7 Fundamentos para Empreender com Visão e Bem-Estar.

Aqui você encontrará 7 princípios fundamentais para empreender com qualidade de vida.

Preciso de Investimento para o Meu Projeto Startup!

Por quê? (Introdução)

Dica - Entenda a Demanda pelo Seu Produto.

Um conceito de extrema importância para todos os empreendedores.

Conheça o Gerador de Idéias do Startup Diário.

Inspire-se!

Startup Entrevista - PlataformaTec

Conheça um pouco mais da PlataformaTec em uma entrevista com Marcelo Park, um dos fundadores da empresa.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Um negócio não vende ideias, resolve problemas

Ideias para empresas não devem ser originadas simplesmente em algo legal e que se queira fazer, pois acredita se que outras pessoas vão achar legal e apoiar a ideia, porque no final das contas, o que sustenta um negócio é o preço que um publico-alvo está disposto a pagar para consumir algo que solucione seus problemas ou desejos. Tenho aprendido nos últimos anos a filtrar as "boas ideias" de projetos startups e de pessoas que querem empreender (inclusive eu).

O única coisa que motiva uma pessoa a gastar seus recursos em algo é a necessidade de resolver algo, seja um problema de comunicação (Skype), de localização (GPS), de relacionamentos para os introvertidos (Facebook e chat amizade), transporte em massa (Ônibus) ou mesmo a necessidade de ser reconhecido por outras pessoas, possuindo artigos exclusivos de luxo.

Porém, a maioria das pessoas com quem converso sempre está pensando na ideia delas e em como é legal, inovadora, mas não SE existe mercado. O que na maioria dos casos não pensam para saber se existe mercado e esquecem de pesquisar é: "Será que existe realmente um problema e as pessoas estão dispostas a pagar para ter esse problema resolvido?"

Vejamos um exemplo, temos um problema de desmatamento ilegal, este problema existe e é reconhecido mundialmente, foram formados grupos de proteção ambiental para ajudar a resolver este problema alertando as autoridades, mas quantas pessoas você conhece que contribuem para essas empresas, também conhecidas como ONG's? Você financia o trabalho dessas empresas?

Um caso prático que virou moda forte no Brasil em 2011 e 2012 foi o caso das lojas de frozen yogurt. Em cerca de um ano, a Associação Brasileira de Franchising informou que passou a ter cerca de 23 marcas no segmento e em poucos meses, no segundo semestre de 2012 diversas dessas franquias começaram a fechar as portas. Muitas lojas fecharam e de todas que eu fui (umas 5 de marcas diferentes), constatei que tinham estrutura para receber os clientes, o produto era bom e o preço padrão (cerca de R$10/100g), porém a maioria delas sempre estava vazia. Conclusão parcial, o consumidor não achou que valia a pena pagar o preço para ter um suposto problema resolvido, pois um sorvete substituía bem como sobremesa gelada ou doce refrescante e existem outras coisas mais saudáveis por um valor bem inferior.

Paul Graham, sócio fundador de uma das maiores incubadoras de startups do mundo, a Y Combinator, afirma que um dos erros mais comuns que as startups cometem é tentar resolver problemas que ninguém possui.

Mais do que ter uma ideia, esta ideia precisa resolver um problema que as pessoas realmente têm e que querem ver resolvido. Pode ser um problema pequeno, de um pequeno nicho, desde que as pessoas estejam dispostas a pagar você achou uma oportunidade a ser testada, aí é que podemos entrar no conceito de MVP (Minimum-viable product) do qual falaremos futuramente.

E hoje, a questão de inovação precisou invadir não só o desenvolvimento de produtos, mas também a parte financeira das empresas, trazendo inovação ao modelo de receita. Tomemos como exemplo o caso de empreendedorismo do Foursquare, ou Facebook ou até mesmo ONG's. São empresas que possuem uma atividade principal (core-business), como gamification de check-ins, manter contato com pessoas online e compartilhar seus interesses ou defender causas sociais. Porém, nesses negócios, quem paga a conta da empresa não são os usuários diretamente, mas os anunciantes e patrocinadores que querem ganhar visibilidade para sua marca, através de promoções, propaganda e publicidade.


Pensando em ajudar as empresas a focarem em seu core-business, a startup Conta Azul trouxe à gestão financeira um sistema para facilitar a vida de quem não é especialista, auxiliando no controle de fluxo de caixa, estoques, vendas e emissão de notas fiscais. Além de patrocinar este artigo.


Estamos a disposição para ajudar sua startup a pensar melhor sobre o problema que está querendo resolver ou sobre as ideias que tem, para falar com a gente basta mandar um email para contato@startupdiario.com.br.

Abraços!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Evento - ABF Franchising Expo 2013

A Maior Feira de Franquias do Mundo

A cidade de São Paulo recebeu nesta última semana a ABF Franchising Expo, denominada a maior feira de franquias do mundo. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) e nesta edição teve mais de 470 expositores, sendo estes as principais empresas de franchising, shoppings
e fornecedores de lojistas.

Segundo a ABF, o segmento de franquias no Brasil cresceu 16,9% em 2011 atingindo um faturamento de R$88,8 bilhões, sendo assim um dos setores de maior expansão no País. Atualmente o franchising representa 2,3% do PIB brasileiro. O segmento de shoppings atingiu a marca de R$108 bilhões em faturamento em 2011 e o prognóstico continua positivo, pois existe a expectativa e a previsão de abertura de mais de 40 novos empreendimentos ao longo de 2013.

Franqueado Empreendedor

O mercado de franquias se tornou uma opção muito interessante para aqueles que querem empreender sem se preocupar em desenvolver uma nova marca, processos, negociar com fornecedores, enfim, todos fatores inclusos na criação de um novo negócio. As franquias, principalmente aquelas bem formatadas, vem com o pacote pronto e todo suporte e treinamento para que o franqueado tenha sucesso, basta ter o dinheiro para investir, o que em muitos casos é o impeditivo ou o fator principal de risco.

A boa notícia é que segundo o Sebrae a taxa de mortalidade das franquias é de 15%, contra 80% dos demais negócios, isto é, a chance de dar tudo errado, apesar de existir, é bem menor.

Muitas coisas me chamaram a atenção nesta feira, e creio que é um ótimo lugar para todo empreendedor ir, mesmo não querendo investir diretamente em franquias. De todas as essas coisas que me atentei, pontuo três:
  1. Incrível força e presença das franquias de alimentação, é impressionante como os maiores grupos estão neste ramo e com uma força sem igual, além disso a maior variedade de negócios também está neste ramo. Continua sendo a força maior e permeando os sonhos de possíveis franqueados.

  2. O segundo ponto é a ascensão das franquias que envolvem algum conceito de sustentabilidade e saúde, seja em uma alimentação mais saudável e menos prejudicial ao ser humano, produtos naturais orgânicos, até cursos na área.

  3. Achei muito interessante o surgimento de mais franquias na área de construção civil. Não é dúvida para ninguém que vivemos um crescimento muito grande neste mercado e faltam profissionais qualificados. Neste espaço surgiram algumas franquias de preparação e treinamento de profissionais, bem como de gestão de construções e reformas.
Se você quiser saber um pouco mais da ABF, ver opções de franquias e pesquisar sobre o assunto. Dê uma passada em http://www.portaldofranchising.com.br/.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

7 fundamentos para empreender com visão e bem-estar

O Brasil chamou a atenção uns anos atrás por registrar uma das maiores taxas de empreendedorismo por necessidade (necessity-driven) do mundo, frente ao empreendedorismo por oportunidade (opportunity-driven). Ou seja, grande parte do empreendedor brasileiro normalmente empreende porque precisa e não tem outra opção, ao contrário dos que empreendem por oportunidade, que têm um olhar diferente e buscam explorar o que consideram uma oportunidade, mas ainda tem a opção de se manter em um emprego fixo.

Independente dessa motivação inicial, normalmente os empreendedores se enterram na ainda tão admirada cultura workaholic ou, como outros preferem dizer, que não são viciados no trabalho, mas em gerar resultados e muitas vezes realmente precisam. Porém, quando começamos uma atividade de longo prazo com vícios ou maus hábitos estes tendem a permanecer até que sejamos forçados a mudar, por isso estabeleça uma "rotina" que te ajude a ser mais produtivo e manter uma qualidade de vida elevada (entenda aqui, saúde física e mental).

1- Defina primeiro onde você quer que sua vida chegue e a partir disso poderá com maior facilidade tomar decisões na sua vida que o direcionem para onde você quer chegar, caso contrário continuará tomando rumo ao desconhecido, "correndo atrás do rabo" e sem objetivo, muitas vezes deixando passar coisas, pessoas, experiências muito preciosas.

2- Missão, visão e valores não são importantes apenas para as empresas, mas são fundamentais para as pessoas. Parafraseando o Gato de Alice no País das Maravilhas: “se você não sabe onde quer chegar, tanto faz onde chegue”. Sucesso ou fracasso nesse caso estão indefinidos. Alegria ou tristeza serão momentâneos. Instabilidade emocional e financeira serão constantes.

Imagine-se num ponto de ônibus parado. Vem um ônibus bonito e aparentemente confortável, você consome seu dinheiro e entra nele. Percebe que esse ônibus está cheio e acaba ficando em pé e desconfortável. Então decide descer e pegar outro ônibus em outro ponto, fica esperando por horas até que vem dois ônibus, você decide pegar o que parece ser mais rápido, mas quando entra percebe que o caminho que ele tomou é cheio de buracos. Mas ainda assim, depois de tudo isso decide mudar de ônibus de novo. A grande questão dessa história não é qual ônibus escolher, mas onde se quer chegar. De nada vai adiantar pegar o melhor, o mais rápido, o mais confortável, o mais legal, o que faz o caminho mais tranqüilo  o mais importante é o destino do ônibus. Porém, a maioria das pessoas vive sem definir o destino e fica pulando de um ônibus para o outro.

3- Além disso, a maioria dos empreendedores de sucesso começaram ou a partir de um hobby ou uma necessidade pessoal, como o Foursquare, ou outra atividade em que tinham prazer e não simplesmente um trabalho qualquer que faturasse dinheiro (para isso existe uma grande variedade de um empregos fixos).

Pense em como monetizar as atividades que você gosta. Por exemplo, um caso real mas bem ilustrativo que conheço. Uma amiga minha sempre foi apaixonada por fotografia, tirava muitas fotos pelo prazer de registrar momentos e as imagens que registrava sempre foram excelentes. Graças a esse “dom natural” que ela foi aperfeiçoando, a necessidade de uma renda extra e a coragem de investir, começou seu negócio. Ela percebeu o tipo de público com o qual gosta de lidar, investiu em equipamentos e em um site e seu slogan partiu de algo que sempre viveu “fotografia com o coração”. Seu projeto vem dando certo e continua no caminho para a sustentabilidade financeira com prazer no que faz.



4- Tenha amigos conselheiros, que estão sempre dispostos a ouvir, trocar ideias e acrescentar algo mais a sua vida. Aqueles em quem você confia e tem prazer em escutar. Pessoas que você gosta muito e também quer somar algo na vida delas, podendo amadurecer juntos. Se não conhece pessoas assim, comece a participar de encontros de empreendedores, onde tem espaço para fazer networking e a compartilhar ideias de projetos com outros amigos, quem sabe você não conhece pessoas que tenham os mesmos interesses que você e queiram compartilhar e caminhar juntos.

5- Ajude alguém, seja com trabalhos sociais, com doações de cesta básica, brinquedos ou qualquer outra coisa, mas se envolva com pessoas necessitadas e veja o quanto você pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. Deixe-se levar pelo amor ao próximo.

6- Reserve um dia na semana para que você durma pelo menos 8h em uma noite e que você possa se dar ao luxo de fazer nada neste mesmo dia. Aperte sua agenda durante os outros dias e coloque prioridade no seu dia de descanso, não permita que nada atrapalhe, é uma escolha sua, basta se esforçar. Se possível tenha também outros dois dias na semana em que você possa acordar uma ou duas horas mais tarde, dessa forma seu organismo responderá com mais disposição, devido a quebra na rotina. Isso ajudará suas ideias a terem mais espaço para fluírem para fora da caixa e aumentar sua capacidade de inovação e criatividade.

7- Valorize o que realmente tem valor, mantenha suas raízes preservadas. Reanime o prazer que você tem nas coisas simples da vida. O prazer em caminhar descalço na grama, na areia, mergulhar no mar, no lago, andar a cavalo. Estar com a família, filhos, irmãos e amigos. Cozinhar, pintar, ouvir suas músicas preferidas meditando com atenção na letra. Tenha equilíbrio em sua vida. Dê vazão ao seu eu mais profundo, para que ele empreenda com você.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dicas - Empreendendo com Impacto

Desde que comecei a conhecer melhor esse tão falado “mundo do empreendedorismo e das startups” percebi que as pessoas tem essa forte tendência a pensar que inovação, empreendedorismo e startups devem ser tecnológicos e/ou digitais, contudo quero reforçar minha posição de que isso é só a ponta do iceberg, pois nós vivemos num mundo físico, psicológico e espiritual e não num mundo virtual, onde o sucesso pode determinado por características de um personagem ou produto que construímos como se fossemos Deus (ou programadores), com uma moeda que nem existe.

Falo isso não para criticar as startups digitais, que por sinal são muito legais e tem provocado forte impacto no “mundo offline”, como é o caso do Peixe Urbano, Guidu, Facebook, Catarse, Ewiks e muitas outras startups que tem movimentado dinheiro no mundo real e não ficando apenas no virtual. Mas é que no final das contas o que importa é o mundo em que vivemos e a vida prática que temos.

Se montamos um negócio que não gera muitas vagas (diretas) de trabalho, não produz impacto social em uma comunidade e nem ao menos transformação (positiva) na maneira de pensar das pessoas, não acredito que seja um negócio que vale a pena ser vivido, pois já que é para eu gastar 50%-80% do meu dia num negócio, que seja algo que não faça com que o mundo aí fora continua o mesmo e eu com minha vidinha fútil ganhando dinheiro, trabalhando (que nem louco), acumulando recursos, para que daqui a alguns anos eu morra e tudo fique para minha família, que poderá continuar um pseudo-ciclo da vida.

Acredito sim que o processo de planejar uma startup, desenvolvê-la e levá-la ao “sucesso” é muito emocionante e bacana (e fico empolgado só de pensar)! Contudo, quando esse processo começa a envolver muitas pessoas, melhorar a vida delas e se tornar tão duradouro quanto o conhecimento, que pode ser perpetuado enquanto existirem pessoas dispostas a praticá-lo, aí sim podemos pensar na possibilidade de sucesso. Quando pessoas que não têm acesso a educação necessária passam a tê-lo; pessoas famintas passam a ser alimentadas; os “excluídos” a ganharem autoestima e dignidade para viver; regiões destruídas serem reconstruídas, não com doações apenas, mas com uma mão-amiga e amável presente (indo até o local); ou simplesmente aprendendo a ouvir as pessoas.

Isso me lembra de uma mulher que se colocou na rua para tricotar e para ouvir as pessoas. Quem de nós não quer ser ouvido? Quem aqui faz isso gritando? Ou faz isso por meio de um empreendimento de sucesso? Mais do que imagem ou ver o resultado impresso num demonstrativo de resultados, quero ver negócios que mostram o resultado com o testemunho de vidas transformadas.

Um exemplo é um dos projetos do Afrika wa Yesu, com seu chamado Centro Vocacional de Nacala em Moçambique, que consiste em ensinar princípios básicos de negócios, como gestão e pesquisa de mercado, e a arte da carpintaria, doando ferramentas para a pessoa sair e abrir um negócio próprio, já que lá o trabalho é todo manual. Alguns já estão sustentando suas famílias com seus pequenos negócios abertos depois do curso de carpintaria.

Além disso eles são motivados a transmitir esse mesmo conhecimento em pequenos grupos nas comunidades onde vivem. Essa é uma das características cruciais de negócios de impacto, o empowerment ou empoderamento, onde o público consegue transmitir para outras pessoas o conhecimento adquirido, permitindo seu desenvolvimento e sustento pessoal, na maioria das vezes também o desenvolvimento econômico da região.

Mas, OK! Tudo isso porque eu queria apresentar mais uma startup com quem tive o prazer de falar com um dos fundadores.Chamada Rabisquedo, que cria um brinquedo originado nos desenhos imaginários das crianças que lhe é apresentado. Com o desejo de integrar uma rede de artesãs para este trabalho Bruno Abdelnur tem buscado conhecimento e parceiros que possam ser de ajuda mútua. Como nosso amigo do Startupeando já escreveu um artigo bem resumido sobre essa startup que tem potencial para impactar muitas pessoas dependendo do rumo e do modelo de negócios escolhidos, deixo para vocês a minha recomendação de leitura do artigo deles.

Para os demais deixo meu grande abraço e disposição para uma conversa aberta sobre algo que acharem interessante: contato@startupdiario.com.br.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dicas - 7 Mitos do empreendedorismo via Instagram

Recentemente assisti a uma palestra muito boa com os fundadores do Instagram em Stanford, via Youtube, e resolvi compartilhar um pouco daquilo que eles transmitiram e de meus pensamentos a respeito.

Eles falaram principalmente de aspectos do empreendedorismo que muitos tomam como verdades, enquanto são apenas mitos ou falta de esclarecimento.

Mito 1: Você pode aprender a ser empreendedor lendo livros, blogs e indo em eventos.
Realidade:
  • Nunca os aspectos práticos da vida serão substituíveis pela teoria dos livros, principalmente ao que se refere ao ambiente que você está enfrentando, que não pode ser controlado. "Um dia de trabalho vale mais do que um ano de leitura";
  • Na vida real na maioria dos casos não temos informações suficiente para seguir em frente com nossos planos, exigindo coragem, que é algo emocional e não pode ser sentido durante uma ilustração;
  • Você só sente na pele, quando precisa abrir mão do seu tempo e de coisas que considera importantes para poder se dedicar a este projeto, entrando num conflito do que é mais valioso para você;
  • Faça com que o trabalho seja divertido, mas mantenha o comprometimento, pois perder dinheiro não é brincadeira.

Mito 2: Startups são iniciadas somente por estudantes da área de tecnologia.
Realidade:
  • A facilidade que esses caras tem é que eles estão acostumados a prototipar seus projetos, que é uma grande vantagem, mas nada que um um pouco de vontade e prática as pessoas que são formadas em outras áreas não consigam fazer. Posso citar como exemplo o caso de uma startup que foi acelerada pela equipe da Techstars, Everlater, cujos fundadores, quando tiveram a ideia ainda eram profissionais da área financeira e sabiam nada de programação;
  • Aliás, as vezes é até melhor que não se tenha formação na área de tecnologia, pois isso pode restringir sua visão inicial sobre negócios, se focando demais na criação do produto, correndo o risco de escalá-lo prematuramente (que é um dos maiores motivos porque as startups falham segundo o Startup Genome Report);
  • Se você quer construir uma startup tecnológica ou de qualquer outra área, mas não é especialista em algo extremamente necessário para o tipo de empresa, sugiro que se atente aos ambientes que freqüenta. Algumas das pessoas mais valiosas e especialistas em negócios, investimentos e tecnologia podem estar sentadas ao lado de vocês ou na fila de espera, vocês só precisam conversar e se conhecer. Aprenda a ter a mente aberta para conversas e não ter medo de compartilhar ideias e pedir opinião das pessoas nos eventos, na faculdade, no trabalho, etc.
Mito 3: Encontrar uma solução para o problema é a parte mais difícil.
Realidade:
  • Encontrar o problema a ser resolvido é a parte mais difícil. E os fundadores do Instagram fizeram seu brainstorming pensando ”quais os problemas existentes em fotos em aparelhos móveis?” e listaram os cinco principais problemas. Daí foi uma crescente até chegar onde estão hoje;
  • É fácil construir soluções para problemas que ninguém tem. Então, tome cuidado com o foco do projeto em que está trabalhando e leve seu produto até os possíveis clientes/usuários o quanto antes, para que eles experimentem e transmitam para você a realidade;
  • Não precisamos ter medo de resolver problemas simples e às vezes com soluções simples.

Mito 4: Trabalhe meses construindo um produto robusto em segredo, então lance-o ao mundo.
Realidade:
  • Você não consegue feedback rápido o suficiente para saber se está construindo o produto certo;
  • Colocar o seu produto em frente às pessoas para validá-lo é uma das experiências que mais abre o olho do empreendedor. Parafraseando Steve Blank, nenhum protótipo sobrevive ao primeiro contato com o cliente/usuário;
  • Falhe o mais cedo possível e freqüentemente, mas com um baixo custo.

Mito 5: Comece uma guerra de lances entre os VCs com seu pitch (apresentação).
Realidade:
  • Consiga apenas dinheiro suficiente para fazer o negóciodecolar, com certeza é menos do que você espera;
  • Otimize seu produto pelas pessoas e não pelo valuation, pois obter investimentos para sua startup não é para ficar rico e ganhar mais dinheiro, mas para desenvolver um bom produto, melhorar a equipe e vender mais. Dinheiro será consequência;
  • Foque no protótipo e não na apresentação, ele fala mais do que uma apresentação teórica. O protótipo fala por si o que está sendo oferecido, pois é mais tangível. Enquanto que numa apresentação não há clareza total no funcionamento dos produtos e pode acabar iludindo a platéia, de forma positiva ou negativa.
Mito 6: Começar uma companhia é igual a construir um produto.
Realidade:
  • Os esforços na verdade se dividem quase 50% para construir um produto e 50% para outras coisas, ou seja exige muito mais trabalho do que se imagina;
  • Construir um time é muito importante para que consiga construir uma companhia. Recrutar, construir e gerenciar uma equipe;
  • Conseguir investimentos/ funding pode tomar muito tempo, por isso deixe para depois.
  • Gerenciar seu fluxo de caixa, emissão de notas, preencher formulários, pensar em seguro, acessórios do escritório, etc. toma bastante tempo do seu dia, principalmente se ele é igual ao meu, tem apenas 24 horas.
Mito 7: Startups de sucesso surgem de uma única grande idéia
Realidade:
  • A primeira idéia normalmente não é a última. E se for pode ter certeza que o negócio não dará certo, pois para sobreviver as empresas precisam recriar seus produtos/serviços constantemente;
  • Idéias são fruto de iterações com usuários/clientes, o que ajuda na identificação de problemas a serem solucionados;
  • Compartilhar e discutir ajuda a refinar cada uma das idéias. Não no bar, porque lá as pessoas estão interessadas em fazer outras coisas;
  • A idéia é apenas um tema que você tem a seguir para todas as próximas inspirações, ela é o problema que você quer resolver, a pergunta que quer responder.
Mito 8: Grandes startups acontecem repentinamente.
Realidade:
  • Sucesso do dia para a noite demora alguns anos, assim como o Twitter, demorou uns 5 anos, e a Rovio Entertainment, desenvolvedora de games, que levou quase uma década para emplacar um game de sucesso, o Angry Birds;
  • Sucesso é fruto de um caminho construído ao longo do tempo.
  • O sucesso parece obvio numa retrospectiva, mas na realidade não foi assim tão simples;
  • Pare de pensar no destino e comece a pensar nos próximos passos e no caminho que você tem a passar. Afinal, a jornada tem que ser tão prazerosa quanto o destino.
  • Instagram conseguiu milhares de usuários e em menos de 24 horas e apesar disso ser atribuído a umas série de divulgação por grandes usuários de comunidades específicas, não foi uma ação planejada, mas eles acreditam que isso pode acontecer com qualquer um que tenha um produto útil e prático.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Eventos - Br NewTech: Resultados e impactos no ano para o empreendedorismo

Esta semana, recepcionados pela Vivo/Telefônica, que começou a se envolver fortemente no mundo do empreendedorismo com o programa de aceleração Wayra, Bedy Yang (fundadora do Brazil Innovators) e Flavio Pripas (do fundador do Fashion.me) apresentaram mais uma edição do BRNewTech, o evento de empreendedorismo digital brasileiro que ganhou a maior atenção de empreendedores e principalmente de investidores do Brasil e de outras partes do mundo, incluindo Vale do Silício.

O BRNewTech, que completa um ano essa semana, desde sua primeira edição só ascendeu ao sucesso, trazendo sempre consigo uma rede de empreendedores engajados em desenvolver negócios e investidores dispostos a instruir empreendedores em como construir uma boa estratégia de negócios. Acabou que este evento impulsionou um ambiente de desenvolvimento de negócios no Brasil, sendo fonte de inspiração para que acontecessem outros eventos regionais organizados pelos próprios empreendedores na maioria das vezes.

Como sempre, desta vez estavam presentes muitas "celebridades" da cena empreendedora brasileira: Felipe Matos fundador da aceleradora Startup Farm; Cássio Spina; fundador da rede de investidores anjo Anjos do Brasil; Marco Gomes, fundador da boo-box; Daniel Izzo, sócio do fundo de venture capital para negócios de impacto social Vox Capital; Diego Remus do site de notícias de empreendedorismo e startups Startupi; Ted Rogers sócio da Arpex Capital e muitos outros além dos fundadores de algumas startups como Ledface, Agendor e Colorcube Games.

Cada um dos palestrantes teve oportunidade de compartilhar um pouco do que foi destaque para ele neste ano e dentre os aspectos mencionados destaco alguns deles abaixo:

  • Aumento na qualidade e conhecimento dos empreendedores;
  • Difusão de uma cultura importada do Silicon Valley, berço de gigantes da tecnologia;
  • Mudança no pensamento e comportamento dos empreendedores brasileiros;
  • Reavivamento no ambiente startup no mundo, "pós-bolha", fazendo com que investidores acordassem e empreendedores agissem;
  • O crescimento de uns 300% no número de fundos que investem em empresas startups e um crescimento talvez ainda maior no número de empreendedores de startups no Brasil;
  • Aumento drástico no número de programas de aceleração, talvez chegando a dezenas, com destaque para o Startup Farm que teve duas edições (SP e RJ) e agora está com as inscrições abertas para quem quiser participar em Belo Horizonte;
  • Destaque também na aceleradora que tem muito para crescer internacionalmente que é a 21212, que faz ponte Rio de Janeiro e New York, contando com muitos mentores em sua rede americana;
  • Expansão do conhecimento empreendedor através de um aprofundamento de temas como Business Model, Lean Startup, Customer Development e Open Innovation;
  • Criação da Associação Brasileira de Startups e da rede de investidores-anjo Anjos do Brasil;
  • Possível bolha de startups brasileiras nos próximos 2 anos, o que é normal, até que a economia esteja bem apropriada e acostumada ao surgimento dessas empresas.
  • Destaque do Brasil no cenário internacional, como sendo o próximo vale (do Silício!?) de oportunidades.
Quando souberem de outros eventos ou quiserem ajudar na divulgação nos escrevam (contato@startupdiario.com.br), que talvez possamos publicar algo a respeito. 

Grande abraço!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Preciso de investimento para o meu projeto startup! Por que... (Introdução)

Sabe quando você está cansado de ouvir sempre a mesma pergunta e as mesmas frases:

“Eu tenho uma idéia e só preciso de dinheiro para...”
“Montei o protótipo de um projeto, mas preciso investir X milhões em marketing para atrair usuários...”
“Tenho um projeto, mas não posso divulgar exatamente, mas é algo no segmento de ... será que você pode me ajudar a conseguir um investidor!?”

Estou achando incrível como muitos empreendedores só sabem pensar em conseguir funding – investimentos – para sua ideia/projeto/negócio, sem nem mesmo colocar em prática.


Obs: Minha intenção aqui não é ser um chato crítico, mas conceder algumas críticas construtivas que possam ajudar os empreendedores a melhorar a qualidade de gestão de seus negócios e ajudá-los a evitar problemas com investidores.

Amigo, primeiro vai executar seu projeto, conseguir alguns users, provar que isso é um negócio e não somente um produto, que você e seus sócios têm capacidade e vontade de executar, que os objetivos são coerentes com a realidade e que dá para conseguir escalar e lucrar com esse projeto! Depoooois você peeeensa em obter recursos de investidores.


Tem gente que pensa que é de graça que se recebe investimentos: “Eu dou 10% de participação e ele investe R$100.000 no meu projeto!”. Cara cai na real!!! Você quer vender algo que nem sabe quanto vale, por um preço que nem sabe se é viável, na expectativa de um retorno que nem sabe se existe! Te pergunto você sabe o que é valuation? Sabe como se calcula?

Eu te respondo. Esquece valuation! Foco no business my friend!

Você “dar” a participação de seu negócio para um investidor significa que ele se tornará o seu sócio capitalista, ou seja, ele também manda na empresa. É mais importante um investidor que possa ser mentor contribuindo também com sua experiência do que um investidor que entre apenas com recursos.

De qualquer forma, primeiro faça seu negócio ser independente de terceiros, depois se você considerar necessário um investimento muito alto que não é possível conseguir sozinho, com a própria geração de caixa do negócio, aí sim você pensa em obter recursos.

Ia chamar este artigo de “Carta a um futuro empreendedor”, mas achei o nome muito amplo e quase trivial (mas talvez use futuramente). De qualquer forma existem muitas cartas a serem escritas aos empreendedores e àqueles que desejam empreender.

Dentre as cartas (emails) que eu escreveria (e já escrevi) para alguns aspirantes a empreendedor, normalmente tudo começa quando me falam: “Preciso de ajuda para conseguir investimento para minha idéia / projeto / negócio!”.

Por favor, gostaria declarar esta série de artigos como ALTAMENTE RECOMENDÁVEL aos futuros empreendedores, pois assim otimizamos o tempo dos investidores, dos mentores e dos próprios empreendedores, melhorando também o potencial das startups e do empreendedor brasileiro.

Caros amigos aspirantes e empreendedores, eu não sou empreendedor (ainda), não sou investidor (de startups) e não sou mentor (profissional). Mas coloco diante de vocês alguns aspectos sobre negócios, empreendedorismo e startups e desenvolvimento de produtos/clientes que merecem atenção séria antes de buscarem um investidor. Abaixo vocês encontram alguns dos tópicos que vou abordar nas próximas semanas:

Abordarei muitos outros assuntos, mas esses são alguns tópicos provisórios do que vou falar e para que fiquem atentos desde já. Espero que contribuam com suas sugestões sobre temas e com seus comentários para melhorar a qualidade do conteúdo que publicamos aqui.

Se acharem critico de mais, de menos ou quiserem complementar, por favor deixem seus comentários. Quanto mais útil puder ser o artigo melhor.  Podem nos enviar um emails para contato@startupdiario.com.br (por favor sem spam).

Fica aí um grande abraço e meu desejo de boa sorte! =)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Caso Foursquare: Comece um negócio resolvendo um problema, o seu!

Foi assim que Dennis Crowley, fundador do Foursquare, colocou em prática a criação de um dos aplicativos mais famosos do mundo.

Depois de experimentar um aprendizado trabalhando no Google e em outras startups da época, Crowley teve umas idéias, que hoje fundamentam o sucesso do Foursquare e sua inovação de  usabilidade.

Primeiramente, para aqueles que não sabem, o Foursquare trata-se de um aplicativo para smartphones (Iphone, Blackberry, Android), que se utiliza de um sistema de geolocalização indicando para o usuário estabelecimentos na região onde ele se encontra, como restaurantes, bares, hotéis, igrejas, escolas e outros tipos, podendo ainda serem adicionados outros locais pelos próprios usuários (Ex. Casa da Maria). Então, depois de encontrar o estabelecimento onde você se encontra, você faz o chamado "Check in" e registra sua passagem por lá, desta forma ganhando pontos para concorrer com seus amigos e ganhar os famosos badges, que são como distintivos por conquistas atingidas.

O conceito de "Check in" para aplicativos, passou a ser usado por Crowley, quando, depois da bolha da internet em 2001, ele e muitos de seus amigos ficaram desempregados e acabaram se dispersando, passando a não vê-los mais. Então teve a ideia de criar algo para que ele e seus amigos pudessem saber onde cada estava e o que estava fazendo, para que facilitar o encontro entre eles (de uma forma bem nerd/geek eu diria). Daí surgiu uma de suas primeiras startups, a Dodgeball, que em 2005 foi comprada pelo Google.

A geolocalização já estava em seu sangue por já ter trabalhado em outras startups que envolviam este tipo de tecnologia, apesar de inicialmente ainda ser um mercado muito restrito, pois apenas tinham disponível a conexão WAP dos celulares. Depois de vender a Dodgeball, trabalhou ainda numa startup de jogos mobile  chamada Area/Code, foi isso que motivou a Dennis Crowley inserir conceitos de jogos em suas idéias, como pontos e objetivos.

Mas a inovação seria trazida pelo Foursquare, que foi um aperfeiçoamento e continuação da antiga Dodgeball. Anos depois com o aplicativo rodando foi que deram origem ao conceito de badges, que são as medalhas ou troféus em reconhecimento por metas atingidas, desta forma, dando ao aplicativo uma característica de game e saindo da monotonia de check in estático.

Quando Dennis Crowley criou o Foursquare não esperava revolucionar o mundo, mas sim proporcionar as pessoas uma nova forma de interagir, baseado em problemas reais, os dele mesmo. Ele viu outras startups antes dele fazerem coisas parecidas mas tinha o desejo de melhorar e conceder algo melhor ao mercado, assim ele pode se realizar.

Hoje o Foursquare já passa os 10 milhões de usuários e é um sucesso mundialmente (confira essa matéria, em inglês, com infográficos muito interessantes), com mais de 3 milhões de checkins diariamente. Tudo graças a uma necessidade que ele queria suprir. Sendo assim, fica como dica uma frase de uma entrevista concedida por Dennis Crowley sobre o sucesso do aplicativo:

"We’re trying to build things that our friends want to use and that real people use(...)"

Tradução: "Estamos tentando construir coisas que nossos amigos querem usar e que pessoas reais usam."

Acredito que uma empresa, seja ela um novo negócio ou não, deve se focar em resolver os problemas de alguém, mas quando esse problema é o do próprio empreendedor, a solução criada tende a ser um produto criado com muita paixão, bastando depois que existam milhares de outras pessoas querendo a mesma solução!

Não esqueçam de deixar seus comentários e ideias, quem sabe nosso gerador de ideias chega lá um dia! Qualquer sugestão ou ajuda que precisarem podem mandar um email para o contato@startupdiario.com.br.

Forte abraço!

Fonte: STARTUPS OPEN SOURCED - Stories from startup founders to inspire and educate

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Resenha Livro: Zappos.com - No caminho do lucro e da paixão

O livro "Satisfação Garantida: No caminho do lucro e da paixão" ou "Delivering Happiness" em sua versão original em inglês, trata da história da vida de Tony Hsieh (ao que parece pronuncia-se "Shay"), asiático-americano, que em 1996 fundou a LinkExchange, que recebeu uma oferta de US$1 milhão cinco meses após sua fundação, contudo recusou essa oferta. Em 1998 a LinkExchange foi vendida para a Microsoft por US$265 milhões. Posteriormente Tony participou da criação de um e-commerce de sapatos que obteve quase nenhuma venda em 1999 e disparou para mais de US$1 bilhão em cerca de 10 anos e um portfolio que hoje inclui diversos tipos de produtos e não apenas sapatos.

Em seu livro, Hsieh conta a história de seu caminho empreendedor e mostra que de fato o que deve mover um verdadeiro empreendedor é a paixão e não o dinheiro, característica clássica de muitos grandes empreendedores.

Foi por volta dos seus 12 anos que criou seu primeiro negócio, após ter sua atenção chamada por um anúncio de um método manufatureiro de fazer broches (buttons) em casa, que lembrou-se de um catálogo chamado "Free Stuffs for Kids", no qual eram anunciadas as vendas por correio de produtos de até US$1, porém notou que não havia ninguém vendendo broches. Então, sua decisão foi de conseguir levantar capital, seu primeiro funding de US$100 veio de seus pais (angel investors) para investir neste negócio.

Após duas semanas de espera, o jovem garoto asiático recebeu a primeira encomenda de broche e seu primeiro dólar de vendas, que obviamente foi usado para amortizar sua dívida e, acreditem ou não, no mesmo mês já havia devolvido o dinheiro aos pais e fechado com lucro de US$100. O negócio durou todo seu ensino fundamental, período no qual conseguiu obter um faturamento de US$200 por mês.

Como fato curioso e de extrema valia: Ainda nos primeiros anos de faculdade, quando precisava estudar o conteúdo de um semestre inteiro em uma semana, Tony montou uma rede colaborativa de estudos onde os estudantes cadastrados recebiam 3 temas aleatórios dos 100 que poderiam cair na prova e tinham que dissertar a respeito, como um simulado. Além de aproveitar este conteúdo para seus estudos pessoais ele ainda lucrou, montando apostilas com as respostas dos alunos e vendendo-as para quem participou do grupo por US$20 cada. Crowdsourcing total!

Depois disso, ainda durante a faculdade, se aventurou em ser dono de uma lanchonete, onde começou a desenvolver o que futuramente faria parte da cultura da Zappos.com, a preocupação com o bom atendimento e suprindo as necessidades dos clientes.

O que tornou a Zappos famosa, além do seu crescimento rápido, foi a sua forte cultura com valores bem fundamentados e praticados, como transmitir UAU sempre, supreendendo o cliente; ser apaixonado e determinado; abraçar e conduzir mudanças; e fazer mais com menos.

Mas o que me marcou mesmo no livro é como Hsieh entregou sua vida literalmente a esse negócio, ele chegou a vender todos seus imóveis e bens numa situação em que a Zappos ainda estava em funcionamento, porém sem capital algum e não estava conseguindo nenhuma notícia positiva de receber investimentos, já que o mundo acabara de passar pelo boom das ponto-com e muit.

Sugiro a leitura deste livro para que aqueles que querem saber como lidar com as oportunidades de negócio que aparecem, entender o que é empreender com paixão e as dificuldades que deve estar disposto a passar e  mais importante do que tudo, para que repense, como eu o fiz, o que é mais importante na sua vida, será realmente esse negócio no qual está se envolvendo!?

Isso aí pessoal, se você leu algum livro que acha que tem uma ótima aplicação para empreendedores ou gostaria de transmitir seu ponto de vista àqueles que estão começando a empreender agora, não deixe de entrar em contato conosco no email: contato@startupdiario.com.br.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Entrevista - Amazon Startups

Acelerando startups na região norte do país!

Há algum tempo conversei com Claudio Brito, empreendedor e investidor-anjo que criou junto com uma equipe a Amazon Startups.

Amazon Starting-up

A idéia partiu de um Podcast que ele e seus amigos, também sócios de uma empresa em que já investe, a Onsee, onde estavam com disposição e intenção de incentivar o ambiente empreendedor na região norte do Brasil, mais focados em Belém, onde estão sediados.

Começaram bem discretamente com eventos na região e participando de outros eventos como o IBM SmartCamp  e até mesmo no Geeks on a Plane - #GoaP - São Paulo , para conhecer melhor as formas de investimento e de empreender ilustrada por brasileiros, americanos e empreendedores/investidores do mundo todo.

Desenvolvimento e empreendedorismo regional

A intenção da Amazon Startups é fomentar o empreendedorismo na região norte do país, mostrando que a região não é só privilegiada no setor agro e ambiental, mas também tecnológico, internet e de inovação. Ela deverá se encaixar no conceito recém estabelecido de aceleradora de startups.

Enquanto nas incubadoras o empreendedor tem um corpo técnico a sua disposição e um espaço para trabalho por um valor fixo mensal, o modelo de aceleradora também fornece o famoso mentoring, ou seja, dar orientação por meio da experiência de cada um dos mentores da aceleradora e a possibilidade de uso de seu networking.  Além disso, a Amazon Startups também vai preparar os empreendedores e as startups para se encontrar com investidores que eles mesmos conseguem por meio de networking próprio.

Dentre os modelos iniciais para acelerar empresas a Amazon tem ainda hoje como forte seu espaço de coworking, que foi dividido para as duas empresas já citadas Onsee e Exodus. Mas recentemente já faz parte de seu portfólio um negócio ainda em sua fase de planejamento/early-stage que é a Vamus, uma empresa de crowdfunding para a realização de eventos na região de Belém.

Em atividade desde o início deste ano, a equipe da Amazon já conseguiu atrair o empreendedor e investidor-anjo Pierre Schurmann, que sempre consegue cativar o público com suas histórias de empreendedorismo e transmitir lições aos empreendedores.

Mesmo a região tendo se mostrado pouco amadurecida no quesito empreendedorismo e startups hands-on (mão na massa), a intenção é que a Amazon Startups continue a capacitando (futuros) empreendedores em seus eventos abrindo espaço para apresentação – pitch - de novos negócios. E futuramente participe da criação de muitos negócios na região, onde já conseguiu chamar a atenção de instituições públicas, acadêmicas e também de investidores e mentores de outras partes do país.

Sugestão de Leitura

Apesar de sabermos que existem muitos bons livros para os empreendedores e para aqueles que ainda vão empreender, Cláudio Brito deixo como principal dica a leitura do livro Startup de Jessica Livingston.

Este livro ficou bastante famoso por apresentar casos de empresas, que antes eram startups, e hoje já são gigantes em seus nichos. A autora expõe entrevistas com CEOs e fundadores de empresas como Steve Wozniak, da Apple Computer, Blake Ross do Firefox, Tim Brady do Yahoo! e de outras empresas como Hotmail, Gmail, PayPal, Adobe Systems e PyraLabs(Blogger.com).

Neste livro pode se esperar aprender como os grandes empreendedores convenciam as outras pessoas que sua idéia era realmente boa e também o que tornava seu negócio inovador e como tornavam-se grandes oportunidades para investidores.

Se você tem uma startup ou uma experiência como empreendedor que gostaria de compartilhar, entre em contato conosco deixando um comentário ou através do email contato@startupdiario.com.br.


Grande abraço!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pare de trabalhar e empreenda!

A maioria das pessoas sonha em ter o próprio negócio e ser o próprio chefe. A minoria planeja abrir um negocio e apenas um pequeno percentual se torna efetivamente um empreendedor.

Muitas pessoas acabam deixando de empreender por comodidade de ser empregado, onde aparentemente não precisam arriscar muito, tem quase garantida uma renda no final do mês e não estão dispostos a estudar e pesquisar oportunidades de mercado.

Contudo, é aí que se abre uma brecha para aqueles que são eficientes no pensar e pouca paciência em apenas planejar, ou como diz o título do livro que comecei a ler recentemente, aqueles que Do more faster (Faça mais rápido).

As pessoas acham que o reconhecimento vem quando se acomodam numa cadeira de um escritório imponente ganhando seu salário fixo e ainda podem ser recompensados com bonus. Para esses eu digo:

ACORDA!!! A sensação de expor suas emoções e seus pensamentos para o mundo no formato de um negócio vai te trazer muito mais satisfação. É quase igual a ter um filho!

Sim! Mesmo sem ter um filho, eu sei que exige responsabilidade, tempo, disposição, dinheiro e muita paixão (Veja o caso dos garotos do Catarse)! Sem esses ingredientes dificilmente você conseguirá ser um empreendedor bem sucedido. Mas com eles, você terá a satisfação de ver algo que você criou crescer, alcançar pessoas em diferentes lugares e quem sabe se tornar líder, mesmo que apenas regional e com isso terá mais motivação para acordar todos os dias e ir trabalhar.

As maiores diferenças se compararmos o empreendedorismo com um emprego fixo são que, ao contrário de um emprego que obriga você a acordar sempre no mesmo horário e você já sabe o que esperar de sua remuneração, no empreendedorismo você tem sempre algo a mais te esperando no dia-a-dia. Além disso, já conheci muitas pessoas que ficaram anos numa empresa e fizeram sua vida lá, ganhando bem e sendo um ótimo funcionário, mas no final o que ganhou foi um pé na bunda, pois mesmo que você seja bom, um dia a empresa precisará renovar a equipe, por qualquer que seja o motivo.

Tenha no empreendedorismo um hobby, envolva sua família, seu melhor amigo, seus filhos e ensine/aprenda com eles formas de ganhar dinheiro inovando e ainda se divertir. Pode ser comprando um carrinho e indo vender açaí na praia aos finais de semana ou vendendo miojo próximo a sua faculdade, até mesmo alugar um local na região onde você trabalha e montar um banheiro particular (curioso) ou simplesmente montando um site da sua lojinha para receber pedidos pela internet e até mesmo montando seu próprio aplicativo para IPhone.

Enfim, eu respeito aqueles que são bons profissionais no ambiente em que atuam e sempre admirei muitos deles. Então, caso você realmente não tenha vontade de abrir um negócio e empreender, porque não ser um empreendedor corporativo na empresa em que você trabalha? Pergunte-me como...Pois esse assunto fica para um próximo artigo.

Caso você não queira empreender porque lhe faltam idéias, não deixe de conhecer nosso Gerador de Idéias, lá você vai encontrar algumas das mais malucas e até mesmo realistas e práticas idéias de negócios que nós temos. Mas se idéia é uma coisa que não te falta, mas não quer empreender, então contribua com nossa coluna e com outros empreendedores compartilhando sua idéia, quem sabe alguém não a coloca em prática fazendo você um idealizador de negócios.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Startup Entrevista - Catarse

Tudo começou em abril de 2010, quando Diego e um grupo de amigos estavam insatisfeitos com o que a faculdade oferecia e com o que estavam aprendendo, então resolveram partir para um gerador de idéias próprio, se reunindo semanalmente para discutir as possibilidades de negócio que existiam que poderiam executar.

Já faz algum tempo que queria compartilhar esta entrevista e finalmente pude fazê-lo. Há algum tempo conversei com Diego Reeberg um dos fundadores da startup pioneira em crowdfunding no Brasil, o Catarse.

A história do Catarse para mim é um dos mais inspiradores exemplos de “Do more faster” que já vi. Na minha conversa com o Diego pude perceber como é importante que os futuros empreendedores tenham agilidade na criação de um novo negócio, principalmente quando é um modelo inovador.

Enquanto a onda de inovação mantém seu fluxo, cuja maior parte é de fora (outros países) para dentro (Brasil!), os empreendedores que tentarem replicar qualquer modelo de negócio devem em primeiro lugar ter agilidade e criar uma adaptabilidade.

Done more faster!


Por falta de idéias começaram a olhar para outros países procurando um negócio que curtissem e valesse a pena empreender. Foi quando conheceram o modelo do Kickstarter, ainda quando o crowdfunding ainda era muito recente.

Dos cinco amigos que começaram a pesquisar apenas Diego e Luís realmente se apaixonaram pela idéia e resolveram investir nela. Dali pra frente as coisas só cresceram, no final de outubro Daniel Weinmmann se uniu a eles e uma semana após essa decisão colocaram o blog Crowdfunding Brasil no ar.

Daí para a criação do Catarse foi um pulo, dois meses depois o site oficial catarse.me já estava no ar.

É interessante saber que o uso do blog ajudou o negócio de duas formas. A primeira foi como ferramenta de marketing, onde passaram a gerar conteúdo sobre crowdfunding e se tornaram referência no assunto. O que motivou todos que acompanhavam a incentivarem os projetos divulgados pelo Catarse.

Um segundo aspecto foi a divulgação da velocidade com que iriam colocar o negócio no ar, pois dessa forma conseguiu inibir possíveis concorrentes que ainda estavam em fase de planejamento. Assim fazendo do Catarse pioneiro em crowdfunding no Brasil.

Desenvolvimento do Negócio

O Catarse já se tornou referência em crowdfunding no Brasil e acredito que tenha potencial para ser referência mundial, tamanha a paixão dos fundadores do Catarse. Eles estão dispostos a ajudar as pessoas que tem algum projeto mesmo que mantenha um faturamento baixo, além de deixar o Catarse com sua plataforma em código aberto com a intenção de incentivar o crowdfunding e motivar outras iniciativas.

Contudo, a idéia deles está indo um pouco além, apesar de já existir, deve ser lançado oficialmente nos próximos meses o modelo de plataformas Powered by Catarse, que será fornecedor de uma plataforma de gerenciamento de crowdfunding, um serviço pioneiro no mundo (!!!!). E é aí que podem obter um faturamento maior.

Diego me contou que devemos ouvir falar ainda mais do Catarse nos próximos meses com mais iniciativas que visam o bem comum, que por sinal motivou a criação do Grupo Comum, uma instituição com fins sociais que busca promover essa nova economia colaborativa.

Sugestão de Leitura para os Empreendedores



Com tudo que está vivenciando como empreendedor, Diego Borin Reeberg sugeriu um livro clássico de Dale Carnegie: Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. Um livro que foi escrito há mais de 70 anos, mas que tem uma atualidade gigantesca, segundo o próprio Diego.

Apesar do título ser um pouco “do mal”, como se você fosse ter um atalho pra ter as pessoas sob seu controle. Ele na verdade passa procura dar lições e bons exemplos sobre a importância da empatia, do pensar no outro, e de realmente acreditar nisso, pra você poder conseguir alcançar o que quer.

Nas palavras de Diego: “E o grande motivo pra todo empreendedor ler esse livro é que em qualquer negócio, no fim, tudo vai ser sobre pessoas. Sejam seus sócios, seus funcionários, seja o investidor, os clientes, os fornecedores. Saber lidar – de uma maneira o mais humana possível – com as pessoas é o que há de mais fundamental pra se ter sucesso em um negócio.”

Fico grato ao Diego pela entrevista que me concedeu e o Startup Diário espera poder fazer parte dessa nova economia colaborativa com seus recursos intelectuais e com seu gerador de idéias.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Desafio Brasil 2011 - FGV

Ainda estão abertas as inscrições para o Desafio Brasil 2011 da FGV (Fundação Getúlio Vargas), coordenado pelo GVceep (Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital).

Este desafio consiste em selecionar 4 entre os melhores projetos startups apresentados. Todos eles deverão submeter o seu plano de negócios aos avaliadores, incluindo um Elevator-Pitch (apresentação da empresa em um minuto).

A competição acontece anualmente desde 2006, antes ela era conhecida como Desafio GV-Intel, e este ano o prêmio oferecido aos quatro melhores projetos tecnológicos apresentados com diferencial inovador é de um total aproximado de R$50.000 em serviços e uma entrada na vaga de finalista do Desafio Intel America Latina, onde concorrerá com os melhores colocados de outros países da região. Aos ganhadores deste segundo concurso será destinado US$25.000 e todas as despesas pagas para o Intel Global Challenge 2011 at UC Berkeley.

Desde o seu início, o Desafio Brasil FGV tem ajudado a dar destaque a diversas startups brasileiras que estavam apenas em seu early-stage ou em fase de planejamento, como o caso do Ewiks, além disso o Desafio já originou mais de R$1,5 milhões de investimentos em startups promissoras.

Para se inscrever o prazo é até 20 de maio e você empreendedor pode acessar o site www.desafiobr.com.br  e se inscrever, observando cuidadosamente os critérios usados para a seleção dos melhores. O projeto inscrito deverá ser de inovação tecnológica, ter um plano de negócios e elaborar uma apresentação (pitch) de  um minuto a ser enviado.









domingo, 8 de maio de 2011

Geeks on a Plane São Paulo - #GoaP

No primeiro dia de Maio, aconteceu em São Paulo o encontro de geeks, empreendedores, investidores e outras figuras da internet. Geeks on a Plane foi o nome do evento que mobilizou empreendedores de todo o mundo. Estes encontros, guiados por Dave McClure são para exercer troca de conhecimento e experiência entre empreendedores e investidores de todo o mundo, principalmente os do setor de tecnologia e internet.

@DaveMcClure: O fundador de um dos mais famosos fundos de capital semente (ou seed fund) e incubadora para empresas de internet a 500startups.com veio direto do Sillicon Valey (Vale do Silício) e fez uma de suas apresentações mais famosas a Startup Metrics for Pirates A.A.R.R.R.

Nessa apresentação ele aborda com muita descontração e clareza aspectos importantíssimos sobre o ciclo de conversão de um visitante do seu site para um gerador de renda e principalmente o que fazer para lançar definitivamente seu produto com foco no cliente e não na solução que quer oferecer.

Além disso, pelo encontro ter sido organizado, aqui em São Paulo, pela equipe do BR NewTech e apoio do Brazil Innovators, os cerca de 40 membros do GoaP se reuniram com nomes de sucesso do empreendedorismo brasileiro, dentre eles os empreendedores Romero Rodrigues e Marco Gomes, respectivamente, CEO do Buscapé e CTO do Boo-box, e Eric Acher, Venture Capitalist representante da Monashees Capital.

Particularmente sai do evento com muita motivação depois de conhecer alguns dos caras que me motivam muito como o Videocaster, empreendedor e RP @PedroSorren, que possui ótimos videos inspiradores e instrutivos em seu site, @MarcoGomes, que possui uma história de vida inigualável e outros caras que estão entrando no mundo do empreendedorismo de cabeça, como Cláudio Brito que está ajudando a criar a Amazon Startups, aceleradora focada nos empreendores da região norte do país.


Abaixo alguns insights motivadores e estratégicos obtidos no evento e logo a seguir o vídeo da apresentação de Dave, que vale muuuuito a pena assistir, pois além de instrutiva é engraçada, e do bate papo com Venture Capitalists de vários lugares do mundo, inclusive do Brasil:
  • Dave McClure: "Produce, measure, take data and make a decision!" (Produza, mensure, colha dados e tome uma decisão!)
  • Dave McClure: "Product Market Fit (PMF) is something people really like, like enough to tell other people." (PMF é algo que as pessoas realmente gostam, gostam a ponto de contarem para outras pessoas)
  • Dave McClure: "You just launch your product when you find the PMF and people start use and share your product." (Você só lança seu produto quando quando você encontra o PMF e as pessoas começam a usar e compartilhar seu produto.)
  • Dave McClure: "Entrepreneurs, (when pitching investors) talk about costumer matters, not your startup solutions" (Empreendedores, (quando se apresentando para investidores) falem o que importa para seu cliente e não sobre sua solução.)
  • Dave McClure: "Be good enough, stop building features and start getting market." (Seja bom o suficiente, pare de construir benefícios adicionais e comece a conseguir mercado.)
  • Saeed Amidi (Serial Entrepreneur co-founder da incubadora do Vale do Silício Plug and Play Tech Center): "The entrepreneur and the team are the main element of success." (
  • Eric Acher - sobre afinidades entre investidores e empreendedores: "Make sure when you get investment, its the right investor. It must be an alignment about the growth of the company and the exits opportunities." (Esteja quando conseguir investimento, que é do investidor certo. Deve haver um alinhamento sobre crescimento da companhia e oportunidades de saída do negócio [entre as duas partes]).

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Gerador de Idéias: O conceito

Eu sei que nosso companheiro Alex já deu uma bela definição de como será o nosso Gerador de Idéias, mas gostaria de dar uma nova conceituada, visto que sou um dos idealizadores dela.


O conceito de “Gerador de Idéias” é praticamente um “Brainstorm Ambulante e Cooperativo”. Eu tenho, particularmente, muitas idéias, algumas boas, muitas ruins, mas boa parte delas eu nunca vou executar e não custa nada dividí-las com pessoas que podem levá-las a sério e montarem negócios de sucesso.
Já aviso que muitas das coisas que eu vou colocar aqui podem ser baboseiras ou já existirem, mas não farei esse filtro, especialmente para gerar discussões e estimular a criatividade de todos e quem sabe sairmos daqui com Startups vencedoras!

Muitas dessas idéias surgem de necessidades do cotidiano, vem nos horários mais inusitados e de repente podem ser muito úteis para milhares de pessoas.

Vamos juntos construir esse ambiente criativo e fomentar o empreendedorismo!

Participe, mande sua idéia nos comentários abaixo ou deixe seu contato e um briefing da idéia para conversarmos a respeito. Se ela for realmente interessante, porque não executá-la!?! E se não for executá-la, porque não divulgá-la!?!

Um abraço!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Startup Entrevista - Ewiks

Produza, publique e venda seus próprios cursos na internet!

O forte crescimento da internet nos últimos anos tem levado os empreendedores a pensar nos mais diversos modelos de negócio e dos mais inovadores. Além de transferirem os serviços que hoje são offline para um modelo virtual, passaram a inovar a ponto de criar modelos ainda mais diferentes que não poderiam ser executados sem o uso massivo da internet. Dentre esses modelos novos estão os diversos formatos de serviço de e-learning (serviços educacionais via internet).

Recentemente, entrevistei José Rodolpho Bernardoni, jovem empreendedor, fundador do Ewiks.Confira abaixo algumas lições e dicas sobre a história desse novo negócio.

Empreendedorismo de impacto social

Uma das coisas mais claras para mim durante a entrevista é a paixão e a ânsia por disseminação de seu negócio dentre os produtores de conteúdo.

O Ewiks é uma plataforma web criada para facilitar a criação, publicação e venda de materiais educacionais. Por meio dela o usuário pode criar uma apostila, uma apresentação ou um vídeo educacional de sua área de conhecimento e publicá-la na internet, ficando assim disponibilizada para que qualquer pessoa que queira, compre este material, fazendo com que o produtor do conteúdo consiga uma renda extra sem precisar recorrer a uma editora para publicar materiais de sua autoria.

Apresentada a atividade do Ewiks, basta dizer que o principal objetivo e desafio de José Rodolpho Bernardoni é conseguir montar um negócio lucrativo para ele, mas principalmente para seus usuários, que podem ser desde professores de universidades até um pequeno fazendeiro da região norte que ensina como gerenciar melhor uma fazenda.

Execução do negócio

A idéia para o Ewiks surgiu em meados de 2008 e seu projeto foi um dos finalistas do Desafio Brasil da FGV (Fundação Getúlio Vargas), contudo, devido a escassez de recursos (financeiros e temporais), José Rodolpho e Leonardo, os dois sócios idealizadores só começaram a executar o projeto no início de 2010.

Muitos empreendedores pensam que é fácil tomar a decisão de abandonar um emprego fixo numa empresa e sair empreendendo, porém os fundadores do Ewiks, antes de abandonarem seus empregos para empreender, eles deixaram o projeto bem redondo e começaram a testar a recepção do mercado, apresentando o conceito em eventos como TechCrunch50 e falando com possíveis investidores.

Foi somente em março de 2010, após uma sinalização aparentemente positiva de um grupo de Angel Investors, que José Rodolpho decidiu utilizar o que ele e o sócio tinham de recursos e passou a trabalhar tempo integral no Ewiks.

Mesmo sem saber se conseguiriam o investimento eles arriscaram e depois de seis meses sem resposta alguma dos possíveis investidores, veio a confirmação de que assinariam os papéis para receberem o aporte de recursos em setembro de 2010, “coincidentemente” o mesmo mês em que se esgotariam os recursos que aplicaram inicialmente.

Após a capitalização

Hoje, aproximadamente seis meses depois José Rodolpho diz que, mesmo que seu sócio ainda não possa se dedicar tempo integral ao negócio, já possui uma equipe de seis pessoas e na busca por mais dois desenvolvedores.

Mas o que ele percebe é que a capacidade de gerenciamento dele aumentou bastante, a organização das atividades da empresa se tornaram mais eficientes, graças as exigências do Conselho por relatórios de controle mais específicos e as metas estão sendo definidas e buscadas mais claramente.

Sugestão de leitura

Desde a idéia do projeto até a sua execução atual, José Rodolpho Bernardoni diz que ainda vem aperfeiçoando o modelo de negócio. Sua sugestão deixada foi o livro Business Model Generation (clique para download da prévia ou veja mais abaixo), que aparentemente não temos em português.

Este livro apresenta de forma bem instrutiva e intuitiva passos para o entendimento, o desenvolvimento, a construção, a implementação e a melhoria de um modelo de negócios eficiente.

Além do fato de possuir muitos infográficos e mapas intuitivos para um planejamento prático, outra aspecto interessante do livro, é que ele foi escrito em co-creation, ou seja, colaborativamente criado, por mais de 470 pessoas de mais de 45 países.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Startup Chile - Inscrições abertas


Depois de abrir as portas a 23 equipes de empreendedores estrangeiros em 2010, Start-Up Chile anuncia a abertura do processo de inscrição de 2011, no qual busca selecionar até 100 projetos ainda este ano. Os participantes deverão ficar no Chile durante seis meses, para os quais receberão um visto de trabalho válido por 1 ano.

O objetivo de sua estadia é levantar capital, contratar talentos, criar redes e começar seu negócio no Chile enquanto interagem com o ecossistema de empreendimento local, isso sem falar que os projetos selecionados serão subsidiados com o valor de US$40 mil e auxílio governamental.

O processo de inscrição começou na terça-feira, 15 de Fevereiro, e está aberto para empreendedores de todas as nacionalidades que residam fora do Chile (incluindo os chilenos que vivem no exterior). As inscrições devem ser feitas através do site da Start-Up Chile, www.startupchile.org/apply, onde também se podem encontrar mais informações referentes ao processo de inscrição e à participação no programa.


O critério de seleção consiste em:
  • a qualidade do talento e compromisso dos fundadores;
  • o potencial de o projeto alcançar o mercado global;
  • o valor que tem a rede de contatos e afiliados dos empreendedores que serão introduzidos no ecossistema do empreendimento chileno.
O júri que avaliará os projetos de acordo aos critérios de seleção e é composto por especialistas de várias indústrias, venture capitalists e empreendedores com uma sólida formação e assessoramento na execução de novas empresas.

A data limite de inscrição é 15 de Março de 2011, o júri iniciará a avaliação em 22 de Março e os empreendedores dos projetos escolhidos serão avisados em 21 de Abril. Para poder comprir com a meta de atrair até 300 projetos, se abrirão outros dois processos de inscrição durante o presente ano.

Fonte:http://www.startupchile.org/

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Startup Dicas - Tem uma idéia? Saiba como começar

Recentemente eu tive uma idéia que achei muito boa, posteriormente devo compartilhá-la com vocês, contudo o que gostaria primeiro de compartilhar é o que aprendi com ela, em menos de um mês.

O processo da idéia, acredite ou não, se deu no metrô de São Paulo, quando eu estava pensando quais eram as dificuldades que eu encontro no mercado para tentar suprir ou os serviços que poderiam ser fornecidos de uma forma melhor, mais interativa ou menos custosa.

A idéia que tive não tinha nada de muito inovador, eu até suspeitava que existia algo semelhante, contudo nada encontrei na internet que se parecesse com o negócio imaginado, sendo assim, decidi seguir em frente para testar sua viabilidade comercial.

Antes de elaborar o tão clamado Plano de Negócios, resolvi fazer um esboço da minha idéia abordando tópicos como: quem são os agentes afetados pelo meu negócio e que tipo de networking e sócios eu precisaria, quem seria meu público alvo e porque, quem seriam os meus concorrentes e em que estava me diferenciando deles, qual a tecnologia que seria necessária e qual o modelo de negócio, ou seja, de que forma eu conseguiria lucros sustentáveis no longo-prazo.

Enfim, tudo isso que mencionei é possível escrever brevemente e de forma crítica em 3 páginas antes de você iniciar o trabalhoso plano de negócios. Sendo assim é isso que recomendo a todos, esbocem sua idéia de negócio numa folha, pergunte para familiares se eles já utilizaram o tipo de serviço que você quer criar e descubra quais as dificuldades que eles tiveram e o que não gostaram nos atuais prestadores de serviço e entenda muito bem como seus concorrentes ganham dinheiro e se você não criará um sistema que torne o atual ambiente de negócios mais complexo.

Seguindo estes passos básicos acredito que você conseguirá ter uma clareza inicial se o seu negócio será viável ou não e poderá se aventurar em iniciar o plano de negócios

Abraços!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Startup Eventos – BR New Tech 3ª Ed.

Na última quinta feira, dia 17 de fevereiro, aconteceu na sede da Microsoft Brasil em São Paulo a 3ª edição um pequeno, porém impactante, meet up chamado BR New Tech. Neste evento estiveram presentes grandes venture capitalists como Geoffrey Prentice da Atômico Ventures,  Erick Asher do Monashees Capital, Simon Olson, americano sócio recém saído do grupo DFJ FIR Capital para assumir a área de novos negócios do Google, Amit Garg, sócio do Northwest Venture Partners (NVP) e Martino Bagini, sócio da Astella Investimentos.

Desta vez o meet up abordou bastante assuntos como a mentalidade que as empresIMG_0227 as de Venture Capital procuram nas startups, como focar local, mas pensar global, e também falou-se bastante sobre o ambiente empreendedor no Brasil, como ele está crescendo com tantas startups conseguindo exposição internacional devido a capacidade de inovação do brasileiro, mas que os incentivos infelizmente ainda não são tantos quanto necessário, é principalmente o caso da infraestrutura de nosso país que ainda não permite a adesão de muitas tecnologias inovadoras em nossa cultura, como é o caso da própria TV Full HD e as telas de LED 3D que ainda chegam a nosso país com preços exorbitantes e cuja tecnologia de transmissão deste sinal pelas emissoras ainda não é viável, isso sem falar dos inovadores Tablets que são extremamente taxados chegando ao consumidor com preços superiores a R$1.500.

De qualquer forma, este meet up foi muito instrutivo e ficou clara a posição dos investidores de que as startups deve ficar melhor estruturadas e capacitadas antes de falar com um possível investidor, tendo também em mente qual o seu objetivo com a captação daqueles recursos. Além disso, a dica que ficou dos Venture Capitalists é que uma parceria internacional, mesmo que em menor escala, é muito útil para a obtenção apoio de investidores no mercado interno.

Bem, está é uma das visões que tive sobre o evento, quem tiver participado pode mandar seu depoimento a respeito.

Grande abraço!

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