7 Fundamentos para Empreender com Visão e Bem-Estar.

Aqui você encontrará 7 princípios fundamentais para empreender com qualidade de vida.

Preciso de Investimento para o Meu Projeto Startup!

Por quê? (Introdução)

Dica - Entenda a Demanda pelo Seu Produto.

Um conceito de extrema importância para todos os empreendedores.

Conheça o Gerador de Idéias do Startup Diário.

Inspire-se!

Startup Entrevista - PlataformaTec

Conheça um pouco mais da PlataformaTec em uma entrevista com Marcelo Park, um dos fundadores da empresa.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Um negócio não vende ideias, resolve problemas

Ideias para empresas não devem ser originadas simplesmente em algo legal e que se queira fazer, pois acredita se que outras pessoas vão achar legal e apoiar a ideia, porque no final das contas, o que sustenta um negócio é o preço que um publico-alvo está disposto a pagar para consumir algo que solucione seus problemas ou desejos. Tenho aprendido nos últimos anos a filtrar as "boas ideias" de projetos startups e de pessoas que querem empreender (inclusive eu).

O única coisa que motiva uma pessoa a gastar seus recursos em algo é a necessidade de resolver algo, seja um problema de comunicação (Skype), de localização (GPS), de relacionamentos para os introvertidos (Facebook e chat amizade), transporte em massa (Ônibus) ou mesmo a necessidade de ser reconhecido por outras pessoas, possuindo artigos exclusivos de luxo.

Porém, a maioria das pessoas com quem converso sempre está pensando na ideia delas e em como é legal, inovadora, mas não SE existe mercado. O que na maioria dos casos não pensam para saber se existe mercado e esquecem de pesquisar é: "Será que existe realmente um problema e as pessoas estão dispostas a pagar para ter esse problema resolvido?"

Vejamos um exemplo, temos um problema de desmatamento ilegal, este problema existe e é reconhecido mundialmente, foram formados grupos de proteção ambiental para ajudar a resolver este problema alertando as autoridades, mas quantas pessoas você conhece que contribuem para essas empresas, também conhecidas como ONG's? Você financia o trabalho dessas empresas?

Um caso prático que virou moda forte no Brasil em 2011 e 2012 foi o caso das lojas de frozen yogurt. Em cerca de um ano, a Associação Brasileira de Franchising informou que passou a ter cerca de 23 marcas no segmento e em poucos meses, no segundo semestre de 2012 diversas dessas franquias começaram a fechar as portas. Muitas lojas fecharam e de todas que eu fui (umas 5 de marcas diferentes), constatei que tinham estrutura para receber os clientes, o produto era bom e o preço padrão (cerca de R$10/100g), porém a maioria delas sempre estava vazia. Conclusão parcial, o consumidor não achou que valia a pena pagar o preço para ter um suposto problema resolvido, pois um sorvete substituía bem como sobremesa gelada ou doce refrescante e existem outras coisas mais saudáveis por um valor bem inferior.

Paul Graham, sócio fundador de uma das maiores incubadoras de startups do mundo, a Y Combinator, afirma que um dos erros mais comuns que as startups cometem é tentar resolver problemas que ninguém possui.

Mais do que ter uma ideia, esta ideia precisa resolver um problema que as pessoas realmente têm e que querem ver resolvido. Pode ser um problema pequeno, de um pequeno nicho, desde que as pessoas estejam dispostas a pagar você achou uma oportunidade a ser testada, aí é que podemos entrar no conceito de MVP (Minimum-viable product) do qual falaremos futuramente.

E hoje, a questão de inovação precisou invadir não só o desenvolvimento de produtos, mas também a parte financeira das empresas, trazendo inovação ao modelo de receita. Tomemos como exemplo o caso de empreendedorismo do Foursquare, ou Facebook ou até mesmo ONG's. São empresas que possuem uma atividade principal (core-business), como gamification de check-ins, manter contato com pessoas online e compartilhar seus interesses ou defender causas sociais. Porém, nesses negócios, quem paga a conta da empresa não são os usuários diretamente, mas os anunciantes e patrocinadores que querem ganhar visibilidade para sua marca, através de promoções, propaganda e publicidade.


Pensando em ajudar as empresas a focarem em seu core-business, a startup Conta Azul trouxe à gestão financeira um sistema para facilitar a vida de quem não é especialista, auxiliando no controle de fluxo de caixa, estoques, vendas e emissão de notas fiscais. Além de patrocinar este artigo.


Estamos a disposição para ajudar sua startup a pensar melhor sobre o problema que está querendo resolver ou sobre as ideias que tem, para falar com a gente basta mandar um email para contato@startupdiario.com.br.

Abraços!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Evento - ABF Franchising Expo 2013

A Maior Feira de Franquias do Mundo

A cidade de São Paulo recebeu nesta última semana a ABF Franchising Expo, denominada a maior feira de franquias do mundo. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) e nesta edição teve mais de 470 expositores, sendo estes as principais empresas de franchising, shoppings
e fornecedores de lojistas.

Segundo a ABF, o segmento de franquias no Brasil cresceu 16,9% em 2011 atingindo um faturamento de R$88,8 bilhões, sendo assim um dos setores de maior expansão no País. Atualmente o franchising representa 2,3% do PIB brasileiro. O segmento de shoppings atingiu a marca de R$108 bilhões em faturamento em 2011 e o prognóstico continua positivo, pois existe a expectativa e a previsão de abertura de mais de 40 novos empreendimentos ao longo de 2013.

Franqueado Empreendedor

O mercado de franquias se tornou uma opção muito interessante para aqueles que querem empreender sem se preocupar em desenvolver uma nova marca, processos, negociar com fornecedores, enfim, todos fatores inclusos na criação de um novo negócio. As franquias, principalmente aquelas bem formatadas, vem com o pacote pronto e todo suporte e treinamento para que o franqueado tenha sucesso, basta ter o dinheiro para investir, o que em muitos casos é o impeditivo ou o fator principal de risco.

A boa notícia é que segundo o Sebrae a taxa de mortalidade das franquias é de 15%, contra 80% dos demais negócios, isto é, a chance de dar tudo errado, apesar de existir, é bem menor.

Muitas coisas me chamaram a atenção nesta feira, e creio que é um ótimo lugar para todo empreendedor ir, mesmo não querendo investir diretamente em franquias. De todas as essas coisas que me atentei, pontuo três:
  1. Incrível força e presença das franquias de alimentação, é impressionante como os maiores grupos estão neste ramo e com uma força sem igual, além disso a maior variedade de negócios também está neste ramo. Continua sendo a força maior e permeando os sonhos de possíveis franqueados.

  2. O segundo ponto é a ascensão das franquias que envolvem algum conceito de sustentabilidade e saúde, seja em uma alimentação mais saudável e menos prejudicial ao ser humano, produtos naturais orgânicos, até cursos na área.

  3. Achei muito interessante o surgimento de mais franquias na área de construção civil. Não é dúvida para ninguém que vivemos um crescimento muito grande neste mercado e faltam profissionais qualificados. Neste espaço surgiram algumas franquias de preparação e treinamento de profissionais, bem como de gestão de construções e reformas.
Se você quiser saber um pouco mais da ABF, ver opções de franquias e pesquisar sobre o assunto. Dê uma passada em http://www.portaldofranchising.com.br/.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Startup Dicas - Captando investimento para sua startup?

Então você ficou meses trabalhando nos finais de semana e durante a madrugada (no famoso terceiro turno) para dar vida a uma ideia e agora acredita ser a hora certa para buscar investimento? Afinal, acreditar na própria ideia é fácil, mas convencer outra pessoa de que você está fazendo algo significativo e que renderá frutos é o principal desafio.

O que grande parte dos empreendedores mais experientes dizem é verdadeiro: captar investimento é um dos maiores obstáculos, principalmente quando se trata de uma startup em early stage. Não basta conseguir o contato de investidores aleatórios e apresentar seus slides, o jogo envolve muito mais que isso. Antes de conferir nossas dicas, estabeleça seus interesses e conheça os do investidor.

O que os investidores querem?


Objetivos alinhados: Antes de entrar em contato com todos os perfis de investidores que você conhece, procure saber o mercado onde eles procuram investir. Você pode entrar em contato com aqueles que não investem no seu mercado para aumentar sua rede de contatos, mas é preciso conhecer os objetivos do profissional (ou fundo) antes de se apresentar. Se você possui uma startup focada em finanças provavelmente não conseguirá alcançar seu objetivo apresentando seu pitch para um fundo que atua apenas com e-commerce. Vale lembrar que alguns fundos investem em startups em estágio inicial - early stage, outros em startups que já alcançaram o break even, outros em ideias. Converse com um fundo que tenha interesse em empresas que estão no mesmo estágio que a sua.

Fazendo o dever de casa: A preparação é essencial para conseguir o investimento. Além de descobrir o mercado atuante das startups investidas pelo fundo pretendido, é importante também entender o que atrai o interesse do investidor. Inicialmente ele é atraído pela ideia do negócio, em seguida avalia o mercado e a possibilidade de sucesso no ecossistema onde a startup se encontra. Caso as condições sejam favoráveis, o investidor finalmente avalia o perfil da equipe, ou seja, o que ela fez e sua paixão pelo que faz. Aliás, como o investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil, Cássio Spina, nos contou em sua entrevista, a equipe é um dos principais fatores ao investir, se não o principal, mas todos esses fatores são muito importantes para obter sucesso.

O que você quer?

O valor necessário com o investidor certo: Quais tipos de investimento você está buscando? Quais são os termos preferenciais do contrato? Procura um investidor-mentor que já foi empreendedor, ou seu objetivo é apenas receber o investimento e demonstrar resultado? Está disposto a ceder um lugar em seu conselho? Estas são algumas das questões importantes que devem estar em sintonia com ambas as partes.

De quanto você precisa? O empreendedor deve ser ambicioso, mas o bom senso é obrigatório. Antes de estipular o valor desejado a ser investido e o quanto estará disposto a abrir mão de participação, estude bastante seu mercado e os investimentos feitos com empresas similares.

O que vai fazer com o investimento? Aumentar o time? Atuar em um novo mercado? Desenvolver uma nova frente de negócios? Independentemente do objetivo, lembre-se de levantar o suficiente para cumprir com as projeções apresentadas aos investidores.

Conseguindo o sonhado investimento

Agora que você já sabe o que quer e o que o investidor procura, chegou a hora de impressioná-lo e fechar o negócio!

Expandindo sua rede de contatos: Para conseguir investimento é importante ter uma reputação ou, pelo menos, contatos importantes que o apresentarão para as pessoas certas. Frequente eventos, meetups e competições de startups para conhecer as pessoas mais influentes do meio. Crie relacionamentos, peça ajuda no que precisar, ajude quando puder.

Apareça: Nas redes sociais existem vários grupos de discussão com foco em startups, com fundos de investimento e investidores como membros. Entre nos principais grupos e seja um membro ativo, participando sempre que possível das discussões. Dica de ouro: muito cuidado com o que for escrever!

Não tenha receio de pedir ajuda para os amigos: Agora que você já está dentro da comunidade procure seus amigos que já captaram investimento para tirar dúvidas e pedir conselhos. A comunidade de startups é bastante unida, sinta-se à vontade para pedir informações e tirar dúvidas.

Crie uma apresentação matadora: É possível encontrar muito material na web para ajudá-lo na criação de um slide deck atraente. Crie um layout simples, reúna as informações pertinentes sobre seu negócio em poucos slides e treine exaustivamente a apresentação.

Faça uma lista de prospects: Agora que você já faz parte da comunidade e conhece os principais players, faça uma lista com os investidores com quem deseja trabalhar. Tente marcar calls e reuniões com esse grupo, e, caso não tenha sucesso, faça uma segunda lista com outros nomes que também lhe interessam.

Impressione na apresentação: Se você quer impressionar o investidor, demonstre conhecimento do seu mercado, tenha em mãos um plano de negócios com fluxo de caixa e projeções de retornos - ROI -(alguns investidores gostam), e prepare um slide deck sucinto com dados relevantes sobre sua startup, equipe e mercado.

Se prepare para as negociações: Estude bastante antes de começar as negociações para entender os termos e condições. Depois de assinado o contrato, está feito! Não deixe nada ao acaso. Como estamos lidando com valores consideráveis, todo cuidado é pouco.

Esperamos que essas dicas o ajudem a encontrar o investidor certo e fechar o melhor negócio. Boa sorte!


Este foi um guest-post fornecido pela equipe da startup Conta Azul, uma startup que torna a emissão de notas fiscais, gestão financeira, de estoques e vendas mais simples e eficiente, a partir de R$24,90/mês.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

7 fundamentos para empreender com visão e bem-estar

O Brasil chamou a atenção uns anos atrás por registrar uma das maiores taxas de empreendedorismo por necessidade (necessity-driven) do mundo, frente ao empreendedorismo por oportunidade (opportunity-driven). Ou seja, grande parte do empreendedor brasileiro normalmente empreende porque precisa e não tem outra opção, ao contrário dos que empreendem por oportunidade, que têm um olhar diferente e buscam explorar o que consideram uma oportunidade, mas ainda tem a opção de se manter em um emprego fixo.

Independente dessa motivação inicial, normalmente os empreendedores se enterram na ainda tão admirada cultura workaholic ou, como outros preferem dizer, que não são viciados no trabalho, mas em gerar resultados e muitas vezes realmente precisam. Porém, quando começamos uma atividade de longo prazo com vícios ou maus hábitos estes tendem a permanecer até que sejamos forçados a mudar, por isso estabeleça uma "rotina" que te ajude a ser mais produtivo e manter uma qualidade de vida elevada (entenda aqui, saúde física e mental).

1- Defina primeiro onde você quer que sua vida chegue e a partir disso poderá com maior facilidade tomar decisões na sua vida que o direcionem para onde você quer chegar, caso contrário continuará tomando rumo ao desconhecido, "correndo atrás do rabo" e sem objetivo, muitas vezes deixando passar coisas, pessoas, experiências muito preciosas.

2- Missão, visão e valores não são importantes apenas para as empresas, mas são fundamentais para as pessoas. Parafraseando o Gato de Alice no País das Maravilhas: “se você não sabe onde quer chegar, tanto faz onde chegue”. Sucesso ou fracasso nesse caso estão indefinidos. Alegria ou tristeza serão momentâneos. Instabilidade emocional e financeira serão constantes.

Imagine-se num ponto de ônibus parado. Vem um ônibus bonito e aparentemente confortável, você consome seu dinheiro e entra nele. Percebe que esse ônibus está cheio e acaba ficando em pé e desconfortável. Então decide descer e pegar outro ônibus em outro ponto, fica esperando por horas até que vem dois ônibus, você decide pegar o que parece ser mais rápido, mas quando entra percebe que o caminho que ele tomou é cheio de buracos. Mas ainda assim, depois de tudo isso decide mudar de ônibus de novo. A grande questão dessa história não é qual ônibus escolher, mas onde se quer chegar. De nada vai adiantar pegar o melhor, o mais rápido, o mais confortável, o mais legal, o que faz o caminho mais tranqüilo  o mais importante é o destino do ônibus. Porém, a maioria das pessoas vive sem definir o destino e fica pulando de um ônibus para o outro.

3- Além disso, a maioria dos empreendedores de sucesso começaram ou a partir de um hobby ou uma necessidade pessoal, como o Foursquare, ou outra atividade em que tinham prazer e não simplesmente um trabalho qualquer que faturasse dinheiro (para isso existe uma grande variedade de um empregos fixos).

Pense em como monetizar as atividades que você gosta. Por exemplo, um caso real mas bem ilustrativo que conheço. Uma amiga minha sempre foi apaixonada por fotografia, tirava muitas fotos pelo prazer de registrar momentos e as imagens que registrava sempre foram excelentes. Graças a esse “dom natural” que ela foi aperfeiçoando, a necessidade de uma renda extra e a coragem de investir, começou seu negócio. Ela percebeu o tipo de público com o qual gosta de lidar, investiu em equipamentos e em um site e seu slogan partiu de algo que sempre viveu “fotografia com o coração”. Seu projeto vem dando certo e continua no caminho para a sustentabilidade financeira com prazer no que faz.



4- Tenha amigos conselheiros, que estão sempre dispostos a ouvir, trocar ideias e acrescentar algo mais a sua vida. Aqueles em quem você confia e tem prazer em escutar. Pessoas que você gosta muito e também quer somar algo na vida delas, podendo amadurecer juntos. Se não conhece pessoas assim, comece a participar de encontros de empreendedores, onde tem espaço para fazer networking e a compartilhar ideias de projetos com outros amigos, quem sabe você não conhece pessoas que tenham os mesmos interesses que você e queiram compartilhar e caminhar juntos.

5- Ajude alguém, seja com trabalhos sociais, com doações de cesta básica, brinquedos ou qualquer outra coisa, mas se envolva com pessoas necessitadas e veja o quanto você pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. Deixe-se levar pelo amor ao próximo.

6- Reserve um dia na semana para que você durma pelo menos 8h em uma noite e que você possa se dar ao luxo de fazer nada neste mesmo dia. Aperte sua agenda durante os outros dias e coloque prioridade no seu dia de descanso, não permita que nada atrapalhe, é uma escolha sua, basta se esforçar. Se possível tenha também outros dois dias na semana em que você possa acordar uma ou duas horas mais tarde, dessa forma seu organismo responderá com mais disposição, devido a quebra na rotina. Isso ajudará suas ideias a terem mais espaço para fluírem para fora da caixa e aumentar sua capacidade de inovação e criatividade.

7- Valorize o que realmente tem valor, mantenha suas raízes preservadas. Reanime o prazer que você tem nas coisas simples da vida. O prazer em caminhar descalço na grama, na areia, mergulhar no mar, no lago, andar a cavalo. Estar com a família, filhos, irmãos e amigos. Cozinhar, pintar, ouvir suas músicas preferidas meditando com atenção na letra. Tenha equilíbrio em sua vida. Dê vazão ao seu eu mais profundo, para que ele empreenda com você.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dicas - Empreendendo com Impacto

Desde que comecei a conhecer melhor esse tão falado “mundo do empreendedorismo e das startups” percebi que as pessoas tem essa forte tendência a pensar que inovação, empreendedorismo e startups devem ser tecnológicos e/ou digitais, contudo quero reforçar minha posição de que isso é só a ponta do iceberg, pois nós vivemos num mundo físico, psicológico e espiritual e não num mundo virtual, onde o sucesso pode determinado por características de um personagem ou produto que construímos como se fossemos Deus (ou programadores), com uma moeda que nem existe.

Falo isso não para criticar as startups digitais, que por sinal são muito legais e tem provocado forte impacto no “mundo offline”, como é o caso do Peixe Urbano, Guidu, Facebook, Catarse, Ewiks e muitas outras startups que tem movimentado dinheiro no mundo real e não ficando apenas no virtual. Mas é que no final das contas o que importa é o mundo em que vivemos e a vida prática que temos.

Se montamos um negócio que não gera muitas vagas (diretas) de trabalho, não produz impacto social em uma comunidade e nem ao menos transformação (positiva) na maneira de pensar das pessoas, não acredito que seja um negócio que vale a pena ser vivido, pois já que é para eu gastar 50%-80% do meu dia num negócio, que seja algo que não faça com que o mundo aí fora continua o mesmo e eu com minha vidinha fútil ganhando dinheiro, trabalhando (que nem louco), acumulando recursos, para que daqui a alguns anos eu morra e tudo fique para minha família, que poderá continuar um pseudo-ciclo da vida.

Acredito sim que o processo de planejar uma startup, desenvolvê-la e levá-la ao “sucesso” é muito emocionante e bacana (e fico empolgado só de pensar)! Contudo, quando esse processo começa a envolver muitas pessoas, melhorar a vida delas e se tornar tão duradouro quanto o conhecimento, que pode ser perpetuado enquanto existirem pessoas dispostas a praticá-lo, aí sim podemos pensar na possibilidade de sucesso. Quando pessoas que não têm acesso a educação necessária passam a tê-lo; pessoas famintas passam a ser alimentadas; os “excluídos” a ganharem autoestima e dignidade para viver; regiões destruídas serem reconstruídas, não com doações apenas, mas com uma mão-amiga e amável presente (indo até o local); ou simplesmente aprendendo a ouvir as pessoas.

Isso me lembra de uma mulher que se colocou na rua para tricotar e para ouvir as pessoas. Quem de nós não quer ser ouvido? Quem aqui faz isso gritando? Ou faz isso por meio de um empreendimento de sucesso? Mais do que imagem ou ver o resultado impresso num demonstrativo de resultados, quero ver negócios que mostram o resultado com o testemunho de vidas transformadas.

Um exemplo é um dos projetos do Afrika wa Yesu, com seu chamado Centro Vocacional de Nacala em Moçambique, que consiste em ensinar princípios básicos de negócios, como gestão e pesquisa de mercado, e a arte da carpintaria, doando ferramentas para a pessoa sair e abrir um negócio próprio, já que lá o trabalho é todo manual. Alguns já estão sustentando suas famílias com seus pequenos negócios abertos depois do curso de carpintaria.

Além disso eles são motivados a transmitir esse mesmo conhecimento em pequenos grupos nas comunidades onde vivem. Essa é uma das características cruciais de negócios de impacto, o empowerment ou empoderamento, onde o público consegue transmitir para outras pessoas o conhecimento adquirido, permitindo seu desenvolvimento e sustento pessoal, na maioria das vezes também o desenvolvimento econômico da região.

Mas, OK! Tudo isso porque eu queria apresentar mais uma startup com quem tive o prazer de falar com um dos fundadores.Chamada Rabisquedo, que cria um brinquedo originado nos desenhos imaginários das crianças que lhe é apresentado. Com o desejo de integrar uma rede de artesãs para este trabalho Bruno Abdelnur tem buscado conhecimento e parceiros que possam ser de ajuda mútua. Como nosso amigo do Startupeando já escreveu um artigo bem resumido sobre essa startup que tem potencial para impactar muitas pessoas dependendo do rumo e do modelo de negócios escolhidos, deixo para vocês a minha recomendação de leitura do artigo deles.

Para os demais deixo meu grande abraço e disposição para uma conversa aberta sobre algo que acharem interessante: contato@startupdiario.com.br.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Entrevista - Agendor

Dentre os muito tipos de negócios online, um dos que mais vemos por aí são CRM’s, contudo cada um procura ter um diferencial e alguns nem se preocupam com isso. A minha última conversa foi com Gustavo Paulillo, um dos fundadores do Agendor, CRM online gratuito, e falamos muito sobre como está sendo este caminho que ele está trilhando pela primeira vez.

Início do negócio

Como muitos negócios de sucesso, o Agendor partiu de uma necessidade interna. Em 2009, Júlio Paulillo trabalhava no desenvolvimento de um software para gerenciamento de clientes para a empresa onde o pai trabalhava, enquanto que paralelamente, o irmão Gustavo vinha atuando no mundo corporativo com grandes aspirações. Entretanto, o desejo de Gustavo era empreender no próprio negócio e estava buscando ideias.

Em meados de 2010, Gustavo percebeu que o trabalho que o irmão estava desenvolvendo, não era apenas um produto, mas uma possibilidade de negócio, então uniram-se para pensar na possibilidade de um empreendimento viável, até que no final de 2010 decidiram tentar levar o possível negócio a frente, mesmo saber ainda como seria o modelo de receita do negócio.

Definindo o modelo de negócio e aprendendo o que significa “pivotar”

Notando que CRM’s que se focam no atendimento de grandes empresas precisam ser muito elaborados e para medias empresas também já começam a ter demandas muito complexas, eles optaram por alcançar o pequeno empresário brasileiro, que geralmente não precisa de sistemas integrados e complexos, mas somente simples customizações

Partindo do público-alvo já definido, os sócios do Agendor ainda precisavam definir como seria cobrado o serviço. Freemium foi o primeiro modelo e talvez o mais óbvio a se começar, disponibilizando ferramentas gratuitas até um limite de usuários, sendo que apos isso entraria num modelo de pagamento mensal.

Contudo, vendo que a taxa de conversão de usuários gratuitos para usuários pagos era muito baixa, não valeria manter este modelo. Em seguida, pensaram que talvez focar as vendas do serviço num nicho mais específico poderia ajudar, entretanto não foi como imaginaram, pois o nicho escolhido não tinha tamanho suficiente e para piorar a situação tinha capacidade de desenvolvimento interno de um CRM. E foi assim, pela segunda vez, no final de 2011, que eles resolveram “pivotar” o modelo de negócio escolhido, trabalhando hoje com o CRM básico inteiramente gratuito e cobrando apenas projetos de customização para os clientes.

Para explicar de uma forma resumida, essa atitude de fazer um pivot, ou “pivotar”, significa mudar a direção do seu projeto, ou seja, testar novas hipóteses para que o projeto fique melhor, mas sem perder as bases do negócio que já havia sido construído. Se perceber que sua idéia está falando, aprenda, corrija e mude a direção.

Daqui para frente o Agendor esta iterando seu produto/serviço com os clientes para saber ou se haverá a necessidade de um novo pivot ou se este modelo já será lucrativo o suficiente para levar o negócio a frente.

Sugestão de livro de empreendedorismo

Se você está desmotivado para empreender, com medo ou dúvidas, a sugestão de leitura que o Gustavo, fundador do Agendor, nos deixou foi do livro: The Big Idea: How to Make Your Entrepreneurial Dreams Come True, From the Aha Moment to Your First Million - A Grande Idéia (versão em português), de Donny Deutsch.

Segundo ele e segundo a minha leitura parcial do livro, este livro é bem estimulante para quem está começando a empreender. A história conta os casos de vários empreendedores, de diversas áreas, que se apresentaram no programa de TV americano “The Big Idea” da CNBC. Ao longo do livro, são apresentadas ferramentas e muitas dicas para os empreendedores que estão começando a ter idéias mas não sabem ou tem medo de estruturá-las.



Espero que tenham gostado, compartilhem conosco suas sugestões para continuarmos melhorando o conteúdo do site.

Um grande abraço!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Entrevista - Aquavisor

Dessa vez o Startup Diário resolveu conhecer uma startup, que está em seus estágios mais inciais do que quaiquer outros que já apresentamos aqui, mas que poderá se tornar um grande negócio, com potencial de explorar as mais diversas atividades do ser humano passíveis de gerenciamento e de engajamento social.

Este é o curioso caso do Aquavisor! Na conversa participaram os fundadores, Fabio Munhoz, Felipe Linhares e o fundador e idealizador da plataforma Daniel Malkafly.

Velocidade não é tudo, mas paixão e capacidade é grande parte! 
Olhar para um embrião de um ser humano pode ser curioso para algumas pessoas, mas olhar para o embrião de uma idéia que se desenvolve pode e certamente é muito mais legal.

Assim como muitos negócios, que surgiram de problemas enfrentados por seus fundadores, a ideia para o Aquavisor começou a ser moldada alguns anos atrás quando Daniel estava se aprofundando no mundo dos aquários (sem trocadilho) e começou a ter problemas em obter dicas, conhecimento e estatísticas sobre o assunto.

Bem como muitos outros assuntos, a única saída dele na época era recorrer a fóruns, onde havia certa dificuldade em encontrar informações mais atualizadas, foi daí que Daniel começou a investir seu conhecimento na área de programação e desenvolver seu próprio gerenciador de aquário, para que pudesse auxiliá-lo, por meio de estatísticas gerais e pessoais, enxergar padrões que facilitassem sua rotina “aquática”, evitando assim que mais vidas se perdessem e menos dinheiro fosse gasto de forma errada, pois dessa forma saberia bem quando deveria alimentar seus peixes, trocar a água, os tipos de bomba de ar mais apropriadas, tamanho do aquário, enfim, todas essas coisas que todo mundo que tem um peixe sabe...

Engajamento de aquaristas para atrair mais usuários (e aquaristas)

Apesar da atividade de cuidar de peixes parecer tão simples e passiva, na realidade há muito que se fazer, principalmente quando o objetivo não é apenas a sobrevivência do animal, mas seu cultivo. Mas o ponto principal destacado por Daniel é que esta não precisa ser uma tarefa solitária, já que centenas de milhares de pessoas passam pelos mesmos problemas diariamente.

Daí é que surgiram duas formas de diferenciar sua plataforma da maioria das outras, primeiro permitindo um engajamento social, por meio da rede, já que os usuários podem trocar informações entre si e discutir abertamente sobre sua vivência. Em segundo uma inteligência artificial gerada pela própria plataforma, que coleta dados de cada nova atualização de status dos aquários cadastrados, otimizando as dicas que o sistema dá aos usuários melhorando os resultados a serem obtidos pelos outros aquaristas, ou seja, histórico de atividades semelhantes geram novos dados históricos de como lidar com as diferentes situações. E tudo isso pode ser ainda mais incentivado trabalhando-se uma forma de gamificação (gamification) da rede.

O Aquavisor tem se tornado um misto de plataforma de gerenciamento e compartilhamento social de dados. Sendo que com tudo o que oferece, ele permite que façam parcerias com fornecedores de acessórios para aquários, lojas de aquários, sites e fóruns aquaristas, podendo ainda auxiliar no mapeamento deste nicho, desvendando detalhes de como as pessoas estão lidando com seus peixes, usando os equipamentos comprados e os resultados que estão sendo obtidos. Uma dos grandes objetivos do Aquavisor é fazer com que as pessoas sejam conquistadas pelo aquarismo e deixem de lidar com os peixes de uma maneira tão superficial.

Sugestão de Livro de Empreendedorismo

Um "clássico"moderno do empreendedorismo brasileiro, o livro Startup Brasil foi a dica dada pelos fundadores do Aquavisor.

Segundo eles este livro marcou bastante, pois não aborda nenhum quesito técnico, mas sim conta experiências de empreendedores, exemplificando com suas tomadas de decisão, "apostas", tropeços, enfim uma inspiração para qualquer um.

Acredito que este livro de fato sirva como inspiração para que os empreendedores brasileiros tenham coragem e inspiração para tornarem grandes seus negócios, sem medo se crescerem e crendo que é possível ser uma startup brasileira e de sucesso. Seguindo bastante em linha com o objetivo de nossas entrevistas aqui no Startup Diário, de apresentar casos mais próximos da realidade brasileira para os empreendedores, para que percebam que não são os únicos que enfrentam a dura realidade dos negócios no Brasil e que mesmo frente a estas dificuldades é possível ser bem sucedido.

Espero que mais este caso possa ajudar a inspirar os futuros empreendedores de nosso país.

Grande abraço.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dicas - 7 Mitos do empreendedorismo via Instagram

Recentemente assisti a uma palestra muito boa com os fundadores do Instagram em Stanford, via Youtube, e resolvi compartilhar um pouco daquilo que eles transmitiram e de meus pensamentos a respeito.

Eles falaram principalmente de aspectos do empreendedorismo que muitos tomam como verdades, enquanto são apenas mitos ou falta de esclarecimento.

Mito 1: Você pode aprender a ser empreendedor lendo livros, blogs e indo em eventos.
Realidade:
  • Nunca os aspectos práticos da vida serão substituíveis pela teoria dos livros, principalmente ao que se refere ao ambiente que você está enfrentando, que não pode ser controlado. "Um dia de trabalho vale mais do que um ano de leitura";
  • Na vida real na maioria dos casos não temos informações suficiente para seguir em frente com nossos planos, exigindo coragem, que é algo emocional e não pode ser sentido durante uma ilustração;
  • Você só sente na pele, quando precisa abrir mão do seu tempo e de coisas que considera importantes para poder se dedicar a este projeto, entrando num conflito do que é mais valioso para você;
  • Faça com que o trabalho seja divertido, mas mantenha o comprometimento, pois perder dinheiro não é brincadeira.

Mito 2: Startups são iniciadas somente por estudantes da área de tecnologia.
Realidade:
  • A facilidade que esses caras tem é que eles estão acostumados a prototipar seus projetos, que é uma grande vantagem, mas nada que um um pouco de vontade e prática as pessoas que são formadas em outras áreas não consigam fazer. Posso citar como exemplo o caso de uma startup que foi acelerada pela equipe da Techstars, Everlater, cujos fundadores, quando tiveram a ideia ainda eram profissionais da área financeira e sabiam nada de programação;
  • Aliás, as vezes é até melhor que não se tenha formação na área de tecnologia, pois isso pode restringir sua visão inicial sobre negócios, se focando demais na criação do produto, correndo o risco de escalá-lo prematuramente (que é um dos maiores motivos porque as startups falham segundo o Startup Genome Report);
  • Se você quer construir uma startup tecnológica ou de qualquer outra área, mas não é especialista em algo extremamente necessário para o tipo de empresa, sugiro que se atente aos ambientes que freqüenta. Algumas das pessoas mais valiosas e especialistas em negócios, investimentos e tecnologia podem estar sentadas ao lado de vocês ou na fila de espera, vocês só precisam conversar e se conhecer. Aprenda a ter a mente aberta para conversas e não ter medo de compartilhar ideias e pedir opinião das pessoas nos eventos, na faculdade, no trabalho, etc.
Mito 3: Encontrar uma solução para o problema é a parte mais difícil.
Realidade:
  • Encontrar o problema a ser resolvido é a parte mais difícil. E os fundadores do Instagram fizeram seu brainstorming pensando ”quais os problemas existentes em fotos em aparelhos móveis?” e listaram os cinco principais problemas. Daí foi uma crescente até chegar onde estão hoje;
  • É fácil construir soluções para problemas que ninguém tem. Então, tome cuidado com o foco do projeto em que está trabalhando e leve seu produto até os possíveis clientes/usuários o quanto antes, para que eles experimentem e transmitam para você a realidade;
  • Não precisamos ter medo de resolver problemas simples e às vezes com soluções simples.

Mito 4: Trabalhe meses construindo um produto robusto em segredo, então lance-o ao mundo.
Realidade:
  • Você não consegue feedback rápido o suficiente para saber se está construindo o produto certo;
  • Colocar o seu produto em frente às pessoas para validá-lo é uma das experiências que mais abre o olho do empreendedor. Parafraseando Steve Blank, nenhum protótipo sobrevive ao primeiro contato com o cliente/usuário;
  • Falhe o mais cedo possível e freqüentemente, mas com um baixo custo.

Mito 5: Comece uma guerra de lances entre os VCs com seu pitch (apresentação).
Realidade:
  • Consiga apenas dinheiro suficiente para fazer o negóciodecolar, com certeza é menos do que você espera;
  • Otimize seu produto pelas pessoas e não pelo valuation, pois obter investimentos para sua startup não é para ficar rico e ganhar mais dinheiro, mas para desenvolver um bom produto, melhorar a equipe e vender mais. Dinheiro será consequência;
  • Foque no protótipo e não na apresentação, ele fala mais do que uma apresentação teórica. O protótipo fala por si o que está sendo oferecido, pois é mais tangível. Enquanto que numa apresentação não há clareza total no funcionamento dos produtos e pode acabar iludindo a platéia, de forma positiva ou negativa.
Mito 6: Começar uma companhia é igual a construir um produto.
Realidade:
  • Os esforços na verdade se dividem quase 50% para construir um produto e 50% para outras coisas, ou seja exige muito mais trabalho do que se imagina;
  • Construir um time é muito importante para que consiga construir uma companhia. Recrutar, construir e gerenciar uma equipe;
  • Conseguir investimentos/ funding pode tomar muito tempo, por isso deixe para depois.
  • Gerenciar seu fluxo de caixa, emissão de notas, preencher formulários, pensar em seguro, acessórios do escritório, etc. toma bastante tempo do seu dia, principalmente se ele é igual ao meu, tem apenas 24 horas.
Mito 7: Startups de sucesso surgem de uma única grande idéia
Realidade:
  • A primeira idéia normalmente não é a última. E se for pode ter certeza que o negócio não dará certo, pois para sobreviver as empresas precisam recriar seus produtos/serviços constantemente;
  • Idéias são fruto de iterações com usuários/clientes, o que ajuda na identificação de problemas a serem solucionados;
  • Compartilhar e discutir ajuda a refinar cada uma das idéias. Não no bar, porque lá as pessoas estão interessadas em fazer outras coisas;
  • A idéia é apenas um tema que você tem a seguir para todas as próximas inspirações, ela é o problema que você quer resolver, a pergunta que quer responder.
Mito 8: Grandes startups acontecem repentinamente.
Realidade:
  • Sucesso do dia para a noite demora alguns anos, assim como o Twitter, demorou uns 5 anos, e a Rovio Entertainment, desenvolvedora de games, que levou quase uma década para emplacar um game de sucesso, o Angry Birds;
  • Sucesso é fruto de um caminho construído ao longo do tempo.
  • O sucesso parece obvio numa retrospectiva, mas na realidade não foi assim tão simples;
  • Pare de pensar no destino e comece a pensar nos próximos passos e no caminho que você tem a passar. Afinal, a jornada tem que ser tão prazerosa quanto o destino.
  • Instagram conseguiu milhares de usuários e em menos de 24 horas e apesar disso ser atribuído a umas série de divulgação por grandes usuários de comunidades específicas, não foi uma ação planejada, mas eles acreditam que isso pode acontecer com qualquer um que tenha um produto útil e prático.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Startup Entrevista - PlataformaTec

Dessa vez o entrevistado foi Marcelo Park, um dos fundadores da PlataformaTec – empresa de engenharia de softwares e aplicativos especializada em Rails e metodologias ágeis (Agile Methodology).

O hoje são 4 sócios, que se conheceram quando cursavam engenharia na Poli-USP, que anteriormente já tinham experimentado montar uma startup de social bookmarking, porém como nem sempre é fácil sobreviver apenas com bootstrapping, acabaram por dar um fim ao negócio depois de ficarem sem dinheiro, tanto na conta da empresa quanto na pessoal. O que mostra como é difícil ter uma vida separada do seu próprio negócio quando se empreende em startups.

Mas, em 2009, perceberam uma oportunidade com a ascendente adoção de Rails e metodologias ágeis e uma grande necessidade do mercado, não apenas por desenvolvedores, mas principalmente por verdadeiros consultores nessa área de tecnologia. Hoje, no terceiro ano de atividade da PlataformaTec, Marcelo e seus sócios já começam a ver retorno em todo o trabalho e investimento que o negócio demandou.

A PlataformaTec começou seu trabalho no início do ano de 2009, mas no meio do ano de 2010 começaram fechar alguns projetos para clientes grandes. Empresas como o IG, que pediu para fazer um POC (Proof of Concept – Prova de Conceito) de Rails e gostaram muito, principalmente devido ao tempo que levou para desenvolver o projeto, e JBS Friboi que já contratou os serviços da PlataformaTec. Conseqüentemente tiveram que contratar mais alguns funcionários para ajudar e passaram a trabalhar temporariamente num escritório compartilhado, até que no final de 2010 obtivessem sua autonomia e alugassem o próprio escritório.

Serviço “padrão” entregue de forma inovadora

Vale ressaltar, que eles definiram claramente seu objetivo de obter como clientes empresas que queiram INVESTIR no desenvolvimento de produtos que querem lançar no mercado, pois empresas que precisam desenvolver softwares para uso interno acabam tratando esse gasto como um custo e não como um investimento.

Além disso, o objetivo não é simplesmente ser um desenvolvedor, mas um coach para os clientes, dando consultoria e treinamento para os funcionários daquela empresa, podendo até mesmo deslocar sua própria equipe para a empresa cliente e ajudar na formação do time desta empresa.

Apesar do trabalho de desenvolvimento de software ser um tanto quanto ordinário, ou seja, comum no mercado, Marcelo e os outros sócios optaram por trabalhar exclusivamente com o desenvolvimento de produtos, elaborando uma estratégia e até mesmo com o auxilio do Business Model Canvas para que o produto seja o mais adequado para o propósito do cliente e as estratégias de sua empresa, fazendo com que seus serviços ultrapassem o de desenvolvedor e se envolva na parte estratégica dos clientes.

Para as startups que não tem um desenvolvedor ou uma equipe de desenvolvimento, mas precisam elaborar um produto o mais rápido possível, eles oferecem um instrutor para acompanhar os processos diários do cliente, ajudando no desenvolvimento e melhorando a entrega dos projetos.

Apesar de tudo, Marcelo ainda enxerga como um grande desafio, não só para eles, mas para outras empresas de serviços, a capacidade de escalar o negócio, ou seja, elevar sua produção/receita sem elevar proporcionalmente seu custo.

Desenvolvendo e motivando a equipe

Gostei muito da proposta de profissionalização dos funcionários com o evento que eles chamam de Hacking Tuesdays, que como o próprio nome indica acontece toda terça-feira, sendo uma noite em que os próprios funcionários identificam suas necessidades e se mobilizam para dar palestras uns para os outros sobre os assuntos e aperfeiçoar o conhecimento da equipe de forma autônoma.

Além disso, é dada autonomia aos times, para que a cada dois meses se reorganizem para deslocar os membros entre os projetos, para que o trabalho não fique cansativo. E a utilização de um orçamento para eventos ou cursos para se desenvolverem melhor é gerenciado pela própria equipe. Assim, os sócios do PlataformaTec conseguem manter uma cultura onde as pessoas agem com autonomia e tem uma busca constante pela profissionalização de seus conhecimentos.

Até mesmo na contratação eles demonstram uma maturidade muito grande em suas escolhas, pois ao invés de contratar pessoas boas que possam se adaptar a cultura da empresa, eles apenas contratam pessoas que já compartilhem em sua própria vida da cultura que eles pregam lá dentro.

Sugestão de Leitura para empreendedores

Uma sugestão para mexer com o senso analítico sobre os clientes. A dica de leitura de empreendedorismo dessa vez ficou sendo o livro de Dan Ariely, Predictably Irrational: The Hidden Forces That Shape OurDecisions ou já na sua versão em português "Previsivelmente Irracional: Como as situações do dia-a-dia influenciam as nossas decisões".

Este livro relata estudos comportamentais bem interessantes e extremamente úteis em decisões como precificação de produtos/serviços, principalmente com o famoso caso do "zero price effect" (efeito do preço zero) de que um produto é procurado não pelo menor preço, mas pela menor sensação de perda que o consumidor pode ter. Por exemplo, ao escolher entre uma trufa Lindt de $0,15 e um chocolate Hershey's Kiss de $0,01 a maioria (73%) prefere o Lindt. Contudo, ao oferecê-los por $0,14 e $0,00 (free) respectivamente, a maioria (69%)passou a escolher o Hershey's. Realmente um livro bem interessante para os empreendedores lerem, já está na minha lista de leitura inclusive.

Bem, espero que continuem acompanhando nosso site, pois esperamos em breve dar notícias de novos projetos. E se você é empreendedor e tem algo a compartilhar com os outros empreendedores que ajudará no amadurecimento mais rápido das startups, não deixe de entrar em contato conosco contato@startupdiario.com.br.

Grande abraço!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Eventos - Br NewTech: Resultados e impactos no ano para o empreendedorismo

Esta semana, recepcionados pela Vivo/Telefônica, que começou a se envolver fortemente no mundo do empreendedorismo com o programa de aceleração Wayra, Bedy Yang (fundadora do Brazil Innovators) e Flavio Pripas (do fundador do Fashion.me) apresentaram mais uma edição do BRNewTech, o evento de empreendedorismo digital brasileiro que ganhou a maior atenção de empreendedores e principalmente de investidores do Brasil e de outras partes do mundo, incluindo Vale do Silício.

O BRNewTech, que completa um ano essa semana, desde sua primeira edição só ascendeu ao sucesso, trazendo sempre consigo uma rede de empreendedores engajados em desenvolver negócios e investidores dispostos a instruir empreendedores em como construir uma boa estratégia de negócios. Acabou que este evento impulsionou um ambiente de desenvolvimento de negócios no Brasil, sendo fonte de inspiração para que acontecessem outros eventos regionais organizados pelos próprios empreendedores na maioria das vezes.

Como sempre, desta vez estavam presentes muitas "celebridades" da cena empreendedora brasileira: Felipe Matos fundador da aceleradora Startup Farm; Cássio Spina; fundador da rede de investidores anjo Anjos do Brasil; Marco Gomes, fundador da boo-box; Daniel Izzo, sócio do fundo de venture capital para negócios de impacto social Vox Capital; Diego Remus do site de notícias de empreendedorismo e startups Startupi; Ted Rogers sócio da Arpex Capital e muitos outros além dos fundadores de algumas startups como Ledface, Agendor e Colorcube Games.

Cada um dos palestrantes teve oportunidade de compartilhar um pouco do que foi destaque para ele neste ano e dentre os aspectos mencionados destaco alguns deles abaixo:

  • Aumento na qualidade e conhecimento dos empreendedores;
  • Difusão de uma cultura importada do Silicon Valley, berço de gigantes da tecnologia;
  • Mudança no pensamento e comportamento dos empreendedores brasileiros;
  • Reavivamento no ambiente startup no mundo, "pós-bolha", fazendo com que investidores acordassem e empreendedores agissem;
  • O crescimento de uns 300% no número de fundos que investem em empresas startups e um crescimento talvez ainda maior no número de empreendedores de startups no Brasil;
  • Aumento drástico no número de programas de aceleração, talvez chegando a dezenas, com destaque para o Startup Farm que teve duas edições (SP e RJ) e agora está com as inscrições abertas para quem quiser participar em Belo Horizonte;
  • Destaque também na aceleradora que tem muito para crescer internacionalmente que é a 21212, que faz ponte Rio de Janeiro e New York, contando com muitos mentores em sua rede americana;
  • Expansão do conhecimento empreendedor através de um aprofundamento de temas como Business Model, Lean Startup, Customer Development e Open Innovation;
  • Criação da Associação Brasileira de Startups e da rede de investidores-anjo Anjos do Brasil;
  • Possível bolha de startups brasileiras nos próximos 2 anos, o que é normal, até que a economia esteja bem apropriada e acostumada ao surgimento dessas empresas.
  • Destaque do Brasil no cenário internacional, como sendo o próximo vale (do Silício!?) de oportunidades.
Quando souberem de outros eventos ou quiserem ajudar na divulgação nos escrevam (contato@startupdiario.com.br), que talvez possamos publicar algo a respeito. 

Grande abraço!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dica - Entenda a demanda pelo seu produto

É importantíssimo que o empreendedor relembre alguns conceitos básicos de marketing e estude o tipo de demanda com que ele vai lidar. Os tipos de demanda com os quais cada tipo de negócio terá de lidar é que ajudarão a determinar suas estratégias de marketing, de como abordar o cliente, a forma de divulgação e até a necessidade de inclusão de novas features - características principais ou acessórias - que deverão ser associadas àquele produto. A demanda por um produto pode ser:
(a) inexistente, aí deverá ser totalmente desenvolvida/criada pelo empreendedor;

Metrô em SP: Será que temos demanda por transporte?
(b) latente, ou seja, não existe hoje nenhum produto que satisfaça uma grande necessidade, portanto existe espaço para algo novo;

(c) irregular e/ou sazonal, acontecendo ocasionalmente ou em épocas específicas do ano (como sorvete, assessoria tributária, serviços de advocacia, etc.);

(d) declinante, devendo entender a causa e elaborar estratégias para reverter esse quadro, ou mesmo pensar em mudar o segmento/nicho/produto;

(e) excessiva, como um restaurante que recebe tantos clientes que a qualidade do atendimento começa a cair, ao mesmo tempo que facilita a entrada nesse mercado, tanto para você quanto para futuros concorrentes;

(f) até mesmo uma demanda indesejada, como é o caso de muitas “fábricas de software” que as vezes recebem demanda por desenvolvimento de um software que eles até tem capacidade/habilidade de fazer, porém não é o foco do negócio, o que pode tornar este desenvolvimento de baixa qualidade, desvantajoso para a empresa ou até mesmo muito custoso para o cliente. 

O que quero dizer, é que não é só porque você tem um produto legal que as pessoas vão se interessar em usar. E mesmo que se interessem e usem, quantas querem se tornar seu cliente recorrente? E quantas estarão dispostas a pagar por isso? E mesmo que estejam dispostas a pagar, quanto estarão dispostas a pagar? E quanto pretendem usar? Será que isso tudo consegue fazer sua receita superar seu custo?

E aí!? Será que como será que os investidores estão analisando a demanda que você acha que têm? Será que está na hora de ir até eles e pedir funding? Este artigo faz parte da série que me comprometi a escrever...aos poucos vai saindo, desculpem a demora pois em novembro estamos fora do país, quem sabe trazendo novidades!

E comentem...! Contem-nos o seu caso de validação da demanda pelo seu produto/serviço! Pode ser por e-mail também: contato@startupdiario.com.br

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O valor de uma ideia é diferente do valor de um negócio!

Continuando a minha série de chateação para aqueles que querem empreender e estão indo atrás de investimento... ;-)

Ao contrário de outros empreendedores e investidores, não estou dizendo que uma ideia não vale nada, só estou dizendo que uma ideia sem aplicação é uma mera teoria. Ou seja, uma ideia que não foi executada vale QUASE nada. Sem planejamento não há perspectivas de que ela funcione e sem execução não há provas de que ela funciona. Mas uma boa/ótima ideia é o que motiva as pessoas a investirem (tempo e dinheiro) em algo que elas acreditam que possa fazer a diferença.

Além disso, se sua ideia for inovadora, muito diferente de tudo que já foi criado até hoje e pretende revolucionar a sociedade/economia, então a incerteza sobre ela é ainda maior, pois não existe nenhum caso prático que comprove que o modelo funciona, sendo seu valor apenas subjetivo.

Você precisa de dinheiro para contratar um programador? Mas porque não conseguir um sócio que seja programador ou você mesmo aprende a programar?

É muito caro desenvolver o produto e você precisa de ferramentas!? Então, porque não constrói apenas um protótipo com acessórios alternativos e observa a receptividade das pessoas a ele para depois conseguir recursos!?

Já pensou em conseguir dinheiro da sua família e amigos (3Fs – Family, friends and fools)? Se eles não comprarem sua ideia existe algo de errado.

Não fique tentando conseguir um investidor para a sua ideia, alegando que depois que tiver dinheiro poderá se dedicar a ela e fazer render muito. Pois, se você realmente acha que sua ideia vale o investimento de milhares de reais, porque você não começa investindo seu tempo integral e seu próprio dinheiro!? É mais fácil pensar em trabalhar com o dinheiro de outros não é!? Ou você precisa de dinheiro para manter seu padrão de vida? Meu caro amigo pretendente a empreendedor, se nem mesmo você investe em sua ideia, porque um investidor deveria?

Depois que seu pequeno projeto, ou ideia, começar a gerar alguma receita, mesmo que com prejuízo, aí sim pode dizer que ele tem um valor real e mensurável. Apesar de sabermos de histórias de empresas como o Twitter que demorou alguns anos para estabelecer um modelo de receita, consideremos que ele faz parte doa exceção de 1 em 1 milhão (talvez 100 mil) de empresas que surgem e que demonstram tal potencial sem gerar receita na prática. Além disso, potencial não significa que vai conseguir, mas que existe a possibilidade.

É por isso que muitos investidores como Cássio Spina da Anjos do Brasil e Pierre Schurmann da Bossa Nova Investimentos já falaram que quem está investindo numa startup está investindo na verdade nos empreendedores. O que faz até sentido se considerarmos que os projetos podem ser recomeçados ou modificados, enquanto que a equipe de execução só nascendo de novo rsrs.. ou gastando um tempo imenso em aprender e praticar. Mas é exatamente este o ponto que quero reforçar, ideia sem execução apropriada fica só olhando para o potencial, enquanto que uma boa ideia, bem executada gera recursos para alcançar esse potencial.

Antes de você abordar um investidor ou um possível parceiro com sua ideia, procure pessoas que você conhece, empreendedores nos eventos como o BR New Tech ou pessoas que você acredita que sejam seus futuros clientes/usuários para que eles ajudem a validar sua ideia/projeto. E se ele não gostar ou não se empolgar muito, pergunte o que não gostou e o porque, e mais importante, escute o que ele tem a dizer, pode ser necessário "pivotar" seu projeto, ou seja, mudar os rumos que estava tomando e talvez o objetivo que tinha em vista. Na minha opinião um empreendedor de verdade deve ser humilde e ter coragem de muitas coisas, dentre elas: 1) Arriscar-se em sua paixão; 2) Mudar de ideia; 3) Mudar o mundo; 4) Compartilhar (ideias e recursos); e 5) Assumir sua falha e aprender com ela.

Continuem acompanhando e contribuindo com perguntas e comentários para que possamos enriquecer ainda mais para os próximos artigos e que eles sejam cada vez mais uteis para vocês empreendedores e investidores.

Forte abraço!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Preciso de investimento para o meu projeto startup! Por que... (Introdução)

Sabe quando você está cansado de ouvir sempre a mesma pergunta e as mesmas frases:

“Eu tenho uma idéia e só preciso de dinheiro para...”
“Montei o protótipo de um projeto, mas preciso investir X milhões em marketing para atrair usuários...”
“Tenho um projeto, mas não posso divulgar exatamente, mas é algo no segmento de ... será que você pode me ajudar a conseguir um investidor!?”

Estou achando incrível como muitos empreendedores só sabem pensar em conseguir funding – investimentos – para sua ideia/projeto/negócio, sem nem mesmo colocar em prática.


Obs: Minha intenção aqui não é ser um chato crítico, mas conceder algumas críticas construtivas que possam ajudar os empreendedores a melhorar a qualidade de gestão de seus negócios e ajudá-los a evitar problemas com investidores.

Amigo, primeiro vai executar seu projeto, conseguir alguns users, provar que isso é um negócio e não somente um produto, que você e seus sócios têm capacidade e vontade de executar, que os objetivos são coerentes com a realidade e que dá para conseguir escalar e lucrar com esse projeto! Depoooois você peeeensa em obter recursos de investidores.


Tem gente que pensa que é de graça que se recebe investimentos: “Eu dou 10% de participação e ele investe R$100.000 no meu projeto!”. Cara cai na real!!! Você quer vender algo que nem sabe quanto vale, por um preço que nem sabe se é viável, na expectativa de um retorno que nem sabe se existe! Te pergunto você sabe o que é valuation? Sabe como se calcula?

Eu te respondo. Esquece valuation! Foco no business my friend!

Você “dar” a participação de seu negócio para um investidor significa que ele se tornará o seu sócio capitalista, ou seja, ele também manda na empresa. É mais importante um investidor que possa ser mentor contribuindo também com sua experiência do que um investidor que entre apenas com recursos.

De qualquer forma, primeiro faça seu negócio ser independente de terceiros, depois se você considerar necessário um investimento muito alto que não é possível conseguir sozinho, com a própria geração de caixa do negócio, aí sim você pensa em obter recursos.

Ia chamar este artigo de “Carta a um futuro empreendedor”, mas achei o nome muito amplo e quase trivial (mas talvez use futuramente). De qualquer forma existem muitas cartas a serem escritas aos empreendedores e àqueles que desejam empreender.

Dentre as cartas (emails) que eu escreveria (e já escrevi) para alguns aspirantes a empreendedor, normalmente tudo começa quando me falam: “Preciso de ajuda para conseguir investimento para minha idéia / projeto / negócio!”.

Por favor, gostaria declarar esta série de artigos como ALTAMENTE RECOMENDÁVEL aos futuros empreendedores, pois assim otimizamos o tempo dos investidores, dos mentores e dos próprios empreendedores, melhorando também o potencial das startups e do empreendedor brasileiro.

Caros amigos aspirantes e empreendedores, eu não sou empreendedor (ainda), não sou investidor (de startups) e não sou mentor (profissional). Mas coloco diante de vocês alguns aspectos sobre negócios, empreendedorismo e startups e desenvolvimento de produtos/clientes que merecem atenção séria antes de buscarem um investidor. Abaixo vocês encontram alguns dos tópicos que vou abordar nas próximas semanas:

Abordarei muitos outros assuntos, mas esses são alguns tópicos provisórios do que vou falar e para que fiquem atentos desde já. Espero que contribuam com suas sugestões sobre temas e com seus comentários para melhorar a qualidade do conteúdo que publicamos aqui.

Se acharem critico de mais, de menos ou quiserem complementar, por favor deixem seus comentários. Quanto mais útil puder ser o artigo melhor.  Podem nos enviar um emails para contato@startupdiario.com.br (por favor sem spam).

Fica aí um grande abraço e meu desejo de boa sorte! =)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Gerador de Idéias – Franquia de Batatas Fritas

Estava comendo um lanche do Giraffas, e as batatas fritas estavam particularmente saborosas. Bem quentes, pois tinham acabado de ser fritas, crocantes, com sal na medida certa, e o óleo também. Nada saudável, mas muito saboroso.

Pensei que nem sempre saboreamos uma batata frita tão boa assim. Não há dúvida que as pessoas gostam de batatas fritas, e se fizessemos uma pesquisa de comparação se os usuários preferem uma batata recheada assada ou uma porção de batatas frita, creio que a grande maioria optaria pela batata fria. Agora eu te pergunto, porque existe uma franquia especializada em batatas assadas e não existe uma especializada em batatas fritas!?

Entendo que a oferta de batata frita é gigante, praticamente todo fast food , barzinho e restaurante fazem batatas fritas, mas ninguém é especializado nisso, niguém garante qualidade sempre. Quantas vezes você já não consumiu umas batatas murchas no McDonald’s?

Se alguém criasse uma franquia especializada em batatas fritas, com as características que citei no começo do texto, e a garantia de uma ótima experiência em todo consumo, certamente seria um sucesso. Essa franquia poderia criar sabores de batatas fritas, inventar alguns novos adendos, além do cheddar e bacon. Haveria uma infinidade de possibilidades, até da batata frita doce.

Se você gostou da idéia e quer aplicá-la fique a vontade, se tem interesse em participar do Gerador de Ideias contribua enviando-nos as suas idéias ou simplesmente suas dúvidas, críticas (elogios) e sugestões. Deixe um comentário ou mande um email para contato@startupdiario.com.br.

E não esqueça de nos seguir no twitter e ficar sabendo das principais notícias do "mundo empreendedor": @StartupDiario.

Um abraço!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Startup Entrevista - Cássio Spina: Investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil


Estes últimos dias tem sido muito movimentados, tanto para nós fundadores do Startup Diário, quanto para os empreendedores que tentam acompanhar os eventos que estão acontecendo, StartupFarm, processo de aceleração 21 212, o BRNewTech recebendo a 500Startups que quer investir aqui no Brasil e agora mais uma amostra deste crescimento é o lançamento mais que oficial da Anjos do Brasil, fundada por Cássio Spina, que anteriormente já foi citado aqui com suas dicas para os empreendedores .

Desta vez, conversei com Cássio exclusivamente para o Startup Diário para entendermos melhor como deve ser a ação da Anjos do Brasil em fomentar o empreendedorismo e ajudar os capitalistas (seguindo o rigor da palavra, sem ironia alguma) a se tornarem investidores-anjo.

Lembrando que na próxima quarta-feira a Anjos do Brasil realizará a final de seu 1º Concurso de Negócios CJE e Anjos do Brasil. Será uma banca com 10 investidores, todos anjos, para avaliarem os pitches (apresentações) de 10 empreendedores.

Leia abaixo como foi a conversa com o fundador da Anjos do Brasil e sobre os objetivos da Anjos do Brasil e sua atitude de fomento ao empreendedorismo inovador junto com investidores-anjo.

Startup Diário: Como surgiu a idéia de estruturar um negócio para fomentar o ambiente empreendedor no Brasil? Como vocês pretendem fazer isso?
Cássio Spina – A idéia surgiu de um conjunto de acontecimentos: primeiro percebi que nas palestras e apresentações que fazia, poucas pessoas sabiam o que é investimento-anjo, mas demonstravam muito interesse; em paralelo comecei a receber contatos de pessoas que queriam formar grupos de investidores em suas cidades, mas precisavam de apoio e orientação. E, por fim, nos meus contatos com algumas entidades de fomento a inovação e investimento estas demonstravam o interesse em apoiar ações de promoção ao investimento anjo, pois vêem como um elemento fundamental sucesso na cadeia empreendedora.

Nós desejamos disseminar a cultura e fomentar o crescimento do investimento-anjo para apoiar o empreendedorismo inovador, pois acreditamos que o mesmo pode representar um grande diferencial para o Brasil no médio/longo prazo, como ocorrido nos EUA. Para tanto, pretendemos executar um conjunto de ações, de comunicação e integração, com as diversas entidades atuantes neste mercado, desde palestras e seminários, passando por concursos, treinamento, elaborando materiais de referência e apoiando diretamente a atuação de investidores-anjo.

SD: Como investidores-anjo, suponho que não pretendem oferecer apenas capital aos empreendedores, o que mais a Anjos do Brasil pode oferecer para as startups?
Cássio Spina – Com certeza nosso objetivo é oferecer muito mais que capital. O primeiro componente é conhecimento sobre investimento-anjo, o que ele agrega e como pode ser obtido. O segundo é aproximando empreendedores de investidores-anjo. E o terceiro é formação e compartilhamento de experiências entre investidores-anjo.

SD: Os investidores anjos normalmente investem em projetos de sua região, qual você pretende que seja o alcance da Anjos do Brasil? De que forma pretendem explorar o potencial de cidades menores?
Cássio Spina – O objetivo da Anjos do Brasil é justamente incentivar que se formem grupos/redes regionais de anjos em todo Brasil, para que os  empreendedores de todos estados tenham oportunidade de receber este suporte. Entendemos que neste estágio o foco ativo terá de ser nas capitais e principais cidades do Brasil, em especial aquelas que tenham algum pólo de conhecimento, como centros universitários, etc., mas não descartamos cidades menores, em especial havendo demanda passiva de potenciais investidores-anjo locais.

SD: Há quanto tempo você já atua como investidor-anjo e o que mudou desde então, quando se trata do perfil dos investidores brasileiros? E quanto aos empreendedores, você viu amadurecimento neles?
Cássio Spina – Eu atuo como investidor-anjo há aproximadamente 2 anos e meio, mas ativamente somente a partir deste ano, quando terminei a transição da venda da  minha empresa. Neste período percebi um grande crescimento no interesse pelo investimento-anjo, tanto com novas pessoas querendo atuar, quanto com empreendedores buscando apoio. Com relação aos empreendedores, percebemos uma evolução no seu conhecimento sobre empreendedorismo de inovação, das melhores técnicas e como o investidor-anjo pode apoiar seu negócio.

SD: E para os investidores, qual a justificativa para se tornarem investidor anjo?
Apesar de sabermos que o investidor brasileiro é muito conservador e fora isso ainda temos altas taxas de juros que pressionam os investidores a se concentrarem na renda fixa ou grandes empresas que parecem ser atrativas para um operador de mercado financeiro, Cássio mostra claramente que o valor em se investir em uma startup está um pouco além da expectativa de retorno, ao enumerar as seguintes justificativas:

·         Pelo potencial de retorno sobre o investimento
·         Pela oportunidade de aplicar sua experiência e conhecimento.
·         Pela satisfação pessoal de estar participando da construção de negócios inovadores
·         Pela oportunidade de aprender na prática como construir novos negócios.
·         Além de tudo isto, pela importância que isto pode representar para o Brasil, pelo potencial de geração de riqueza e trabalho de empresas inovadoras, conforme já comprovado nos EUA e na Europa (basta verificar que mesmo diante da conjuntura atual deles, negócios inovadores, como o Linkedin, Facebook, etc. continuam sendo muito atrativos e tem potencial de gerar muita renda para eles, como hoje já fazem empresas investidas por anjos, como a Apple, Microsoft, Google, Fedex, etc.).

Cássio diz que “o perfil típico de um investidor-anjo é de um empreendedor ou executivo que teve uma carreira bem sucedida, acumulando recursos e experiência suficiente para que tenha disponibilidade de tempo e recursos financeiros para aplicar em novos negócios”.

SD:  Sei que vocês trabalharão muito próximos dos empreendedores, qual o fator de maior importância para você quando analisando um projeto de startup? E onde a maioria dos empreendedores tem falhado mais?
Cássio Spina – Para mim o mais importante são as pessoas, o time que irá executar o projeto. É claro que o negócio em si também precisa ser atrativo, ter potencial de crescimento acelerado, inovação e um bom mercado. Infelizmente, alguns empreendedores, mesmo tendo grande potencial pessoal, não têm feito sua “lição de casa” completa, seja em estudar melhor o mercado que pretendem atuar e/ou como é a melhor forma de abordá-lo, partindo diretamente para a execução. Eu gosto de ir à prática, mas é importante que se tenha um bom fundamento preliminar, caso contrário, corre-se o risco (desnecessário) de se investir muito em algo que não tem consistência suficiente para ser bem sucedido.

Agradecemos ao Cássio Spina e desejamos a ele e toda equipe de conselheiros da Anjos do Brasil boa sorte nesta nova empreitada.

Grande abraço, fiquem com Deus.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Startup Entrevista - Kekanto


Desta vez o Startup Diário conseguiu conversar com um dos fundadores de um negócio que está crescendo cada dia mais rápido e hoje já chega aos 5 milhões pageviews por mês. O entrevistado foi Fernando Okumura do Kekanto, o Yelp brasileiro.

Sua idéia surgiu quando Fernando Okumura e Bruno Yoshimura estavam lidando com empresas de construção civil e descobriram que não havia uma forma simples e confiável de saber se aquelas empresas eram boas prestadoras de serviços e suas principais características para os consumidores. Foi aí que eles resolveram montar o Kekanto, para suprir essa necessidade de conhecer a avaliação das pessoas sobre os mais diversos  estabelecimentos  e melhorando a interação entre os consumidores para que haja de fato uma forma de recomendação confiável.

Apesar de inicialmente projetado para que avaliassem os projetos de construção civil, eles notaram que não havia praticamente nenhuma elevação de custos se quisessem disponibilizar para a avaliação de serviços de outros segmentos, então aí resolveram começar a melhorar a ferramenta e atender ainda mais as necessidades e desejos dos usuários. Desde então, parece que o público aderiu e viciou na dinâmica do Kekanto (eu mesmo comecei há um mês atrás e já escrevi pelo menos uma opinião por semana).

Modelos de negócios replicados

O Kekanto serve como uma rede social  e site de avaliação de produtos e serviços alimentado pelo crowdsourcing, ou seja, a multidão de usuários faz a rede ser cada dia mais completa. E pra ficar melhor ainda com um pouco de gamification, já que os usuários ganham pontos e escudos (como se fossem os badges do Foursquare) e disputam uns com os outros.

Modelo semelhante a este já existia em outros países, como o famoso Yelp e outros como Qyte e Citysearch, mas mesmo assim os garotos resolveram empreender e criar sua startup por perceberem que este modelo de startup ainda não tinha destaque no Brasil e que estavam caindo no gosto dos brasileiros. Aliás, os atuais usuários do Kekanto já podem acessá-lo nos mais diversos dispositivos móveis, como iPhone e Android ou simplesmente navegando na versão mobile do site.

Isso me lembra de mencionar, que o Brasil ainda está muito mal explorado tecnologicamente falando, principalmente no que diz respeito a serviços de internet e inovação. Mesmo sabendo que a demografia, a cultura e barreiras fiscais e estruturais dificultam esse processo, acredito que, assim como o Kekanto ou o Catarse, muitos outros modelos de negócio podem ser ainda replicados no Brasil, melhorando a qualidade de vida das pessoas e a interação entre elas.  Não tenha medo de empreender só porque sua idéia já existe, o importante é ter paixão por ela e coragem e capacidade de executá-la.

Investimento e empreendedorismo

Durante cerca de um ano e meio Fernando e Bruno fizeram bootstrapping do Kekanto, ou seja, todos os recursos financeiros e de tempo investidos foram seus recursos pessoais, o que provavelmente fez com que eles valorizassem cada centavo gasto para que fosse gasto da melhor forma possível.

Recentemente o Kekanto atraiu investidores bem alinhados com os objetivos da empresa, como Vinicius Marchini, sócio do banco de investimento BRPartners,  e o CEO do Groupon, Florian Otto. Notícia esta que provavelmente dará um gás maior para que o negócio continue ganhando mercado e número de usuários.

Notem que ao buscar um grupo de investidores para investir na sua startup, estes investidores devem estar bem alinhados com os objetivos de expansão dos empreendedores, pois ser empreendedor não significa independência no trabalho e nas suas decisões como muitos pensam. Muito pelo contrário, já que você tem que prestar contas diretamente aos investidores, saber lidar com as pequenas discordâncias que acontecem entre os sócios e ainda saber que sua vida financeira depende disso. No final você não tem apenas um chefe, mas muitos.


Sugestão de Livro para Empreendedores

A sugestão de Fernando são dos livros da série Pai rico, paipobre, neste caso ficou como sugestão o livro “Aposentado Jovem e Rico”.

Ambos os livros falam sobre como se “relacionar com o dinheiro” de forma que ele não seja a centralidade e os objetivos principais das suas ações, mas que ele seja a conseqüência de boas atitudes empreendedoras. São ambos livros que levam a quem o lê aprender a ter disciplina financeira.

O modelo do Kekanto me lembra um outro caso de empreendedorismo brasileiro, o do Guidu, nas devidas proporções é claro.

Bem, espero que tenham gostado. E se você tem um negócio, uma idéia ou qualquer outra coisa ligada a empreendedorismo não hesite em nos mandar um email contando (contato@startupdiario.com.br).

Um abraço!

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