura para receber os clientes, o produto era bom e o preço padrão (cerca de R$10/100g), porém a maioria delas sempre estava vazia. Conclusão parcial, o consumidor não achou que valia a pena pagar o preço para ter um suposto problema resolvido, pois um sorvete substituía bem como sobremesa gelada ou doce refrescante e existem outras coisas mais saudáveis por um valor bem inferior.

Paul Graham, sócio fundador de uma das maiores incubadoras de startups do mundo, a Y Combinator, afirma que um dos erros mais comuns que as startups cometem é tentar resolver problemas que ninguém possui.

Mais do que ter uma ideia, esta ideia precisa resolver um problema que as pessoas realmente têm e que querem ver resolvido. Pode ser um problema pequeno, de um pequeno nicho, desde que as pessoas estejam dispostas a pagar você achou uma oportunidade a ser testada, aí é que podemos entrar no conceito de MVP (Minimum-viable product) do qual falaremos futuramente.

E hoje, a questão de inovação precisou invadir não só o desenvolvimento de produtos, mas também a parte financeira das empresas, trazendo inovação ao modelo de receita. Tomemos como exemplo o caso de empreendedorismo do Foursquare, ou Facebook ou até mesmo ONG's. São empresas que possuem uma atividade principal (core-business), como gamification de check-ins, manter contato com pessoas online e compartilhar seus interesses ou defender causas sociais. Porém, nesses negócios, quem paga a conta da empresa não são os usuários diretamente, mas os anunciantes e patrocinadores que querem ganhar visibilidade para sua marca, através de promoções, propaganda e publicidade.


Pensando em ajudar as empresas a focarem em seu core-business, a startup Conta Azul trouxe à gestão financeira um sistema para facilitar a vida de quem não é especialista, auxiliando no controle de fluxo de caixa, estoques, vendas e emissão de notas fiscais. Além de patrocinar este artigo.


Estamos a disposição para ajudar sua startup a pensar melhor sobre o problema que está querendo resolver ou sobre as ideias que tem, para falar com a gente basta mandar um email para contato@startupdiario.com.br.

Abraços!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Startup Dicas - Captando investimento para sua startup?

Então você ficou meses trabalhando nos finais de semana e durante a madrugada (no famoso terceiro turno) para dar vida a uma ideia e agora acredita ser a hora certa para buscar investimento? Afinal, acreditar na própria ideia é fácil, mas convencer outra pessoa de que você está fazendo algo significativo e que renderá frutos é o principal desafio.

O que grande parte dos empreendedores mais experientes dizem é verdadeiro: captar investimento é um dos maiores obstáculos, principalmente quando se trata de uma startup em early stage. Não basta conseguir o contato de investidores aleatórios e apresentar seus slides, o jogo envolve muito mais que isso. Antes de conferir nossas dicas, estabeleça seus interesses e conheça os do investidor.

O que os investidores querem?


Objetivos alinhados: Antes de entrar em contato com todos os perfis de investidores que você conhece, procure saber o mercado onde eles procuram investir. Você pode entrar em contato com aqueles que não investem no seu mercado para aumentar sua rede de contatos, mas é preciso conhecer os objetivos do profissional (ou fundo) antes de se apresentar. Se você possui uma startup focada em finanças provavelmente não conseguirá alcançar seu objetivo apresentando seu pitch para um fundo que atua apenas com e-commerce. Vale lembrar que alguns fundos investem em startups em estágio inicial - early stage, outros em startups que já alcançaram o break even, outros em ideias. Converse com um fundo que tenha interesse em empresas que estão no mesmo estágio que a sua.

Fazendo o dever de casa: A preparação é essencial para conseguir o investimento. Além de descobrir o mercado atuante das startups investidas pelo fundo pretendido, é importante também entender o que atrai o interesse do investidor. Inicialmente ele é atraído pela ideia do negócio, em seguida avalia o mercado e a possibilidade de sucesso no ecossistema onde a startup se encontra. Caso as condições sejam favoráveis, o investidor finalmente avalia o perfil da equipe, ou seja, o que ela fez e sua paixão pelo que faz. Aliás, como o investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil, Cássio Spina, nos contou em sua entrevista, a equipe é um dos principais fatores ao investir, se não o principal, mas todos esses fatores são muito importantes para obter sucesso.

O que você quer?

O valor necessário com o investidor certo: Quais tipos de investimento você está buscando? Quais são os termos preferenciais do contrato? Procura um investidor-mentor que já foi empreendedor, ou seu objetivo é apenas receber o investimento e demonstrar resultado? Está disposto a ceder um lugar em seu conselho? Estas são algumas das questões importantes que devem estar em sintonia com ambas as partes.

De quanto você precisa? O empreendedor deve ser ambicioso, mas o bom senso é obrigatório. Antes de estipular o valor desejado a ser investido e o quanto estará disposto a abrir mão de participação, estude bastante seu mercado e os investimentos feitos com empresas similares.

O que vai fazer com o investimento? Aumentar o time? Atuar em um novo mercado? Desenvolver uma nova frente de negócios? Independentemente do objetivo, lembre-se de levantar o suficiente para cumprir com as projeções apresentadas aos investidores.

Conseguindo o sonhado investimento

Agora que você já sabe o que quer e o que o investidor procura, chegou a hora de impressioná-lo e fechar o negócio!

Expandindo sua rede de contatos: Para conseguir investimento é importante ter uma reputação ou, pelo menos, contatos importantes que o apresentarão para as pessoas certas. Frequente eventos, meetups e competições de startups para conhecer as pessoas mais influentes do meio. Crie relacionamentos, peça ajuda no que precisar, ajude quando puder.

Apareça: Nas redes sociais existem vários grupos de discussão com foco em startups, com fundos de investimento e investidores como membros. Entre nos principais grupos e seja um membro ativo, participando sempre que possível das discussões. Dica de ouro: muito cuidado com o que for escrever!

Não tenha receio de pedir ajuda para os amigos: Agora que você já está dentro da comunidade procure seus amigos que já captaram investimento para tirar dúvidas e pedir conselhos. A comunidade de startups é bastante unida, sinta-se à vontade para pedir informações e tirar dúvidas.

Crie uma apresentação matadora: É possível encontrar muito material na web para ajudá-lo na criação de um slide deck atraente. Crie um layout simples, reúna as informações pertinentes sobre seu negócio em poucos slides e treine exaustivamente a apresentação.

Faça uma lista de prospects: Agora que você já faz parte da comunidade e conhece os principais players, faça uma lista com os investidores com quem deseja trabalhar. Tente marcar calls e reuniões com esse grupo, e, caso não tenha sucesso, faça uma segunda lista com outros nomes que também lhe interessam.

Impressione na apresentação: Se você quer impressionar o investidor, demonstre conhecimento do seu mercado, tenha em mãos um plano de negócios com fluxo de caixa e projeções de retornos - ROI -(alguns investidores gostam), e prepare um slide deck sucinto com dados relevantes sobre sua startup, equipe e mercado.

Se prepare para as negociações: Estude bastante antes de começar as negociações para entender os termos e condições. Depois de assinado o contrato, está feito! Não deixe nada ao acaso. Como estamos lidando com valores consideráveis, todo cuidado é pouco.

Esperamos que essas dicas o ajudem a encontrar o investidor certo e fechar o melhor negócio. Boa sorte!


Este foi um guest-post fornecido pela equipe da startup Conta Azul, uma startup que torna a emissão de notas fiscais, gestão financeira, de estoques e vendas mais simples e eficiente, a partir de R$24,90/mês.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

7 fundamentos para empreender com visão e bem-estar

O Brasil chamou a atenção uns anos atrás por registrar uma das maiores taxas de empreendedorismo por necessidade (necessity-driven) do mundo, frente ao empreendedorismo por oportunidade (opportunity-driven). Ou seja, grande parte do empreendedor brasileiro normalmente empreende porque precisa e não tem outra opção, ao contrário dos que empreendem por oportunidade, que têm um olhar diferente e buscam explorar o que consideram uma oportunidade, mas ainda tem a opção de se manter em um emprego fixo.

Independente dessa motivação inicial, normalmente os empreendedores se enterram na ainda tão admirada cultura workaholic ou, como outros preferem dizer, que não são viciados no trabalho, mas em gerar resultados e muitas vezes realmente precisam. Porém, quando começamos uma atividade de longo prazo com vícios ou maus hábitos estes tendem a permanecer até que sejamos forçados a mudar, por isso estabeleça uma "rotina" que te ajude a ser mais produtivo e manter uma qualidade de vida elevada (entenda aqui, saúde física e mental).

1- Defina primeiro onde você quer que sua vida chegue e a partir disso poderá com maior facilidade tomar decisões na sua vida que o direcionem para onde você quer chegar, caso contrário continuará tomando rumo ao desconhecido, "correndo atrás do rabo" e sem objetivo, muitas vezes deixando passar coisas, pessoas, experiências muito preciosas.

2- Missão, visão e valores não são importantes apenas para as empresas, mas são fundamentais para as pessoas. Parafraseando o Gato de Alice no País das Maravilhas: “se você não sabe onde quer chegar, tanto faz onde chegue”. Sucesso ou fracasso nesse caso estão indefinidos. Alegria ou tristeza serão momentâneos. Instabilidade emocional e financeira serão constantes.

Imagine-se num ponto de ônibus parado. Vem um ônibus bonito e aparentemente confortável, você consome seu dinheiro e entra nele. Percebe que esse ônibus está cheio e acaba ficando em pé e desconfortável. Então decide descer e pegar outro ônibus em outro ponto, fica esperando por horas até que vem dois ônibus, você decide pegar o que parece ser mais rápido, mas quando entra percebe que o caminho que ele tomou é cheio de buracos. Mas ainda assim, depois de tudo isso decide mudar de ônibus de novo. A grande questão dessa história não é qual ônibus escolher, mas onde se quer chegar. De nada vai adiantar pegar o melhor, o mais rápido, o mais confortável, o mais legal, o que faz o caminho mais tranqüilo  o mais importante é o destino do ônibus. Porém, a maioria das pessoas vive sem definir o destino e fica pulando de um ônibus para o outro.

3- Além disso, a maioria dos empreendedores de sucesso começaram ou a partir de um hobby ou uma necessidade pessoal, como o Foursquare, ou outra atividade em que tinham prazer e não simplesmente um trabalho qualquer que faturasse dinheiro (para isso existe uma grande variedade de um empregos fixos).

Pense em como monetizar as atividades que você gosta. Por exemplo, um caso real mas bem ilustrativo que conheço. Uma amiga minha sempre foi apaixonada por fotografia, tirava muitas fotos pelo prazer de registrar momentos e as imagens que registrava sempre foram excelentes. Graças a esse “dom natural” que ela foi aperfeiçoando, a necessidade de uma renda extra e a coragem de investir, começou seu negócio. Ela percebeu o tipo de público com o qual gosta de lidar, investiu em equipamentos e em um site e seu slogan partiu de algo que sempre viveu “fotografia com o coração”. Seu projeto vem dando certo e continua no caminho para a sustentabilidade financeira com prazer no que faz.



4- Tenha amigos conselheiros, que estão sempre dispostos a ouvir, trocar ideias e acrescentar algo mais a sua vida. Aqueles em quem você confia e tem prazer em escutar. Pessoas que você gosta muito e também quer somar algo na vida delas, podendo amadurecer juntos. Se não conhece pessoas assim, comece a participar de encontros de empreendedores, onde tem espaço para fazer networking e a compartilhar ideias de projetos com outros amigos, quem sabe você não conhece pessoas que tenham os mesmos interesses que você e queiram compartilhar e caminhar juntos.

5- Ajude alguém, seja com trabalhos sociais, com doações de cesta básica, brinquedos ou qualquer outra coisa, mas se envolva com pessoas necessitadas e veja o quanto você pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. Deixe-se levar pelo amor ao próximo.

6- Reserve um dia na semana para que você durma pelo menos 8h em uma noite e que você possa se dar ao luxo de fazer nada neste mesmo dia. Aperte sua agenda durante os outros dias e coloque prioridade no seu dia de descanso, não permita que nada atrapalhe, é uma escolha sua, basta se esforçar. Se possível tenha também outros dois dias na semana em que você possa acordar uma ou duas horas mais tarde, dessa forma seu organismo responderá com mais disposição, devido a quebra na rotina. Isso ajudará suas ideias a terem mais espaço para fluírem para fora da caixa e aumentar sua capacidade de inovação e criatividade.

7- Valorize o que realmente tem valor, mantenha suas raízes preservadas. Reanime o prazer que você tem nas coisas simples da vida. O prazer em caminhar descalço na grama, na areia, mergulhar no mar, no lago, andar a cavalo. Estar com a família, filhos, irmãos e amigos. Cozinhar, pintar, ouvir suas músicas preferidas meditando com atenção na letra. Tenha equilíbrio em sua vida. Dê vazão ao seu eu mais profundo, para que ele empreenda com você.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dicas - Empreendendo com Impacto

Desde que comecei a conhecer melhor esse tão falado “mundo do empreendedorismo e das startups” percebi que as pessoas tem essa forte tendência a pensar que inovação, empreendedorismo e startups devem ser tecnológicos e/ou digitais, contudo quero reforçar minha posição de que isso é só a ponta do iceberg, pois nós vivemos num mundo físico, psicológico e espiritual e não num mundo virtual, onde o sucesso pode determinado por características de um personagem ou produto que construímos como se fossemos Deus (ou programadores), com uma moeda que nem existe.

Falo isso não para criticar as startups digitais, que por sinal são muito legais e tem provocado forte impacto no “mundo offline”, como é o caso do Peixe Urbano, Guidu, Facebook, Catarse, Ewiks e muitas outras startups que tem movimentado dinheiro no mundo real e não ficando apenas no virtual. Mas é que no final das contas o que importa é o mundo em que vivemos e a vida prática que temos.

Se montamos um negócio que não gera muitas vagas (diretas) de trabalho, não produz impacto social em uma comunidade e nem ao menos transformação (positiva) na maneira de pensar das pessoas, não acredito que seja um negócio que vale a pena ser vivido, pois já que é para eu gastar 50%-80% do meu dia num negócio, que seja algo que não faça com que o mundo aí fora continua o mesmo e eu com minha vidinha fútil ganhando dinheiro, trabalhando (que nem louco), acumulando recursos, para que daqui a alguns anos eu morra e tudo fique para minha família, que poderá continuar um pseudo-ciclo da vida.

Acredito sim que o processo de planejar uma startup, desenvolvê-la e levá-la ao “sucesso” é muito emocionante e bacana (e fico empolgado só de pensar)! Contudo, quando esse processo começa a envolver muitas pessoas, melhorar a vida delas e se tornar tão duradouro quanto o conhecimento, que pode ser perpetuado enquanto existirem pessoas dispostas a praticá-lo, aí sim podemos pensar na possibilidade de sucesso. Quando pessoas que não têm acesso a educação necessária passam a tê-lo; pessoas famintas passam a ser alimentadas; os “excluídos” a ganharem autoestima e dignidade para viver; regiões destruídas serem reconstruídas, não com doações apenas, mas com uma mão-amiga e amável presente (indo até o local); ou simplesmente aprendendo a ouvir as pessoas.

Isso me lembra de uma mulher que se colocou na rua para tricotar e para ouvir as pessoas. Quem de nós não quer ser ouvido? Quem aqui faz isso gritando? Ou faz isso por meio de um empreendimento de sucesso? Mais do que imagem ou ver o resultado impresso num demonstrativo de resultados, quero ver negócios que mostram o resultado com o testemunho de vidas transformadas.

Um exemplo é um dos projetos do Afrika wa Yesu, com seu chamado Centro Vocacional de Nacala em Moçambique, que consiste em ensinar princípios básicos de negócios, como gestão e pesquisa de mercado, e a arte da carpintaria, doando ferramentas para a pessoa sair e abrir um negócio próprio, já que lá o trabalho é todo manual. Alguns já estão sustentando suas famílias com seus pequenos negócios abertos depois do curso de carpintaria.

Além disso eles são motivados a transmitir esse mesmo conhecimento em pequenos grupos nas comunidades onde vivem. Essa é uma das características cruciais de negócios de impacto, o empowerment ou empoderamento, onde o público consegue transmitir para outras pessoas o conhecimento adquirido, permitindo seu desenvolvimento e sustento pessoal, na maioria das vezes também o desenvolvimento econômico da região.

Mas, OK! Tudo isso porque eu queria apresentar mais uma startup com quem tive o prazer de falar com um dos fundadores.Chamada Rabisquedo, que cria um brinquedo originado nos desenhos imaginários das crianças que lhe é apresentado. Com o desejo de integrar uma rede de artesãs para este trabalho Bruno Abdelnur tem buscado conhecimento e parceiros que possam ser de ajuda mútua. Como nosso amigo do Startupeando já escreveu um artigo bem resumido sobre essa startup que tem potencial para impactar muitas pessoas dependendo do rumo e do modelo de negócios escolhidos, deixo para vocês a minha recomendação de leitura do artigo deles.

Para os demais deixo meu grande abraço e disposição para uma conversa aberta sobre algo que acharem interessante: contato@startupdiario.com.br.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dicas - 7 Mitos do empreendedorismo via Instagram

Recentemente assisti a uma palestra muito boa com os fundadores do Instagram em Stanford, via Youtube, e resolvi compartilhar um pouco daquilo que eles transmitiram e de meus pensamentos a respeito.

Eles falaram principalmente de aspectos do empreendedorismo que muitos tomam como verdades, enquanto são apenas mitos ou falta de esclarecimento.

Mito 1: Você pode aprender a ser empreendedor lendo livros, blogs e indo em eventos.
Realidade:
  • Nunca os aspectos práticos da vida serão substituíveis pela teoria dos livros, principalmente ao que se refere ao ambiente que você está enfrentando, que não pode ser controlado. "Um dia de trabalho vale mais do que um ano de leitura";
  • Na vida real na maioria dos casos não temos informações suficiente para seguir em frente com nossos planos, exigindo coragem, que é algo emocional e não pode ser sentido durante uma ilustração;
  • Você só sente na pele, quando precisa abrir mão do seu tempo e de coisas que considera importantes para poder se dedicar a este projeto, entrando num conflito do que é mais valioso para você;
  • Faça com que o trabalho seja divertido, mas mantenha o comprometimento, pois perder dinheiro não é brincadeira.

Mito 2: Startups são iniciadas somente por estudantes da área de tecnologia.
Realidade:
  • A facilidade que esses caras tem é que eles estão acostumados a prototipar seus projetos, que é uma grande vantagem, mas nada que um um pouco de vontade e prática as pessoas que são formadas em outras áreas não consigam fazer. Posso citar como exemplo o caso de uma startup que foi acelerada pela equipe da Techstars, Everlater, cujos fundadores, quando tiveram a ideia ainda eram profissionais da área financeira e sabiam nada de programação;
  • Aliás, as vezes é até melhor que não se tenha formação na área de tecnologia, pois isso pode restringir sua visão inicial sobre negócios, se focando demais na criação do produto, correndo o risco de escalá-lo prematuramente (que é um dos maiores motivos porque as startups falham segundo o Startup Genome Report);
  • Se você quer construir uma startup tecnológica ou de qualquer outra área, mas não é especialista em algo extremamente necessário para o tipo de empresa, sugiro que se atente aos ambientes que freqüenta. Algumas das pessoas mais valiosas e especialistas em negócios, investimentos e tecnologia podem estar sentadas ao lado de vocês ou na fila de espera, vocês só precisam conversar e se conhecer. Aprenda a ter a mente aberta para conversas e não ter medo de compartilhar ideias e pedir opinião das pessoas nos eventos, na faculdade, no trabalho, etc.
Mito 3: Encontrar uma solução para o problema é a parte mais difícil.
Realidade:
  • Encontrar o problema a ser resolvido é a parte mais difícil. E os fundadores do Instagram fizeram seu brainstorming pensando ”quais os problemas existentes em fotos em aparelhos móveis?” e listaram os cinco principais problemas. Daí foi uma crescente até chegar onde estão hoje;
  • É fácil construir soluções para problemas que ninguém tem. Então, tome cuidado com o foco do projeto em que está trabalhando e leve seu produto até os possíveis clientes/usuários o quanto antes, para que eles experimentem e transmitam para você a realidade;
  • Não precisamos ter medo de resolver problemas simples e às vezes com soluções simples.

Mito 4: Trabalhe meses construindo um produto robusto em segredo, então lance-o ao mundo.
Realidade:
  • Você não consegue feedback rápido o suficiente para saber se está construindo o produto certo;
  • Colocar o seu produto em frente às pessoas para validá-lo é uma das experiências que mais abre o olho do empreendedor. Parafraseando Steve Blank, nenhum protótipo sobrevive ao primeiro contato com o cliente/usuário;
  • Falhe o mais cedo possível e freqüentemente, mas com um baixo custo.

Mito 5: Comece uma guerra de lances entre os VCs com seu pitch (apresentação).
Realidade:
  • Consiga apenas dinheiro suficiente para fazer o negóciodecolar, com certeza é menos do que você espera;
  • Otimize seu produto pelas pessoas e não pelo valuation, pois obter investimentos para sua startup não é para ficar rico e ganhar mais dinheiro, mas para desenvolver um bom produto, melhorar a equipe e vender mais. Dinheiro será consequência;
  • Foque no protótipo e não na apresentação, ele fala mais do que uma apresentação teórica. O protótipo fala por si o que está sendo oferecido, pois é mais tangível. Enquanto que numa apresentação não há clareza total no funcionamento dos produtos e pode acabar iludindo a platéia, de forma positiva ou negativa.
Mito 6: Começar uma companhia é igual a construir um produto.
Realidade:
  • Os esforços na verdade se dividem quase 50% para construir um produto e 50% para outras coisas, ou seja exige muito mais trabalho do que se imagina;
  • Construir um time é muito importante para que consiga construir uma companhia. Recrutar, construir e gerenciar uma equipe;
  • Conseguir investimentos/ funding pode tomar muito tempo, por isso deixe para depois.
  • Gerenciar seu fluxo de caixa, emissão de notas, preencher formulários, pensar em seguro, acessórios do escritório, etc. toma bastante tempo do seu dia, principalmente se ele é igual ao meu, tem apenas 24 horas.
Mito 7: Startups de sucesso surgem de uma única grande idéia
Realidade:
  • A primeira idéia normalmente não é a última. E se for pode ter certeza que o negócio não dará certo, pois para sobreviver as empresas precisam recriar seus produtos/serviços constantemente;
  • Idéias são fruto de iterações com usuários/clientes, o que ajuda na identificação de problemas a serem solucionados;
  • Compartilhar e discutir ajuda a refinar cada uma das idéias. Não no bar, porque lá as pessoas estão interessadas em fazer outras coisas;
  • A idéia é apenas um tema que você tem a seguir para todas as próximas inspirações, ela é o problema que você quer resolver, a pergunta que quer responder.
Mito 8: Grandes startups acontecem repentinamente.
Realidade:
  • Sucesso do dia para a noite demora alguns anos, assim como o Twitter, demorou uns 5 anos, e a Rovio Entertainment, desenvolvedora de games, que levou quase uma década para emplacar um game de sucesso, o Angry Birds;
  • Sucesso é fruto de um caminho construído ao longo do tempo.
  • O sucesso parece obvio numa retrospectiva, mas na realidade não foi assim tão simples;
  • Pare de pensar no destino e comece a pensar nos próximos passos e no caminho que você tem a passar. Afinal, a jornada tem que ser tão prazerosa quanto o destino.
  • Instagram conseguiu milhares de usuários e em menos de 24 horas e apesar disso ser atribuído a umas série de divulgação por grandes usuários de comunidades específicas, não foi uma ação planejada, mas eles acreditam que isso pode acontecer com qualquer um que tenha um produto útil e prático.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dica - Entenda a demanda pelo seu produto

É importantíssimo que o empreendedor relembre alguns conceitos básicos de marketing e estude o tipo de demanda com que ele vai lidar. Os tipos de demanda com os quais cada tipo de negócio terá de lidar é que ajudarão a determinar suas estratégias de marketing, de como abordar o cliente, a forma de divulgação e até a necessidade de inclusão de novas features - características principais ou acessórias - que deverão ser associadas àquele produto. A demanda por um produto pode ser:
(a) inexistente, aí deverá ser totalmente desenvolvida/criada pelo empreendedor;

Metrô em SP: Será que temos demanda por transporte?
(b) latente, ou seja, não existe hoje nenhum produto que satisfaça uma grande necessidade, portanto existe espaço para algo novo;

(c) irregular e/ou sazonal, acontecendo ocasionalmente ou em épocas específicas do ano (como sorvete, assessoria tributária, serviços de advocacia, etc.);

(d) declinante, devendo entender a causa e elaborar estratégias para reverter esse quadro, ou mesmo pensar em mudar o segmento/nicho/produto;

(e) excessiva, como um restaurante que recebe tantos clientes que a qualidade do atendimento começa a cair, ao mesmo tempo que facilita a entrada nesse mercado, tanto para você quanto para futuros concorrentes;

(f) até mesmo uma demanda indesejada, como é o caso de muitas “fábricas de software” que as vezes recebem demanda por desenvolvimento de um software que eles até tem capacidade/habilidade de fazer, porém não é o foco do negócio, o que pode tornar este desenvolvimento de baixa qualidade, desvantajoso para a empresa ou até mesmo muito custoso para o cliente. 

O que quero dizer, é que não é só porque você tem um produto legal que as pessoas vão se interessar em usar. E mesmo que se interessem e usem, quantas querem se tornar seu cliente recorrente? E quantas estarão dispostas a pagar por isso? E mesmo que estejam dispostas a pagar, quanto estarão dispostas a pagar? E quanto pretendem usar? Será que isso tudo consegue fazer sua receita superar seu custo?

E aí!? Será que como será que os investidores estão analisando a demanda que você acha que têm? Será que está na hora de ir até eles e pedir funding? Este artigo faz parte da série que me comprometi a escrever...aos poucos vai saindo, desculpem a demora pois em novembro estamos fora do país, quem sabe trazendo novidades!

E comentem...! Contem-nos o seu caso de validação da demanda pelo seu produto/serviço! Pode ser por e-mail também: contato@startupdiario.com.br

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O valor de uma ideia é diferente do valor de um negócio!

Continuando a minha série de chateação para aqueles que querem empreender e estão indo atrás de investimento... ;-)

Ao contrário de outros empreendedores e investidores, não estou dizendo que uma ideia não vale nada, só estou dizendo que uma ideia sem aplicação é uma mera teoria. Ou seja, uma ideia que não foi executada vale QUASE nada. Sem planejamento não há perspectivas de que ela funcione e sem execução não há provas de que ela funciona. Mas uma boa/ótima ideia é o que motiva as pessoas a investirem (tempo e dinheiro) em algo que elas acreditam que possa fazer a diferença.

Além disso, se sua ideia for inovadora, muito diferente de tudo que já foi criado até hoje e pretende revolucionar a sociedade/economia, então a incerteza sobre ela é ainda maior, pois não existe nenhum caso prático que comprove que o modelo funciona, sendo seu valor apenas subjetivo.

Você precisa de dinheiro para contratar um programador? Mas porque não conseguir um sócio que seja programador ou você mesmo aprende a programar?

É muito caro desenvolver o produto e você precisa de ferramentas!? Então, porque não constrói apenas um protótipo com acessórios alternativos e observa a receptividade das pessoas a ele para depois conseguir recursos!?

Já pensou em conseguir dinheiro da sua família e amigos (3Fs – Family, friends and fools)? Se eles não comprarem sua ideia existe algo de errado.

Não fique tentando conseguir um investidor para a sua ideia, alegando que depois que tiver dinheiro poderá se dedicar a ela e fazer render muito. Pois, se você realmente acha que sua ideia vale o investimento de milhares de reais, porque você não começa investindo seu tempo integral e seu próprio dinheiro!? É mais fácil pensar em trabalhar com o dinheiro de outros não é!? Ou você precisa de dinheiro para manter seu padrão de vida? Meu caro amigo pretendente a empreendedor, se nem mesmo você investe em sua ideia, porque um investidor deveria?

Depois que seu pequeno projeto, ou ideia, começar a gerar alguma receita, mesmo que com prejuízo, aí sim pode dizer que ele tem um valor real e mensurável. Apesar de sabermos de histórias de empresas como o Twitter que demorou alguns anos para estabelecer um modelo de receita, consideremos que ele faz parte doa exceção de 1 em 1 milhão (talvez 100 mil) de empresas que surgem e que demonstram tal potencial sem gerar receita na prática. Além disso, potencial não significa que vai conseguir, mas que existe a possibilidade.

É por isso que muitos investidores como Cássio Spina da Anjos do Brasil e Pierre Schurmann da Bossa Nova Investimentos já falaram que quem está investindo numa startup está investindo na verdade nos empreendedores. O que faz até sentido se considerarmos que os projetos podem ser recomeçados ou modificados, enquanto que a equipe de execução só nascendo de novo rsrs.. ou gastando um tempo imenso em aprender e praticar. Mas é exatamente este o ponto que quero reforçar, ideia sem execução apropriada fica só olhando para o potencial, enquanto que uma boa ideia, bem executada gera recursos para alcançar esse potencial.

Antes de você abordar um investidor ou um possível parceiro com sua ideia, procure pessoas que você conhece, empreendedores nos eventos como o BR New Tech ou pessoas que você acredita que sejam seus futuros clientes/usuários para que eles ajudem a validar sua ideia/projeto. E se ele não gostar ou não se empolgar muito, pergunte o que não gostou e o porque, e mais importante, escute o que ele tem a dizer, pode ser necessário "pivotar" seu projeto, ou seja, mudar os rumos que estava tomando e talvez o objetivo que tinha em vista. Na minha opinião um empreendedor de verdade deve ser humilde e ter coragem de muitas coisas, dentre elas: 1) Arriscar-se em sua paixão; 2) Mudar de ideia; 3) Mudar o mundo; 4) Compartilhar (ideias e recursos); e 5) Assumir sua falha e aprender com ela.

Continuem acompanhando e contribuindo com perguntas e comentários para que possamos enriquecer ainda mais para os próximos artigos e que eles sejam cada vez mais uteis para vocês empreendedores e investidores.

Forte abraço!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Preciso de investimento para o meu projeto startup! Por que... (Introdução)

Sabe quando você está cansado de ouvir sempre a mesma pergunta e as mesmas frases:

“Eu tenho uma idéia e só preciso de dinheiro para...”
“Montei o protótipo de um projeto, mas preciso investir X milhões em marketing para atrair usuários...”
“Tenho um projeto, mas não posso divulgar exatamente, mas é algo no segmento de ... será que você pode me ajudar a conseguir um investidor!?”

Estou achando incrível como muitos empreendedores só sabem pensar em conseguir funding – investimentos – para sua ideia/projeto/negócio, sem nem mesmo colocar em prática.


Obs: Minha intenção aqui não é ser um chato crítico, mas conceder algumas críticas construtivas que possam ajudar os empreendedores a melhorar a qualidade de gestão de seus negócios e ajudá-los a evitar problemas com investidores.

Amigo, primeiro vai executar seu projeto, conseguir alguns users, provar que isso é um negócio e não somente um produto, que você e seus sócios têm capacidade e vontade de executar, que os objetivos são coerentes com a realidade e que dá para conseguir escalar e lucrar com esse projeto! Depoooois você peeeensa em obter recursos de investidores.


Tem gente que pensa que é de graça que se recebe investimentos: “Eu dou 10% de participação e ele investe R$100.000 no meu projeto!”. Cara cai na real!!! Você quer vender algo que nem sabe quanto vale, por um preço que nem sabe se é viável, na expectativa de um retorno que nem sabe se existe! Te pergunto você sabe o que é valuation? Sabe como se calcula?

Eu te respondo. Esquece valuation! Foco no business my friend!

Você “dar” a participação de seu negócio para um investidor significa que ele se tornará o seu sócio capitalista, ou seja, ele também manda na empresa. É mais importante um investidor que possa ser mentor contribuindo também com sua experiência do que um investidor que entre apenas com recursos.

De qualquer forma, primeiro faça seu negócio ser independente de terceiros, depois se você considerar necessário um investimento muito alto que não é possível conseguir sozinho, com a própria geração de caixa do negócio, aí sim você pensa em obter recursos.

Ia chamar este artigo de “Carta a um futuro empreendedor”, mas achei o nome muito amplo e quase trivial (mas talvez use futuramente). De qualquer forma existem muitas cartas a serem escritas aos empreendedores e àqueles que desejam empreender.

Dentre as cartas (emails) que eu escreveria (e já escrevi) para alguns aspirantes a empreendedor, normalmente tudo começa quando me falam: “Preciso de ajuda para conseguir investimento para minha idéia / projeto / negócio!”.

Por favor, gostaria declarar esta série de artigos como ALTAMENTE RECOMENDÁVEL aos futuros empreendedores, pois assim otimizamos o tempo dos investidores, dos mentores e dos próprios empreendedores, melhorando também o potencial das startups e do empreendedor brasileiro.

Caros amigos aspirantes e empreendedores, eu não sou empreendedor (ainda), não sou investidor (de startups) e não sou mentor (profissional). Mas coloco diante de vocês alguns aspectos sobre negócios, empreendedorismo e startups e desenvolvimento de produtos/clientes que merecem atenção séria antes de buscarem um investidor. Abaixo vocês encontram alguns dos tópicos que vou abordar nas próximas semanas:

Abordarei muitos outros assuntos, mas esses são alguns tópicos provisórios do que vou falar e para que fiquem atentos desde já. Espero que contribuam com suas sugestões sobre temas e com seus comentários para melhorar a qualidade do conteúdo que publicamos aqui.

Se acharem critico de mais, de menos ou quiserem complementar, por favor deixem seus comentários. Quanto mais útil puder ser o artigo melhor.  Podem nos enviar um emails para contato@startupdiario.com.br (por favor sem spam).

Fica aí um grande abraço e meu desejo de boa sorte! =)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que aprendi discutindo a relação na #DR de Comunicação na ESPM

No dia 20 de agosto, estive presente na Discussão de Relação sobre Comunicação e Inovação, mais conhecida como #DR de Comunicação e Inovação que aconteceu no Auditório Philip Kotler na ESPM aqui em São Paulo.

Nesse evento participaram grandes figuras do marketing brasileiro e do meio digital, infelizmente não pude participar de todo o evento, mas apenas do período da manhã onde acompanhei as palestras de Alexandre Franzolim da Money Business; Marina Miranda (sócia diretora da Mutopo), referência em crowdsourcing no Brasil (além dos nossos amigos do Catarse ;-D ); palestra cativante e engraçada de Ken Fujioka (sócio da Loducca, uma das maiores agencias de publicidade do Brasil) e o incrível exemplo de empreendedorismo corporativo do Leonardo Santos, diretor de TI da Billabong Brasil, este último caso pretendo deixar para escrever um outro artigo a respeito.

Cada um dos palestrantes falou sobre um tema específico. Abaixo algumas reflexões que eu tive sobre as apresentações que assisti e que servem de conselhos para os empreendedores:

Alexandre Franzolim falou sobre a importância de uma boa apresentação, seja de PowerPoint ou qualquer outra e como fazer uma boa apresentação. Que por sinal a dele foi excelente.

  • Ao fazer uma apresentação tenha um roteiro. Estabeleça um raciocínio contínuo contando uma história, porém de forma objetiva; 
  • Sobre a parte artística do projeto: Rabisque muito com lápis e papel. Exteriorize da forma mais flexível que pode, sem limitar-se àqueles organizadores de raciocínio ou de figuras padronizadas do computador. Deixe fluir uma diagramação natural com os elementos de sua idéia; 
  • Dê sempre um coaching, ensinando algo as pessoas e conhecendo-as melhor. Entenda o tipo de público que você tem e o que eles esperam de você. Nunca pressione os introvertidos, mas ache um meio termo dando pausas reflexivas durante sua apresentação, o famoso “momento que faz pensar”. 

Marina Miranda, falou sobre social production e um pouco como o crowdsourcing vem sendo usado. Um dos pontos que me chamou a atenção foi quando ela falou sobre engajamento.

  • Ela afirma que engajamento diz respeito a troca de valores, ou seja, um usuário recebe de uma marca reconhecimento ou exposição, muitas vezes nada relacionado;
  • Clientes/Usuários engajados, mesmo que apenas fazendo comentários, podem ser “contratados”;
  • O conceito de gamification pode ajudar a melhorar algum produto / aplicativo que você criou, talvez criando um modelo de negócio diferenciado. 

A palestra de Ken Fujioka não foi menos do que qualquer um dos outros, ele expôs um case do famoso American Idol, mais expecificamente de uma atração do parque da Disney chamado American Idol Experience, onde você pode se tornar um pequeno astro por alguns minutos.

  • Não faça branding, mas gere um brand experience para marcar a vida das pessoas;
  • Empresa Pavão: Grita, fica chamando atenção com sua aparência e quer ficar se mostrando. Já é um modelo em declínio, pois não consegue mudar o comportamento dos consumidores.
  • Empresa Bowerbird: FAZ! Suas ações são mais aparentes do que a imagem que fica pensando em transmitir. 
  • Sua marca tem feito mais do que fala?
Sobre a apresentação do Leonardo Santos, pretendo escrever um outro artigo contando a historia dele e explicando o conceito de empreendedorismo corporativo, mas por enquanto fiquem com um video produzido pela Billabong Brasil, com o próprio Leonardo contando o que ele fez dentro de uma das lojas da rede.




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pare de trabalhar e empreenda!

A maioria das pessoas sonha em ter o próprio negócio e ser o próprio chefe. A minoria planeja abrir um negocio e apenas um pequeno percentual se torna efetivamente um empreendedor.

Muitas pessoas acabam deixando de empreender por comodidade de ser empregado, onde aparentemente não precisam arriscar muito, tem quase garantida uma renda no final do mês e não estão dispostos a estudar e pesquisar oportunidades de mercado.

Contudo, é aí que se abre uma brecha para aqueles que são eficientes no pensar e pouca paciência em apenas planejar, ou como diz o título do livro que comecei a ler recentemente, aqueles que Do more faster (Faça mais rápido).

As pessoas acham que o reconhecimento vem quando se acomodam numa cadeira de um escritório imponente ganhando seu salário fixo e ainda podem ser recompensados com bonus. Para esses eu digo:

ACORDA!!! A sensação de expor suas emoções e seus pensamentos para o mundo no formato de um negócio vai te trazer muito mais satisfação. É quase igual a ter um filho!

Sim! Mesmo sem ter um filho, eu sei que exige responsabilidade, tempo, disposição, dinheiro e muita paixão (Veja o caso dos garotos do Catarse)! Sem esses ingredientes dificilmente você conseguirá ser um empreendedor bem sucedido. Mas com eles, você terá a satisfação de ver algo que você criou crescer, alcançar pessoas em diferentes lugares e quem sabe se tornar líder, mesmo que apenas regional e com isso terá mais motivação para acordar todos os dias e ir trabalhar.

As maiores diferenças se compararmos o empreendedorismo com um emprego fixo são que, ao contrário de um emprego que obriga você a acordar sempre no mesmo horário e você já sabe o que esperar de sua remuneração, no empreendedorismo você tem sempre algo a mais te esperando no dia-a-dia. Além disso, já conheci muitas pessoas que ficaram anos numa empresa e fizeram sua vida lá, ganhando bem e sendo um ótimo funcionário, mas no final o que ganhou foi um pé na bunda, pois mesmo que você seja bom, um dia a empresa precisará renovar a equipe, por qualquer que seja o motivo.

Tenha no empreendedorismo um hobby, envolva sua família, seu melhor amigo, seus filhos e ensine/aprenda com eles formas de ganhar dinheiro inovando e ainda se divertir. Pode ser comprando um carrinho e indo vender açaí na praia aos finais de semana ou vendendo miojo próximo a sua faculdade, até mesmo alugar um local na região onde você trabalha e montar um banheiro particular (curioso) ou simplesmente montando um site da sua lojinha para receber pedidos pela internet e até mesmo montando seu próprio aplicativo para IPhone.

Enfim, eu respeito aqueles que são bons profissionais no ambiente em que atuam e sempre admirei muitos deles. Então, caso você realmente não tenha vontade de abrir um negócio e empreender, porque não ser um empreendedor corporativo na empresa em que você trabalha? Pergunte-me como...Pois esse assunto fica para um próximo artigo.

Caso você não queira empreender porque lhe faltam idéias, não deixe de conhecer nosso Gerador de Idéias, lá você vai encontrar algumas das mais malucas e até mesmo realistas e práticas idéias de negócios que nós temos. Mas se idéia é uma coisa que não te falta, mas não quer empreender, então contribua com nossa coluna e com outros empreendedores compartilhando sua idéia, quem sabe alguém não a coloca em prática fazendo você um idealizador de negócios.

sábado, 11 de junho de 2011

Startup Dica (rápida) - Pesquisa de Mercado [atualizado]



Antigamente, antes ao se iniciar um novo negócio ou o empreendedor ia as cegas ou ele ia as ruas fazer pesquisa de mercado. Contudo, hoje com o advento mais que abrangente da internet, você que pretende empreender com uma nova idéia, mesmo que não possua muitos dados sobre o seu mercado consumidor de pronto, é possível criar um relatório a partir de dados secundários previamente obtidos por outras instituições.

Por exemplo, se você quer abrir um e-commerce, precisa conhecer o seu publico alvo e para se obter dados sobre comportamento dos usuários da internet existe a agência IBOPE Nielsen que freqüentemente realiza grandes pesquisas a esse respeito, vide este briefing sobre o comportamento recente do consumidor em sites de e-commerce.

Bem como esta pesquisa, dados demográficos podem ser obtidos pelo site do IBGE ou sobre uma amostra específica da população podem ser obtidos em sites de instituições do próprio segmento.

Mais importante do que saber onde conseguir dados sobre o mercado, é saber quem é o seu público alvo, depois disso você já terá 1/3 do caminho percorrido para começar a elaborar uma pesquisa de mercado.

Gostaria de recomendar um vídeo do grande Pedro Sorrentino, que tem conseguido destaque no mundo empreendedor com seus ótimos Videocasts. No vídeo abaixo ele apresenta um conteúdo de muito mais qualidade e completo a sobre a respeito de testar o mercado e conhecer a opinião real das pessoas antes de lançar sua startup desse assunto.



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Startup Dicas - Business ou E-Business?


Compra online também traz conforto
Você ainda acha que a internet é uma onda passageira? Ou que as redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter não têm utilidade para o mundo corporativo? Você realmente acha que as pessoas confiam mais numa propaganda exibida na televisão ou num banner estático do que na opinião expressa de pessoas que já compraram o produto? E você acha que a maior parte dos consumidores de sua localidade preferem ir ao estabelecimento comprar um produto do que comprar sem sair de casa?

Se você respondeu sim para as perguntas acima, sugiro que você faça uma pesquisa com seus consumidores e leia um pouco mais sobre o assunto comportamento dos consumidores brasileiros, e-commerce e sobre o poder da internet.

Para te ajudar a ter uma noção melhor do impacto causado pela internet no comportamento dos consumidores, um estudo realizado pela Burson-Marsteller revela que a penetração das empresas norteamericanas e européias nas mídias sociais chega a 89% e 84%, respectivamente.

A internet aumentou a capacidade dos usuários emitirem uma opinião e desta ser vista por centenas/milhares de pessoas, além disso a percepção expressa que as pessoas têm dentro das atividades de um grupo é um marketing boca-a-boca "gratuito" e que pode ir mais longe do que no mundo off-line.

O Ibope realizou a pesquisa TG.net com internautas e constatou que mais de 66% dos consumidores online realizaram de uma a cinco compras nos últimos seis meses e 30% gastaram, pelo menos, R$ 224. Enquanto isso, a superintendente de Marketing da ACSP, Sandra Turchi, afirmou com números a importância das empresas estarem presentes na internet; um milhão de pessoas acessam a internet pela primeira vez todos os dias e, a cada segundo, um novo blog é criado. E um dos principais números é de que 43% dos internautas recomendam produtos para outros usuários nas redes sociais.

Segundo a Camara-e net (como informou o Portal IG) o número de consumidores subiu de 17 milhões para 23 milhões de pessoas, mais de 10% da população brasileira. E o e-commerce fechou 2010 com um faturamento de cerca de R$15 bilhões, sendo que só no natal esse valor chegou a R$2,2 bilhões, aumento de 40% frente a 2009.
Do outro lado de nossas fronteiras, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou um estudo em (17/02) mostrando que as vendas efetuadas pelo no e-commerce totalizaram US$165,4 bilhões em 2010 naquele país, crescimento de 14,8% em relação aos 144,1 bilhões de dólares reportados em 2009. Com este resultado o mercado de comércio eletrônico alcança participação de 7,6% do total faturado no varejo dos Estados Unidos.
Além de auxiliar no aumento do fluxo de caixa da empresa e facilitar o marketing do produto com o mercado, as mídias sociais podem também reduzir consideravelmente o custo com o famoso SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), facilitando ainda na criação de um sistema CRM (Customer Relationship Management) mais preciso.
Pense, você ainda vai ficar de fora do e-business? Ou, mais especificamente, do e-commerce?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Startup Dicas - Onde se posicionar nas redes sociais [Infográfico]

No início do ano o CMO.com, que fornece insights sobre marketing digital, publicou o seu guia anual sobre o "cenário social" de 2010 e como os diferentes objetivos puderam ser atingidos através das diversas redes sociais.

Foram analisadas as principais redes sociais do mundo: Facebook, Twitter, Flickr, LinkedIn, Youtube, Digg, StumbleUpon, Reddit e Tumblr. E considerados as seguintes dimensões para análise:
  • Verificar se comunicação com o consumidor pode ser considerada interativa, com grandes números de interações tanto mensagens de entrada (do usuário para a empresa), quanto de saída (da empresa para o usuário);
  • Boa e fácil exposição da marca, de acordo com o tipo de conteúdo que pode ser fornecido e a forma como os usuários poderão interagir uns com os outros a respeito (como o "Retweet" e os "Share");
  • Geração de tráfego para o site, como o Digg tem feito muito bem em muitos países com o compartilhamento de links de notícias.
  • Otimização com os diversos buscadores (Google principalmente), que é de extrema importância, pois hoje são os maiores responsáveis por tráfego para muitos sites.
Este estudo serve para mostrar que você pode usar cada rede social com um objetivo e não apenas gerar tráfego para o site de sua empresa e qual a melhor característica que foi notada em 2010 de cada uma.

Lembrando que o Brasil acaba por se diferenciar, pois dentre as redes sociais citadas ficou faltando o Orkut, que é hoje a rede social mais usada pelos brasileiros e está entre os três sites mais acessados no país, apenas perde para o Google.com.br e o Google.com. Segundo números do ComScore de novembro de 2010, apenas um em cada 4 brasileiros acessam o Facebook, enquanto que os outros 3 acessam o Orkut.

Sendo assim, deixo mais uma dica, quaisquer números globais que você analisar para tomar decisões estratégicas lembre-se de trazê-los para um contexto local e ver se as afirmações permanecem verdadeiras. Além disso, pesquise tendencias, pois apesar dessa superioridade do Orkut, seu crescimento foi cerca de dez vezes menor que o do Facebook em 2010.

Abaixo um infográfico sobre a eficácia de cada uma das redes sociais pesquisadas. Para visualizar melhor, clique na imagem com o botão direito e salve a imagem no seu computador.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dica - Do more faster #1

Uma das maiores desvantagens das Startups é a sua baixa resistência a massificação e disseminação de seus produtos e o que a deixa mais instável ainda, é a frequente falta de capital, pois usualmente uma startup ou uma early-stage ainda não possuem capitalização ou não o suficiente para manter suas atividades 100%.

Contudo, uma das grandes vantagens é a de mover-se rápido. O que quero dizer é que as startups possuem uma incrível margem de possibilidades para tomada de decisão rápida, sem precisar submetê-la a grandes conselhos ou equipes, além disso, a falta de funding nem sempre é ruim, pois quando temos pouco acabamos por gastar apenas com as coisas mais importantes e isso é o que vai proporcionar ao empreendedor a habilidade de enxergar os pontos mais importantes do negócio, tendo ele sucedido bem ou não.

No livro "Do more, faster", os membros da equipe TechStars, uma aceleradora de startups, exaltam os empreendedores aprenderem a explorar as mais diversas vantagens competitivas no mercado, conseguindo se destacar dos concorrentes, principalmente com inovação freqüente e rápida, mas mais importante do que ter idéias mais rápido é coloca-las em prática o quanto antes.

Pretendo periodicamente trazer a tradução de algumas idéias do livro "Do more faster", para ajudar a acelerar sua startup.

Fonte de inspiração: 
http://goo.gl/tEEei

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Palestra CJE com o Diretor da São Paulo Anjos

Na última terça feira (19/04/11) aconteceu na sede da FIESP, na avenida Paulista em São Paulo, mais uma das reuniões do Comitê de Jovens Empreendedores - CJE - da FIESP.

O CJE foi criado, teoricamente, para construir um país que capacita melhor seus jovens para montarem seu primeiro negócio e fomentar o amadurecimento do jovem empreendedor brasileiro.

Nesta reunião, o convidado especial foi Cássio Spina (@CassioSpina), Diretor da São Paulo Anjos, para falar um pouco da sua experiência como empreendedor e investidor.

Algumas dicas importantes foram destacadas e aproveito para trazer para vocês meus pensamentos a respeito do evento:

  • Busque aprender sempre. O ambiente empreendedor e de relacionamentos esta sempre em mutação, portanto continuemos freqüentando lugares diferentes e falando com pessoas de diversas características, pois isso pode nos ajudar também a identificar comportamentos que geram oportunidades de negócio

  • O erro vale mais que vale mais do que o acerto! Isso pode ser afirmado com convicção quando não sabemos explicar ou não entendemos o porque acertamos. Sendo assim, aprenda a dar mais valor e enxergar as lições que podem ser tiradas de seu fracasso, erro ou falha.

  • O empreendedor também deve fazer perguntas ao investidor! Se tornar sócio pode ser comparado a um casamento, foi o que Cássio mais disse no evento, pois empreendedor e investidor passam a compartilhar sonhos, objetivos, recursos, locais e tempo. Entenda que você como empreendedor também tem que saber se o investidor compartilha do seu objetivo/sonho para a empresa, para que no meio do caminho ele não desista ou haja conflito. Enquanto que o investidor deve estar disposto a "arriscar" tudo o que tem naquele negócio e desejar fazer parte, não apenas colocar o dinheiro e ficar observando os números.
  • Não deixar o desejo sobrepujar o feeling! Principalmente na contratação de pessoas, pois a dificuldade na contratação das pessoa certas, as vezes nos leva a escolher um candidato por características racionais/técnicas, contudo melhor acertar atrasado do que errar antecipado. Então siga seu feeling e sinta se é a pessoa certa.

  • Modelo de Negócio é mais importante do que Plano de Negócio. É uma idéia que também defendo, pois antes do planejamento temos que ter uma idéia e para colocar a idéia em execução não precisamos do Plano de Negócios, apenas disposição e um planejamento básico. Mais pra frente devo abordar este tema que causa tanta discussão.

  • Cuidado com o gestor. Muitas vezes a ligação entre o capital e o empreendedor é feita por meio de um fundo, certifique-se de que o gestor estará igualmente engajado no projeto durante todo o período acordado, esteja certo de haver uma segurança contratual para o investidor e o empreendedor no caso de problemas com o gestor do fundo durante o período de investimento do fundo no negócio.
Se você quer recomendar um evento ou relatar uma experiência sua em algum evento ou situação vivida, entre em contato conosco, ficaremos muito felizes em poder transmitir em nosso site seu aprendizado.

Grande abraço.

sábado, 9 de abril de 2011

Startup Dica [rápida] - O que o cliente quer?

Deve-se ter muita atenção na escolha de seu portfolio de produtos, pois apesar de vender ser o objetivo final, pois para que isto aconteça a empresa deve saber o que o cliente quer receber e o que ela pode entregar.

Por exemplo, suponha que você nota uma demanda por tomates, mas se você desconhece a finalidade dos tomates que seu potencial cliente quer isso pode ocasionar gastos exagerados em marketing, devido a comunicação errada, distribuição insuficiente, demanda sazonal, dentre outros problemas que levam ao mesmo lugar, o prejuízo.

Conheça bem seu cliente e fique atento as oportunidades que surgem, pois mesmo que você saiba tudo sobre a demanda e o produto, às vezes existe uma oportunidade cuja relação custo/benefício é mais vantajosa do que a idéia inicial, podendo facilitar a vida do empreendedor com redução de investimento inicial e aumento da margem de lucratividade.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Startup Dicas - Como escollher um investidor [infográfico]

Muitos empreendedores, antes mesmo de executar a idéia que tem em mente ficam pensando em como conseguir um investidor para financiar aquele projeto e crescer mais rápido, contudo muitos nem pensam nas implicações que isso traz, tanto para o negócio quanto para si mesmo.

Dependendo do tamanho do estágio de seu negócio, ele pode ou não ser considerado uma Startup e receber determinados tipos de investimentos, porém hoje o apetite por risco está tão elevado que até mesmo os investidores de mais alto calibre, como os Venture Capitalists (VC's), estão investindo em empresas recém criadas.

Sendo assim, o leque de capitalização dos empreendedores se expande, podendo estes conseguirem valores extremamente elevados, mesmo ainda nas fases iniciais, como aconteceu recentemente com a Color (veja uma ótima introdução ao assunto neste artigo do TechCrunch), startup que em seu pitch de lançamento arrecadou mais de US$40 milhões de um dos mais famosos grupo de VC's, o Sequoia Capital.

Com a possibilidade de investimentos estendida, aumenta-se a possibilidade de uma capitalização desnecessária ou insatisfatória, pois cada investidor tem um objetivo ao investir e estabelece um tipo sociedade, olhando para o negócio ou com paixão ou como mais uma possibilidade de investimento. Enquanto que o mesmo vale para os empreendedores que nem sempre querem abrir mão de participação societária ou que as vezes preferem seu próprio estilo de gestão, não gostando muito do intenso envolvimento dos capitalistas.

Abaixo um infográfico muito interessante que dá algumas dicas estratégicas na hora de escolher um investidor para seu negócio, variando entre Bootstrapping (investimento próprio), passando pelos Business Angels / Angel Investors (investidores anjos) até os fundos de Venture Capital e conforme sua necessidade financeira e motivos para conseguir funding (capital).



sábado, 26 de março de 2011

[Infográfico] A história do WordPress

Como fator de curiosidade, achei que valia mencionar o caso WordPress, que se destacou frente ao seu maior concorrente, o Blogger, até hoje por seu diferencial, que é a alta qualidade de seus templates (layouts) padrões e o painel de adminstração extremamente completo, apesar de muitas limitações impostas em sua versão gratuita e a necessidade de seu usuário conhecer melhor as linguagens de programação HTML e PHP, principalmente o usuário Premium.

Em breve, pretendo contar um pouco mais da história dos blogs, que também um dia foram empresas startups, porém neste momento gostaria apenas de mostrá-los alguns números do WordPress e de sua grandeza no mundo. Aliás, só como fasto curioso que vão notar abaixo, o WP faz referência a músicos de Jazz durante toda sua história de desenvolvimento [não consegui descobrir o motivo com exatidão].

Sendo assim, fica a dica aos empreendedores de plantão, ao montarem suas empresas nunca se esqueçam de definir claramente qual o seu diferencial competitivo, pois é assim que os consumidores poderão identificar um motivo para comprar o seu produto/serviço e não o do concorrente.

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Dicas - Estratégia de como usar o Social Commerce

Como falamos anteriormente sobre a conceituação do Social Commerce, deve se ter em mente que com ele as marcas podem aumentar o alcance de seu branding dentro de grupos específicos e evidenciar ainda mais a qualidade de seus produtos por meio dos comentários a respeito do uso dos produtos, mas mais importante do que isso são alguns pontos estratégicos que podem ser adotados:
  1. Monetizar o uso das redes sociais: muitos ainda questionam a eficácia das ações de marketing, imagine então o quanto duvidam da monetização da presença das empresas nas redes sociais. Contudo, este paradigma já foi quebrado a algum tempo e já é nítido o retorno que pode ser obtido com elas, principalmente depois da introdução do social commerce;

  2. O item anterior já da solução aos questionamentos sobre o ROI (Return On Investment) obtido com o investimento financeiro e temporal no uso dessas redes sociais. Foi isso também que o S-Commerce tornou possível de mensurar, pois agora existe fluxo positivo de caixa vindo deste meio;

  3. Gerar expectativas de mercado: Por meio das redes sociais as empresas podem fazer uma ação de marketing pré-lançamento permitindo aos consumidores que mais desejam o produto reservarem o seu previamente. O que facilita muito a expectativa de consumo que o mercado gerou e até mesmo compreender quais os benefícios esperados através da monitoração dessas redes.

  4. Impulsionar as vendas de seu e-commerce, principalmente quando o empresário já começava a desacreditar no potencial da internet, o que teoricamente não acontece hoje.

  5. Aumentar a lealdade teórica dos consumidores, proporcionando experiências diferenciadas aos membros das redes.

  6. Ativar o verdadeiro valor embutido no marketing boca-a-boca, por meio das referências entre as pessoas na rede. O que em tese é extremamente fácil, já que as redes sociais possuem ferramentas próprias para disseminação de conteúdo. Para quem acompanhou, o Facebook inclusive aperfeiçoou o seu "like" button permitindo inclusão de propaganda no item curtido, conforme as palavras usadas, inserindo uma imagem de acordo com a palavra patrocinada que foi compartilhada com outros usuários.

  7. Diferenciar-se dos competidores também seria um atributo, contudo hoje o marketing digital não é tão grande diferencial, o que muda é a forma como você irá impactar o ambiente ao seu redor. A Diesel implantou em uma de suas lojas na Europa o Diesel Cam, no qual após provar uma roupa, o cliente pode tirar uma foto e publicá-la no Facebook com comentários, mesmo sem comprá-la, gerando assim um buzz positivo para a marca e fazendo o consumidor se sentir bem socialmente.
Paul Marsden também sugere o uso da estratégia LEAD (Listen, Experiment, Apply, Develop) adaptada da original estratégia do grupo McKinsey. Esta estratégia deve ser levada em consideração dado o baixo nível de exploração das possíveis estratégias no social commerce, sendo assim considerado um lugar de ações e reações ainda desconhecidos.

Inicialmente sugere-se monitorar a atividade online de seus competidores, para saber qual é a estratégia que eles tem adotado e buscando quais objetivos com quais ferramentas, além disso analisar bem qual tem sido a abordagem deles no social commerce e no e-commerce e o impacto que vem sendo causado nos consumidores e usuários da rede.

Depois disso pode-se partir para o segundo passo e começar a experimentar algumas formas de criar um user-experience e transformar a forma como eles interagem com sua marca socialmente. Contudo, vá devagar e experimente começar a utilizar ferramentas das redes sociais em seu site direcionando o usuário para sua página nas redes que pretende utilizar e após ter nitidez nos seus objetivos nas redes sociais e mais clareza em como poderá impactar os usuários e aumentar a taxa de conversão de compras utilize, aplique projetos trial (versão de testes) em poucos usuários e depois de medir os resultados, veja se consegue criar o mesmo projeto em uma escala muito maior. Marsden sugerer ainda como parte da aplicação da estratégia definida, ter bem claro o que você entregando de valor ao cliente (o entregável) e o que você quer conseguir de valor (indicações de sua marca, de seu produto, aumento nas vendas de seu e-commerce ou das visitas em sua loja física, ajudar na decisão de compra) e evite dificultar a experiência dos usuários com longos cadastros, downloads, além de considerar o uso de promoções ou ações exclusivas para as redes sociais que você se inseriu.

Para "finalizar" mantenha um desenvolvimento constante de suas ações nas social networks, para acompanhar o surgimento de novas tecnologias e ferramentas e aumentar cada vez mais o valor entregue ao cliente, mas também tenha foco em como você consegue ganhar com as novas tecnologias online, como a formação de um CRM, experimentar a sensação que o mercado tem com o lançamento de um novo produto e podendo ainda lucrar com a prestação de serviços (B2B ou B2C).

Portanto, você empreendedor que ainda não se aventurou nas redes sociais, analise as ações de seus concorrentes, pense, experimente e amplie a escala de suas estratégias integrando-as também com experiências no mundo real (como foi o caso da Diesel).

Espero que eu tenha conseguido refletir para vocês o que é possível agregar da apresentação de Paul Marsden que vocês podem conferir abaixo.


quinta-feira, 3 de março de 2011

Dica - Seja a regra e não a exceção

Fácil é pensarmos que podemos ser ou que somos a exceção naquilo que fazemos, contudo temos de ficar atentos, pois ao final das contas, a regra de startups comuns eqüivale a 99% dos casos, sendo que apenas 1% se torna o nosso atual Google, Facebook, Twitter.

Não estou sendo pessimista, apenas realista, pois eu mesmo já me perguntei: “Se o Twitter e muitas outras antigas startups, que hoje são sucesso inicialmente não planejavam ser grandes como são, por que será que eu deveria?”. A resposta é simples, eles são uma exceção e não a regra dos modelos de startups.

As empresas mais conhecidas hoje (ex-startups) podem até nos inspirar, porém temos que ter em mente que cada um trilha seu próprio caminho e se estiver em seu coração ter um negócio independente do retorno financeiro, vá em frente, mas assumindo os riscos que enfrentará e as dificuldades que está disposto a passar (comida, água, internet e roupas tem um preço não se esqueça).

O oposto deve valer como dica também. Se você investe tempo, planejamento, desenvolvimento demorado e busca recursos financeiros, não significa que não possa ser uma grande startup de sucesso, mas apenas significa que você prefere minimizar a probabilidade de falência do seu negócio.

Seja sim um empreendedor sonhador, mas sonhe até onde a realidade alcança.

Este artigo foi inspirado no artigo publicado no site do TechCrunch, “Sorry Entrepreneurs: You’re Probably the Rule, Not the Exception


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