7 Fundamentos para Empreender com Visão e Bem-Estar.

Aqui você encontrará 7 princípios fundamentais para empreender com qualidade de vida.

Preciso de Investimento para o Meu Projeto Startup!

Por quê? (Introdução)

Dica - Entenda a Demanda pelo Seu Produto.

Um conceito de extrema importância para todos os empreendedores.

Conheça o Gerador de Idéias do Startup Diário.

Inspire-se!

Startup Entrevista - PlataformaTec

Conheça um pouco mais da PlataformaTec em uma entrevista com Marcelo Park, um dos fundadores da empresa.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Startup Entrevista - Kekanto


Desta vez o Startup Diário conseguiu conversar com um dos fundadores de um negócio que está crescendo cada dia mais rápido e hoje já chega aos 5 milhões pageviews por mês. O entrevistado foi Fernando Okumura do Kekanto, o Yelp brasileiro.

Sua idéia surgiu quando Fernando Okumura e Bruno Yoshimura estavam lidando com empresas de construção civil e descobriram que não havia uma forma simples e confiável de saber se aquelas empresas eram boas prestadoras de serviços e suas principais características para os consumidores. Foi aí que eles resolveram montar o Kekanto, para suprir essa necessidade de conhecer a avaliação das pessoas sobre os mais diversos  estabelecimentos  e melhorando a interação entre os consumidores para que haja de fato uma forma de recomendação confiável.

Apesar de inicialmente projetado para que avaliassem os projetos de construção civil, eles notaram que não havia praticamente nenhuma elevação de custos se quisessem disponibilizar para a avaliação de serviços de outros segmentos, então aí resolveram começar a melhorar a ferramenta e atender ainda mais as necessidades e desejos dos usuários. Desde então, parece que o público aderiu e viciou na dinâmica do Kekanto (eu mesmo comecei há um mês atrás e já escrevi pelo menos uma opinião por semana).

Modelos de negócios replicados

O Kekanto serve como uma rede social  e site de avaliação de produtos e serviços alimentado pelo crowdsourcing, ou seja, a multidão de usuários faz a rede ser cada dia mais completa. E pra ficar melhor ainda com um pouco de gamification, já que os usuários ganham pontos e escudos (como se fossem os badges do Foursquare) e disputam uns com os outros.

Modelo semelhante a este já existia em outros países, como o famoso Yelp e outros como Qyte e Citysearch, mas mesmo assim os garotos resolveram empreender e criar sua startup por perceberem que este modelo de startup ainda não tinha destaque no Brasil e que estavam caindo no gosto dos brasileiros. Aliás, os atuais usuários do Kekanto já podem acessá-lo nos mais diversos dispositivos móveis, como iPhone e Android ou simplesmente navegando na versão mobile do site.

Isso me lembra de mencionar, que o Brasil ainda está muito mal explorado tecnologicamente falando, principalmente no que diz respeito a serviços de internet e inovação. Mesmo sabendo que a demografia, a cultura e barreiras fiscais e estruturais dificultam esse processo, acredito que, assim como o Kekanto ou o Catarse, muitos outros modelos de negócio podem ser ainda replicados no Brasil, melhorando a qualidade de vida das pessoas e a interação entre elas.  Não tenha medo de empreender só porque sua idéia já existe, o importante é ter paixão por ela e coragem e capacidade de executá-la.

Investimento e empreendedorismo

Durante cerca de um ano e meio Fernando e Bruno fizeram bootstrapping do Kekanto, ou seja, todos os recursos financeiros e de tempo investidos foram seus recursos pessoais, o que provavelmente fez com que eles valorizassem cada centavo gasto para que fosse gasto da melhor forma possível.

Recentemente o Kekanto atraiu investidores bem alinhados com os objetivos da empresa, como Vinicius Marchini, sócio do banco de investimento BRPartners,  e o CEO do Groupon, Florian Otto. Notícia esta que provavelmente dará um gás maior para que o negócio continue ganhando mercado e número de usuários.

Notem que ao buscar um grupo de investidores para investir na sua startup, estes investidores devem estar bem alinhados com os objetivos de expansão dos empreendedores, pois ser empreendedor não significa independência no trabalho e nas suas decisões como muitos pensam. Muito pelo contrário, já que você tem que prestar contas diretamente aos investidores, saber lidar com as pequenas discordâncias que acontecem entre os sócios e ainda saber que sua vida financeira depende disso. No final você não tem apenas um chefe, mas muitos.


Sugestão de Livro para Empreendedores

A sugestão de Fernando são dos livros da série Pai rico, paipobre, neste caso ficou como sugestão o livro “Aposentado Jovem e Rico”.

Ambos os livros falam sobre como se “relacionar com o dinheiro” de forma que ele não seja a centralidade e os objetivos principais das suas ações, mas que ele seja a conseqüência de boas atitudes empreendedoras. São ambos livros que levam a quem o lê aprender a ter disciplina financeira.

O modelo do Kekanto me lembra um outro caso de empreendedorismo brasileiro, o do Guidu, nas devidas proporções é claro.

Bem, espero que tenham gostado. E se você tem um negócio, uma idéia ou qualquer outra coisa ligada a empreendedorismo não hesite em nos mandar um email contando (contato@startupdiario.com.br).

Um abraço!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Startup Entrevista - Beeqo

A rede social para freelancers

Ultimamente tenho visto que as causas que levam as pessoas a empreenderem são as mais diversas, entretanto o que mais me chamou a atenção nesses últimos tempos é quando queremos empreender para resolver algum problema que é o nosso problema.

Não foi muito diferente com Eduardo Farias, idealizador e fundador e uma nova rede social brasileira, o Beeqo.com (sim, pronuncia-se “bico”). Diferente do LinkedIn, o Beeqo não é uma rede social voltada para o mundo corporativo, mas sim com foco em melhorar o networking dos profissionais liberais (freelancers) e facilitar que estes sejam encontrados no mercado.

Problema, idéia e público-alvo

Eduardo é professor de matemática e dava aulas particulares. Então para divulgar seu trabalho ele conversava com outras pessoas e ia divulgando seu trabalho no boca-a-boca, contudo busca por trabalho na vida de um profissional liberal (ou freelas) não é tão simples, já que este depende inteiramente de seus contatos para que possa ser contratado, normalmente por recomendação.

Apesar de saber que já existem dezenas de redes sociais, Eduardo resolveu se aventurar no mundo do empreendedorismo sem nem mesmo saber muito como empreender, mas ele estava pensando mesmo em resolver o seu problema e o de muitos profissionais liberais, permitindo que eles se exponham e recebam recomendações por outras pessoas.

Estruturando o negócio, ou seja, as pessoas

Idealizador de mais um modelo de rede social profissional, o fundador do Beeqo.com não tinha nenhum conhecimento em programação e nenhum nome formado no mundo das startups, mostrando que se queremos empreender não basta apenas ter a idéia, mas também ter uma equipe capaz de executá-la com sucesso.

Por isso, depois de sua idealização e de colocar um pouco no papel, Eduardo partiu para passos práticos, contratando uma equipe de desenvolvedores e posteriormente recrutando uma boa equipe para o negócio. Foi aí que se juntou ao Beeqo, Artur Casals, Daniel Famano e Carlos arruda, cada um especializado nas áreas de tecnologia, finanças e gestão de negócios, respectivamente.

Assim como Diego Borin Reeberg do Catarse falou em sua entrevista ao Startup Diário, “no fim das contas, negócios são sobre pessoas” e assim também Eduardo se preocupa em trazer pessoas de potencial para seu negócio e também estar sempre atento a opinião das pessoas sobre o Beeqo, mantendo canais como Twitter e Facebook abertos para receber feedback dos usuários.

Sugestão de Livro para Empreendedores (TO-BE)

Um dos Best-sellers modernos que em algumas livrarias até fica guardado na seção de auto-ajuda, “O Monge e o Executivo”, é este livro que Eduardo deixa como sugestão para quem quer empreender.

Pensando na máxima de que todos empreendedores devem aprender a liderar e a lidar com pessoas, este é um livro que pode ajudar muitos empreendedores a reverem seus conceitos sobre liderança e obter como resultado maior motivação sobre sua equipe.

O livro evoca bastante a questão de que liderar não é gerenciar, mas servir os seus liderados guiando-os pelos caminhos certos e se sacrificando para que todos possam estar sempre motivados, objetivando sempre alcançar as metas estabelecidas pela empresa.

Segundo o autor: "Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum."

Esse de fato é um livro que nós do Startup Diário também recomendamos. E se você tem uma sugestão de livro para empreendedores, algo que te ajudou bastante ou se você é empreendedor de sucesso ou que fracassou um dia e não tem vergonha de compartilhar sua expêriencia, envie-nos um email para contato@startupdiario.com.br contando sua história, quem sabe você vira notícia aqui no site.

Grande abraço!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Caso Foursquare: Comece um negócio resolvendo um problema, o seu!

Foi assim que Dennis Crowley, fundador do Foursquare, colocou em prática a criação de um dos aplicativos mais famosos do mundo.

Depois de experimentar um aprendizado trabalhando no Google e em outras startups da época, Crowley teve umas idéias, que hoje fundamentam o sucesso do Foursquare e sua inovação de  usabilidade.

Primeiramente, para aqueles que não sabem, o Foursquare trata-se de um aplicativo para smartphones (Iphone, Blackberry, Android), que se utiliza de um sistema de geolocalização indicando para o usuário estabelecimentos na região onde ele se encontra, como restaurantes, bares, hotéis, igrejas, escolas e outros tipos, podendo ainda serem adicionados outros locais pelos próprios usuários (Ex. Casa da Maria). Então, depois de encontrar o estabelecimento onde você se encontra, você faz o chamado "Check in" e registra sua passagem por lá, desta forma ganhando pontos para concorrer com seus amigos e ganhar os famosos badges, que são como distintivos por conquistas atingidas.

O conceito de "Check in" para aplicativos, passou a ser usado por Crowley, quando, depois da bolha da internet em 2001, ele e muitos de seus amigos ficaram desempregados e acabaram se dispersando, passando a não vê-los mais. Então teve a ideia de criar algo para que ele e seus amigos pudessem saber onde cada estava e o que estava fazendo, para que facilitar o encontro entre eles (de uma forma bem nerd/geek eu diria). Daí surgiu uma de suas primeiras startups, a Dodgeball, que em 2005 foi comprada pelo Google.

A geolocalização já estava em seu sangue por já ter trabalhado em outras startups que envolviam este tipo de tecnologia, apesar de inicialmente ainda ser um mercado muito restrito, pois apenas tinham disponível a conexão WAP dos celulares. Depois de vender a Dodgeball, trabalhou ainda numa startup de jogos mobile  chamada Area/Code, foi isso que motivou a Dennis Crowley inserir conceitos de jogos em suas idéias, como pontos e objetivos.

Mas a inovação seria trazida pelo Foursquare, que foi um aperfeiçoamento e continuação da antiga Dodgeball. Anos depois com o aplicativo rodando foi que deram origem ao conceito de badges, que são as medalhas ou troféus em reconhecimento por metas atingidas, desta forma, dando ao aplicativo uma característica de game e saindo da monotonia de check in estático.

Quando Dennis Crowley criou o Foursquare não esperava revolucionar o mundo, mas sim proporcionar as pessoas uma nova forma de interagir, baseado em problemas reais, os dele mesmo. Ele viu outras startups antes dele fazerem coisas parecidas mas tinha o desejo de melhorar e conceder algo melhor ao mercado, assim ele pode se realizar.

Hoje o Foursquare já passa os 10 milhões de usuários e é um sucesso mundialmente (confira essa matéria, em inglês, com infográficos muito interessantes), com mais de 3 milhões de checkins diariamente. Tudo graças a uma necessidade que ele queria suprir. Sendo assim, fica como dica uma frase de uma entrevista concedida por Dennis Crowley sobre o sucesso do aplicativo:

"We’re trying to build things that our friends want to use and that real people use(...)"

Tradução: "Estamos tentando construir coisas que nossos amigos querem usar e que pessoas reais usam."

Acredito que uma empresa, seja ela um novo negócio ou não, deve se focar em resolver os problemas de alguém, mas quando esse problema é o do próprio empreendedor, a solução criada tende a ser um produto criado com muita paixão, bastando depois que existam milhares de outras pessoas querendo a mesma solução!

Não esqueçam de deixar seus comentários e ideias, quem sabe nosso gerador de ideias chega lá um dia! Qualquer sugestão ou ajuda que precisarem podem mandar um email para o contato@startupdiario.com.br.

Forte abraço!

Fonte: STARTUPS OPEN SOURCED - Stories from startup founders to inspire and educate

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Startup Entrevista - Catarse

Tudo começou em abril de 2010, quando Diego e um grupo de amigos estavam insatisfeitos com o que a faculdade oferecia e com o que estavam aprendendo, então resolveram partir para um gerador de idéias próprio, se reunindo semanalmente para discutir as possibilidades de negócio que existiam que poderiam executar.

Já faz algum tempo que queria compartilhar esta entrevista e finalmente pude fazê-lo. Há algum tempo conversei com Diego Reeberg um dos fundadores da startup pioneira em crowdfunding no Brasil, o Catarse.

A história do Catarse para mim é um dos mais inspiradores exemplos de “Do more faster” que já vi. Na minha conversa com o Diego pude perceber como é importante que os futuros empreendedores tenham agilidade na criação de um novo negócio, principalmente quando é um modelo inovador.

Enquanto a onda de inovação mantém seu fluxo, cuja maior parte é de fora (outros países) para dentro (Brasil!), os empreendedores que tentarem replicar qualquer modelo de negócio devem em primeiro lugar ter agilidade e criar uma adaptabilidade.

Done more faster!


Por falta de idéias começaram a olhar para outros países procurando um negócio que curtissem e valesse a pena empreender. Foi quando conheceram o modelo do Kickstarter, ainda quando o crowdfunding ainda era muito recente.

Dos cinco amigos que começaram a pesquisar apenas Diego e Luís realmente se apaixonaram pela idéia e resolveram investir nela. Dali pra frente as coisas só cresceram, no final de outubro Daniel Weinmmann se uniu a eles e uma semana após essa decisão colocaram o blog Crowdfunding Brasil no ar.

Daí para a criação do Catarse foi um pulo, dois meses depois o site oficial catarse.me já estava no ar.

É interessante saber que o uso do blog ajudou o negócio de duas formas. A primeira foi como ferramenta de marketing, onde passaram a gerar conteúdo sobre crowdfunding e se tornaram referência no assunto. O que motivou todos que acompanhavam a incentivarem os projetos divulgados pelo Catarse.

Um segundo aspecto foi a divulgação da velocidade com que iriam colocar o negócio no ar, pois dessa forma conseguiu inibir possíveis concorrentes que ainda estavam em fase de planejamento. Assim fazendo do Catarse pioneiro em crowdfunding no Brasil.

Desenvolvimento do Negócio

O Catarse já se tornou referência em crowdfunding no Brasil e acredito que tenha potencial para ser referência mundial, tamanha a paixão dos fundadores do Catarse. Eles estão dispostos a ajudar as pessoas que tem algum projeto mesmo que mantenha um faturamento baixo, além de deixar o Catarse com sua plataforma em código aberto com a intenção de incentivar o crowdfunding e motivar outras iniciativas.

Contudo, a idéia deles está indo um pouco além, apesar de já existir, deve ser lançado oficialmente nos próximos meses o modelo de plataformas Powered by Catarse, que será fornecedor de uma plataforma de gerenciamento de crowdfunding, um serviço pioneiro no mundo (!!!!). E é aí que podem obter um faturamento maior.

Diego me contou que devemos ouvir falar ainda mais do Catarse nos próximos meses com mais iniciativas que visam o bem comum, que por sinal motivou a criação do Grupo Comum, uma instituição com fins sociais que busca promover essa nova economia colaborativa.

Sugestão de Leitura para os Empreendedores



Com tudo que está vivenciando como empreendedor, Diego Borin Reeberg sugeriu um livro clássico de Dale Carnegie: Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. Um livro que foi escrito há mais de 70 anos, mas que tem uma atualidade gigantesca, segundo o próprio Diego.

Apesar do título ser um pouco “do mal”, como se você fosse ter um atalho pra ter as pessoas sob seu controle. Ele na verdade passa procura dar lições e bons exemplos sobre a importância da empatia, do pensar no outro, e de realmente acreditar nisso, pra você poder conseguir alcançar o que quer.

Nas palavras de Diego: “E o grande motivo pra todo empreendedor ler esse livro é que em qualquer negócio, no fim, tudo vai ser sobre pessoas. Sejam seus sócios, seus funcionários, seja o investidor, os clientes, os fornecedores. Saber lidar – de uma maneira o mais humana possível – com as pessoas é o que há de mais fundamental pra se ter sucesso em um negócio.”

Fico grato ao Diego pela entrevista que me concedeu e o Startup Diário espera poder fazer parte dessa nova economia colaborativa com seus recursos intelectuais e com seu gerador de idéias.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Startup Entrevista - Guidu

Desta vez o Startup Diário conversou com um dos fundadores do Guidu, Marcus Andrade. Para quem não sabe, o Guidu é um guia de entretenimento colaborativo, onde você encontra dicas de bares, baladas, cinema e restaurantes feitas por pessoas comuns e não por críticos como nos guias tradicionais. Além disso consegue ele aproximar as pessoas como uma rede social, já que você vai conhecer pessoas que freqüentam ou gostam dos mesmos ambientes que você, somado a isso é claro, a diversão de escrever os Guids (comentários de até 250 caracteres) e ganhar pontos.

Coincidentemente, no final de 2010 quando participei da primeira edição do BR New Tech, Marcus estava lá e fez o Pitch do Guidu, quando este existia a cerca de dois meses.

Visão de Oportunidade

Antes do lançamento do Guidu, os fundadores já tinha em mente alguns conceitos que fundamentalmente tinham entrado no gosto das pessoas e dos usuários de internet, dentre os conceitos e as definições estratégicas abordadas citamos:

Expectativas de uso da internet: O aumento da base de usuários, o acesso às novas tecnologias, o aumento da banda e preços mais acessíveis tornam a internet cada vez mais presente na vida do brasileiro. Em suma, o mercado de internet no Brasil tinha e tem expectativas de muito crescimento.

É extremamente importante, que os futuros empreendedores incluam em seu planejamento, projeções do número de usuários, servindo de guia à expectativas de receitas e lucros. Tendo em mente também o que o restante do mercado acredita para os próximos anos.

Comportamento real transferido para o virtual: As pessoas sempre trocaram dicas do que fazer entre os amigos, mas essa informação/conteúdo não era organizado e acabava se perdendo com o tempo, o Guidu pretende facilitar esse comportamento por meio de sua plataforma de reviews, rankings e busca! Auxiliando as pessoas que querem compartilhar suas experiências e também aqueles que querem buscar alguma dica do que fazer. Assim como nova demanda faz com que os serviços via internet, tiveram a idéia da adaptação de um serviço agregador que já era utilizado pelas pessoas, os guias de entretenimento.

Seu sócio, Paulo Veras, foi fundador do 1º guia online do Brasil o GuiaSP lançado em 1996. Hoje, mais antenado e moderno, seguindo as tendências da Web 2.0 e um modelo de negócio mais arrojado, dinamizando as pesquisas, permitindo reviews (Guids) e interação entre os usuários (rede social).

Aos empreendedores que planejam seu negócio, eles devem entender muito bem o contexto em que estará inserido, olhando para todo o mercado e tentando entender como seu produto/serviço influenciará na rotina normal das pessoas, se será um intruso ou um facilitador.

Gerando receita e gerando valor: Claramente o Guidu passou a utilizar publicidade como modelo de negócio, contudo, apesar de não parecer tão inovadora esta decisão, na verdade ela pode ser considerada uma reformulação do modelo, já que enquanto os guias impressos geram receita por meio dos anunciantes e dos leitores, o modelo online gera receita apenas dos anunciantes, oferecendo para os leitores entretenimento duplo ( a plataforma em si e os bons lugares par ir). Além de permitir aos donos dos estabelecimentos direcionarem promoções para os usuários da plataforma de maneira mais eficiente do que em outros sites.

E em comparação com outros guias online, ele possui uma rede social e um sistema de pontuação como fator motivador, permitindo conhecer outras pessoas e estimulando a escrita de comentários para ganhar pontos e se tornar um TOP Guidu, entrando em cena a competitividade. Este último ponto é fator crucial para muitos negócios, oferecer meios de diversão e incentivo de uso de seu produto, como os jogos dentro do Facebook ou a interação entre os usuários do Foursquare, somado a uma recompensa as vezes no mundo real e outras no virtual

Sugestão de Leitura Empreendedora

Marcus nos deixa uma sugestão de leitura aparentemente imperdível, The Art of the Start, ou em sua versão traduzida, A arte do começo. Um livro que, desde o empreendedor menos experiente até aquele que já fundou duas empresas e pretende criar mais uma, cresce com sua leitura.

Basicamente, o autor, serial-entrepreneur, evangelista, Guy Kawasaki, fala sobre posicionamento do empreendedor ao criar um negócio, formas de como inovar no seu produto/serviço e como apresentar/vender bem seu negócio, além de abordar temas como a contratação de pessoas para sua startup.

Segundo Marcus:

"Leitura obrigatória para empreendedores!

Aborda todos os temas relevantes para a abertura de uma empresa (principalmente uma empresa inovadora), Guy Kawasaki tem um estilo único de escrita tornando tudo muito claro e didático."

Portanto, fica a dica.

Espero que tenham gostado, mandem suas sugestões para melhorarmos nossos artigos e suas idéias para disseminarmos o conhecimento empreendedor pelo país.

Grande abraço.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Startup Entrevista - Ewiks

Produza, publique e venda seus próprios cursos na internet!

O forte crescimento da internet nos últimos anos tem levado os empreendedores a pensar nos mais diversos modelos de negócio e dos mais inovadores. Além de transferirem os serviços que hoje são offline para um modelo virtual, passaram a inovar a ponto de criar modelos ainda mais diferentes que não poderiam ser executados sem o uso massivo da internet. Dentre esses modelos novos estão os diversos formatos de serviço de e-learning (serviços educacionais via internet).

Recentemente, entrevistei José Rodolpho Bernardoni, jovem empreendedor, fundador do Ewiks.Confira abaixo algumas lições e dicas sobre a história desse novo negócio.

Empreendedorismo de impacto social

Uma das coisas mais claras para mim durante a entrevista é a paixão e a ânsia por disseminação de seu negócio dentre os produtores de conteúdo.

O Ewiks é uma plataforma web criada para facilitar a criação, publicação e venda de materiais educacionais. Por meio dela o usuário pode criar uma apostila, uma apresentação ou um vídeo educacional de sua área de conhecimento e publicá-la na internet, ficando assim disponibilizada para que qualquer pessoa que queira, compre este material, fazendo com que o produtor do conteúdo consiga uma renda extra sem precisar recorrer a uma editora para publicar materiais de sua autoria.

Apresentada a atividade do Ewiks, basta dizer que o principal objetivo e desafio de José Rodolpho Bernardoni é conseguir montar um negócio lucrativo para ele, mas principalmente para seus usuários, que podem ser desde professores de universidades até um pequeno fazendeiro da região norte que ensina como gerenciar melhor uma fazenda.

Execução do negócio

A idéia para o Ewiks surgiu em meados de 2008 e seu projeto foi um dos finalistas do Desafio Brasil da FGV (Fundação Getúlio Vargas), contudo, devido a escassez de recursos (financeiros e temporais), José Rodolpho e Leonardo, os dois sócios idealizadores só começaram a executar o projeto no início de 2010.

Muitos empreendedores pensam que é fácil tomar a decisão de abandonar um emprego fixo numa empresa e sair empreendendo, porém os fundadores do Ewiks, antes de abandonarem seus empregos para empreender, eles deixaram o projeto bem redondo e começaram a testar a recepção do mercado, apresentando o conceito em eventos como TechCrunch50 e falando com possíveis investidores.

Foi somente em março de 2010, após uma sinalização aparentemente positiva de um grupo de Angel Investors, que José Rodolpho decidiu utilizar o que ele e o sócio tinham de recursos e passou a trabalhar tempo integral no Ewiks.

Mesmo sem saber se conseguiriam o investimento eles arriscaram e depois de seis meses sem resposta alguma dos possíveis investidores, veio a confirmação de que assinariam os papéis para receberem o aporte de recursos em setembro de 2010, “coincidentemente” o mesmo mês em que se esgotariam os recursos que aplicaram inicialmente.

Após a capitalização

Hoje, aproximadamente seis meses depois José Rodolpho diz que, mesmo que seu sócio ainda não possa se dedicar tempo integral ao negócio, já possui uma equipe de seis pessoas e na busca por mais dois desenvolvedores.

Mas o que ele percebe é que a capacidade de gerenciamento dele aumentou bastante, a organização das atividades da empresa se tornaram mais eficientes, graças as exigências do Conselho por relatórios de controle mais específicos e as metas estão sendo definidas e buscadas mais claramente.

Sugestão de leitura

Desde a idéia do projeto até a sua execução atual, José Rodolpho Bernardoni diz que ainda vem aperfeiçoando o modelo de negócio. Sua sugestão deixada foi o livro Business Model Generation (clique para download da prévia ou veja mais abaixo), que aparentemente não temos em português.

Este livro apresenta de forma bem instrutiva e intuitiva passos para o entendimento, o desenvolvimento, a construção, a implementação e a melhoria de um modelo de negócios eficiente.

Além do fato de possuir muitos infográficos e mapas intuitivos para um planejamento prático, outra aspecto interessante do livro, é que ele foi escrito em co-creation, ou seja, colaborativamente criado, por mais de 470 pessoas de mais de 45 países.


sábado, 26 de março de 2011

[Infográfico] A história do WordPress

Como fator de curiosidade, achei que valia mencionar o caso WordPress, que se destacou frente ao seu maior concorrente, o Blogger, até hoje por seu diferencial, que é a alta qualidade de seus templates (layouts) padrões e o painel de adminstração extremamente completo, apesar de muitas limitações impostas em sua versão gratuita e a necessidade de seu usuário conhecer melhor as linguagens de programação HTML e PHP, principalmente o usuário Premium.

Em breve, pretendo contar um pouco mais da história dos blogs, que também um dia foram empresas startups, porém neste momento gostaria apenas de mostrá-los alguns números do WordPress e de sua grandeza no mundo. Aliás, só como fasto curioso que vão notar abaixo, o WP faz referência a músicos de Jazz durante toda sua história de desenvolvimento [não consegui descobrir o motivo com exatidão].

Sendo assim, fica a dica aos empreendedores de plantão, ao montarem suas empresas nunca se esqueçam de definir claramente qual o seu diferencial competitivo, pois é assim que os consumidores poderão identificar um motivo para comprar o seu produto/serviço e não o do concorrente.

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Startup Entrevista - VIZIR

Monitorando redes sociais e repensando estratégias de negócios

O processo de iniciação, startup ou early stage de um negócio, na maioria das vezes não é muito fácil. Recentemente entrevistei Antonio Anderson Souza, sócio fundador do VIZIR e trago para vocês em primeira mão algumas lições tiradas deste empreendedor.

O VIZIR é uma empresa que, se assim podemos dizer, trabalha no modelo SaaS (Software as a Service) através de uma plataforma de monitoramento de redes sociais. Então, por exemplo, se a marca Tostines iniciou atividades de marketing digital nas redes sociais, mas tem dúvidas quanto ao que isso pode gerar, ela contrata os serviços do VIZIR para monitorar sua marca nas principais redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut, para que assim ela compreenda melhor a repercussão que cada ação de marketing teve sobre seu público online.

Mas o início do VIZIR não foi e não está sendo tão simples. Em minha entrevista com Antonio, que você confere a seguir, um dos pontos que destaco mais brevemente é a respeito da adoção de um modelo de negócios.



Flexibilidade no modelo de negócio adotado

Originalmente os planos do VIZIR não eram ser uma ferramenta de monitoramento de redes sociais, mas sim uma apenas uma desenvolvedora web. Contudo, devido ao crescimento dos tipos de aplicações e de serviços na internet os sócios fundadores encontraram um nicho que poderiam atuar, que é o de monitoramento de redes sociais.

Apesar de já existirem concorrentes, por causa da experiência dos sócios a decisão de seguir por este caminho foi “mais fácil”. Mesmo assim, o modelo ainda não está totalmente consolidado, pois o espírito empreendedor de Antônio sabe que sem um diferencial competitivo será difícil ganhar escala de mercado e se destacar frente aos concorrentes.

Portanto, sua meta fica sendo, no curto-prazo, tornar se uma ferramenta conhecida pelos profissionais que necessitam dela, mas sem restringir o atual modelo de negócio frente a outras possibilidades que surjam para alavancar e diferenciar o empreendimento. Enquanto isso, para enfrentar a dura realidade de necessidade de fluxo de caixa, o VIZIR presta outros serviços de desenvolvimento web.

Bootstrapping

Outro ponto que achei interessante, é o fato de terem usado o método bootstrapping para investimento inicial na empresa. Esta forma de capitalização consiste em levantar recursos com os sócios e até mesmo amigos e parentes para iniciar o negócio. Antonio comenta que, mesmo que conseguisse investidor, poderia não valer muito a pena, pois se um negócio que é muito recente estiver num modelo que não será bem sucedido por ser fácil de replicar, o empreendedor acaba por prejudicar sua imagem ao vender uma idéia não muito boa. Uma vantagem que ele vê ao fazer bootstrapping, é o empreendedor se obriga a otimizar o uso de recursos, aumentando a filtragem na tomada de decisão com os gastos, já que estes parecerão doer mais, pois são recursos saídos de seu próprio bolso.

Dica de leitura: REWORK

Antonio deixou uma valiosa dica de leitura que recomendo, é o livro Rework, escrito por Jason Fried e David Heinemeier Hansson, sócios fundadores da empresa 37signals, ficou famosa pela criação do sistema Basecamp, criado para uso interno da empresa para gerenciar projetos e posteriormente disponibilizado como produto, ao ser notada a demanda por este tipo de serviço.

Os capítulos foram definidos como forma a repensar a sua empresa (e por isso o nome do livro é “Rework”). Fazem parte do livro: “Takedowns” (quebrando barreiras, numa tradução livre), “Go”, “Progress”, “Productivity”, “Competitors”, “Evolution”, “Promotion”, “Hiring” (contratações), “Damage Control” (tratando os problemas), “Culture”.

Abaixo, para aqueles que quiserem ler o livro em primeira mão, ele está disponível no Scribd em sua língua original, inglês.


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