7 Fundamentos para Empreender com Visão e Bem-Estar.

Aqui você encontrará 7 princípios fundamentais para empreender com qualidade de vida.

Preciso de Investimento para o Meu Projeto Startup!

Por quê? (Introdução)

Dica - Entenda a Demanda pelo Seu Produto.

Um conceito de extrema importância para todos os empreendedores.

Conheça o Gerador de Idéias do Startup Diário.

Inspire-se!

Startup Entrevista - PlataformaTec

Conheça um pouco mais da PlataformaTec em uma entrevista com Marcelo Park, um dos fundadores da empresa.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Gerador de Idéias – Franquia de Batatas Fritas

Estava comendo um lanche do Giraffas, e as batatas fritas estavam particularmente saborosas. Bem quentes, pois tinham acabado de ser fritas, crocantes, com sal na medida certa, e o óleo também. Nada saudável, mas muito saboroso.

Pensei que nem sempre saboreamos uma batata frita tão boa assim. Não há dúvida que as pessoas gostam de batatas fritas, e se fizessemos uma pesquisa de comparação se os usuários preferem uma batata recheada assada ou uma porção de batatas frita, creio que a grande maioria optaria pela batata fria. Agora eu te pergunto, porque existe uma franquia especializada em batatas assadas e não existe uma especializada em batatas fritas!?

Entendo que a oferta de batata frita é gigante, praticamente todo fast food , barzinho e restaurante fazem batatas fritas, mas ninguém é especializado nisso, niguém garante qualidade sempre. Quantas vezes você já não consumiu umas batatas murchas no McDonald’s?

Se alguém criasse uma franquia especializada em batatas fritas, com as características que citei no começo do texto, e a garantia de uma ótima experiência em todo consumo, certamente seria um sucesso. Essa franquia poderia criar sabores de batatas fritas, inventar alguns novos adendos, além do cheddar e bacon. Haveria uma infinidade de possibilidades, até da batata frita doce.

Se você gostou da idéia e quer aplicá-la fique a vontade, se tem interesse em participar do Gerador de Ideias contribua enviando-nos as suas idéias ou simplesmente suas dúvidas, críticas (elogios) e sugestões. Deixe um comentário ou mande um email para contato@startupdiario.com.br.

E não esqueça de nos seguir no twitter e ficar sabendo das principais notícias do "mundo empreendedor": @StartupDiario.

Um abraço!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Startup Entrevista - Pierre Schurmann: Investidor-anjo da Bossa Nova Investimentos

Preparem-se empreendedores e startups, o investidor Pierre Schurmann está de volta!

A economia brasileira começou a ganhar destaque global no ano passado e este ano parece ser o ano do empreendedorismo no Brasil. Muitas startups saindo todo mês e cada uma com uma idéia mais inovadora do que a outra. É isso o que tem atraído investidores estrangeiros para apoiar os empreendedores brasileiros que demonstrem potencial para fazer um negócio inovador e escalável, a maior prova disso foi o Geeks on a Plane que trouxe vários investidores e empreendedores do Vale do Silício e de outros lugares do mundo (e nós estivemos lá!).

Na primeira semana de setembro fui a mais conferir mais uma edição especial do BRNewTech em parceria desta vez com Brazil Innovators e 500Startups, onde empreendedores apresentaram seus projetos para que investidores estrangeiros da 500Startups invistam. Porém não é o único local onde existem investidores, no Brasil também temos. E um dos mais famosos investidores de startups e também empreendedor é Pierre Schurmann, de quem eu tive a honra de assistir uma apresentação no Idéias na Laje e que nos deu uma entrevista exclusiva falando sobre a Bossa Nova Investimentos.

Ele nos contou que a começou a ser mentor quando um empreendedor pediu uma ajuda, desde então gostou muito e resolveu investir seu tempo e dinheiro nessa idéia. Foi aí que surgiu a Bossa Nova Investimentos. A Bossa Nova pretende investir em startups e projetos que já estejam pelo menos em early-stage ou versão beta, historicamente Pierre nos conta que eles investem entre US$50 mil e US$400, obviamente dependendo do segmento e expectativa de retorno. Confira a seguir como foi a entrevista na íntegra:

Startup Diário (SD): O que te motivou a virar um investidor anjo e a criar a Bossa Nova Angels?
Apresentação de Pierre Schurmann no Ideias na Laje.
Pierre Schurmann: A Bossa Nova (que agora se chama Bossa Nova Investimentos) marca minha volta como investidor em startups no Brasil. Quase dez anos depois de ter co-fundado a Ideia.com, incubadora que captou U$7.3MM da Warburg Pincus e investiu em 14 startups em 2004, voltei a olhar o ecosistema de startups há alguns anos. Eu diria que a volta foi quase que por acaso. Estava morando na Bahia há algum tempo, e foi quando um empreendedor me pediu para ser mentor. Comecei, gostei e decidi que iria dedicar meu tempo a ajudar empreendedores. Passado uns meses reencontrei o Martino Bagini (sócio da Astella Investimentos) e decidimos investir na Navegg (startup que fornece serviço de análise de audiência e publicidade personalizada/segmentada). No começo deste ano meu sócio no Experience Club se ofereceu para comprar minha parte e consegui passar a dedicar 100% do meu tempo a olhar novos investimentos. Depois de investir em quatro startups, ficou claro que precisava fazer isso de forma mais estruturada. Assim nasceu a Bossa Nova Anjos, que agora virou Bossa Nova Investimentos.

SD: Em quais tipos de empresa a Bossa Nova pretende investir e porquê?
Pierre Schurmann: Já investimos em oito empresas (cinco já divulgadas). O foco são startups tanto B2B quanto consumer internet que tenham potencial de expandirem além do Brasil. Entendemos que existem grandes mercados que ainda podem ser impactados por novas tecnologias.

SD: Quando / porque os empreendedores deveriam procurar a Bossa Nova?
Pierre Schurmann: Investimos em early-stage, que no nosso ver significa ter pelo menos, um protótipo rodando.

SD: Que buscam em empreendedores/ projetos?
Pierre Schurmann: Buscamos empreendedores que sejam hackers. Gente que quer mudar um segmento... ou o mundo! Idealmente precisamos ver um protótipo, um sumário para os próximos 12 meses e um time com grande capacidade de executar.

SD: Porque você acredita que vale a pena investir em startups no Brasil?
Pierre Schurmann: Porque o Brasil pode ser uma ótima base de lançamento para o restante da América Latina.

SD: Porque você acha que investidores de fora do Brasil começaram a olhar para dentro do nosso país? Ou o que o Brasil tem mostrado que interessa muito para quem investe em startup?
Acredito que investidores estão olhando para o país por uma confluência de fatores macroeconomicos externos e internos. Enquanto as economias mais maduras (Estados Unidos e Europa) têm crescido muito pouco, aqui temos bases para continuar crescendo. Além disso, a Internet no Brasil é uma das que mais crescem no mundo e ainda temos muito espaço para crescer.

Somos gratos ao Pierre e esperamos poder ajudar empreendedores e investidores que lidam com startups, seja mantendo-os bem informados, seja aconselhando-os sobre suas idéias e projetos.


Um abraço!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Startup Entrevista - Cássio Spina: Investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil


Estes últimos dias tem sido muito movimentados, tanto para nós fundadores do Startup Diário, quanto para os empreendedores que tentam acompanhar os eventos que estão acontecendo, StartupFarm, processo de aceleração 21 212, o BRNewTech recebendo a 500Startups que quer investir aqui no Brasil e agora mais uma amostra deste crescimento é o lançamento mais que oficial da Anjos do Brasil, fundada por Cássio Spina, que anteriormente já foi citado aqui com suas dicas para os empreendedores .

Desta vez, conversei com Cássio exclusivamente para o Startup Diário para entendermos melhor como deve ser a ação da Anjos do Brasil em fomentar o empreendedorismo e ajudar os capitalistas (seguindo o rigor da palavra, sem ironia alguma) a se tornarem investidores-anjo.

Lembrando que na próxima quarta-feira a Anjos do Brasil realizará a final de seu 1º Concurso de Negócios CJE e Anjos do Brasil. Será uma banca com 10 investidores, todos anjos, para avaliarem os pitches (apresentações) de 10 empreendedores.

Leia abaixo como foi a conversa com o fundador da Anjos do Brasil e sobre os objetivos da Anjos do Brasil e sua atitude de fomento ao empreendedorismo inovador junto com investidores-anjo.

Startup Diário: Como surgiu a idéia de estruturar um negócio para fomentar o ambiente empreendedor no Brasil? Como vocês pretendem fazer isso?
Cássio Spina – A idéia surgiu de um conjunto de acontecimentos: primeiro percebi que nas palestras e apresentações que fazia, poucas pessoas sabiam o que é investimento-anjo, mas demonstravam muito interesse; em paralelo comecei a receber contatos de pessoas que queriam formar grupos de investidores em suas cidades, mas precisavam de apoio e orientação. E, por fim, nos meus contatos com algumas entidades de fomento a inovação e investimento estas demonstravam o interesse em apoiar ações de promoção ao investimento anjo, pois vêem como um elemento fundamental sucesso na cadeia empreendedora.

Nós desejamos disseminar a cultura e fomentar o crescimento do investimento-anjo para apoiar o empreendedorismo inovador, pois acreditamos que o mesmo pode representar um grande diferencial para o Brasil no médio/longo prazo, como ocorrido nos EUA. Para tanto, pretendemos executar um conjunto de ações, de comunicação e integração, com as diversas entidades atuantes neste mercado, desde palestras e seminários, passando por concursos, treinamento, elaborando materiais de referência e apoiando diretamente a atuação de investidores-anjo.

SD: Como investidores-anjo, suponho que não pretendem oferecer apenas capital aos empreendedores, o que mais a Anjos do Brasil pode oferecer para as startups?
Cássio Spina – Com certeza nosso objetivo é oferecer muito mais que capital. O primeiro componente é conhecimento sobre investimento-anjo, o que ele agrega e como pode ser obtido. O segundo é aproximando empreendedores de investidores-anjo. E o terceiro é formação e compartilhamento de experiências entre investidores-anjo.

SD: Os investidores anjos normalmente investem em projetos de sua região, qual você pretende que seja o alcance da Anjos do Brasil? De que forma pretendem explorar o potencial de cidades menores?
Cássio Spina – O objetivo da Anjos do Brasil é justamente incentivar que se formem grupos/redes regionais de anjos em todo Brasil, para que os  empreendedores de todos estados tenham oportunidade de receber este suporte. Entendemos que neste estágio o foco ativo terá de ser nas capitais e principais cidades do Brasil, em especial aquelas que tenham algum pólo de conhecimento, como centros universitários, etc., mas não descartamos cidades menores, em especial havendo demanda passiva de potenciais investidores-anjo locais.

SD: Há quanto tempo você já atua como investidor-anjo e o que mudou desde então, quando se trata do perfil dos investidores brasileiros? E quanto aos empreendedores, você viu amadurecimento neles?
Cássio Spina – Eu atuo como investidor-anjo há aproximadamente 2 anos e meio, mas ativamente somente a partir deste ano, quando terminei a transição da venda da  minha empresa. Neste período percebi um grande crescimento no interesse pelo investimento-anjo, tanto com novas pessoas querendo atuar, quanto com empreendedores buscando apoio. Com relação aos empreendedores, percebemos uma evolução no seu conhecimento sobre empreendedorismo de inovação, das melhores técnicas e como o investidor-anjo pode apoiar seu negócio.

SD: E para os investidores, qual a justificativa para se tornarem investidor anjo?
Apesar de sabermos que o investidor brasileiro é muito conservador e fora isso ainda temos altas taxas de juros que pressionam os investidores a se concentrarem na renda fixa ou grandes empresas que parecem ser atrativas para um operador de mercado financeiro, Cássio mostra claramente que o valor em se investir em uma startup está um pouco além da expectativa de retorno, ao enumerar as seguintes justificativas:

·         Pelo potencial de retorno sobre o investimento
·         Pela oportunidade de aplicar sua experiência e conhecimento.
·         Pela satisfação pessoal de estar participando da construção de negócios inovadores
·         Pela oportunidade de aprender na prática como construir novos negócios.
·         Além de tudo isto, pela importância que isto pode representar para o Brasil, pelo potencial de geração de riqueza e trabalho de empresas inovadoras, conforme já comprovado nos EUA e na Europa (basta verificar que mesmo diante da conjuntura atual deles, negócios inovadores, como o Linkedin, Facebook, etc. continuam sendo muito atrativos e tem potencial de gerar muita renda para eles, como hoje já fazem empresas investidas por anjos, como a Apple, Microsoft, Google, Fedex, etc.).

Cássio diz que “o perfil típico de um investidor-anjo é de um empreendedor ou executivo que teve uma carreira bem sucedida, acumulando recursos e experiência suficiente para que tenha disponibilidade de tempo e recursos financeiros para aplicar em novos negócios”.

SD:  Sei que vocês trabalharão muito próximos dos empreendedores, qual o fator de maior importância para você quando analisando um projeto de startup? E onde a maioria dos empreendedores tem falhado mais?
Cássio Spina – Para mim o mais importante são as pessoas, o time que irá executar o projeto. É claro que o negócio em si também precisa ser atrativo, ter potencial de crescimento acelerado, inovação e um bom mercado. Infelizmente, alguns empreendedores, mesmo tendo grande potencial pessoal, não têm feito sua “lição de casa” completa, seja em estudar melhor o mercado que pretendem atuar e/ou como é a melhor forma de abordá-lo, partindo diretamente para a execução. Eu gosto de ir à prática, mas é importante que se tenha um bom fundamento preliminar, caso contrário, corre-se o risco (desnecessário) de se investir muito em algo que não tem consistência suficiente para ser bem sucedido.

Agradecemos ao Cássio Spina e desejamos a ele e toda equipe de conselheiros da Anjos do Brasil boa sorte nesta nova empreitada.

Grande abraço, fiquem com Deus.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Startup Entrevista - Kekanto


Desta vez o Startup Diário conseguiu conversar com um dos fundadores de um negócio que está crescendo cada dia mais rápido e hoje já chega aos 5 milhões pageviews por mês. O entrevistado foi Fernando Okumura do Kekanto, o Yelp brasileiro.

Sua idéia surgiu quando Fernando Okumura e Bruno Yoshimura estavam lidando com empresas de construção civil e descobriram que não havia uma forma simples e confiável de saber se aquelas empresas eram boas prestadoras de serviços e suas principais características para os consumidores. Foi aí que eles resolveram montar o Kekanto, para suprir essa necessidade de conhecer a avaliação das pessoas sobre os mais diversos  estabelecimentos  e melhorando a interação entre os consumidores para que haja de fato uma forma de recomendação confiável.

Apesar de inicialmente projetado para que avaliassem os projetos de construção civil, eles notaram que não havia praticamente nenhuma elevação de custos se quisessem disponibilizar para a avaliação de serviços de outros segmentos, então aí resolveram começar a melhorar a ferramenta e atender ainda mais as necessidades e desejos dos usuários. Desde então, parece que o público aderiu e viciou na dinâmica do Kekanto (eu mesmo comecei há um mês atrás e já escrevi pelo menos uma opinião por semana).

Modelos de negócios replicados

O Kekanto serve como uma rede social  e site de avaliação de produtos e serviços alimentado pelo crowdsourcing, ou seja, a multidão de usuários faz a rede ser cada dia mais completa. E pra ficar melhor ainda com um pouco de gamification, já que os usuários ganham pontos e escudos (como se fossem os badges do Foursquare) e disputam uns com os outros.

Modelo semelhante a este já existia em outros países, como o famoso Yelp e outros como Qyte e Citysearch, mas mesmo assim os garotos resolveram empreender e criar sua startup por perceberem que este modelo de startup ainda não tinha destaque no Brasil e que estavam caindo no gosto dos brasileiros. Aliás, os atuais usuários do Kekanto já podem acessá-lo nos mais diversos dispositivos móveis, como iPhone e Android ou simplesmente navegando na versão mobile do site.

Isso me lembra de mencionar, que o Brasil ainda está muito mal explorado tecnologicamente falando, principalmente no que diz respeito a serviços de internet e inovação. Mesmo sabendo que a demografia, a cultura e barreiras fiscais e estruturais dificultam esse processo, acredito que, assim como o Kekanto ou o Catarse, muitos outros modelos de negócio podem ser ainda replicados no Brasil, melhorando a qualidade de vida das pessoas e a interação entre elas.  Não tenha medo de empreender só porque sua idéia já existe, o importante é ter paixão por ela e coragem e capacidade de executá-la.

Investimento e empreendedorismo

Durante cerca de um ano e meio Fernando e Bruno fizeram bootstrapping do Kekanto, ou seja, todos os recursos financeiros e de tempo investidos foram seus recursos pessoais, o que provavelmente fez com que eles valorizassem cada centavo gasto para que fosse gasto da melhor forma possível.

Recentemente o Kekanto atraiu investidores bem alinhados com os objetivos da empresa, como Vinicius Marchini, sócio do banco de investimento BRPartners,  e o CEO do Groupon, Florian Otto. Notícia esta que provavelmente dará um gás maior para que o negócio continue ganhando mercado e número de usuários.

Notem que ao buscar um grupo de investidores para investir na sua startup, estes investidores devem estar bem alinhados com os objetivos de expansão dos empreendedores, pois ser empreendedor não significa independência no trabalho e nas suas decisões como muitos pensam. Muito pelo contrário, já que você tem que prestar contas diretamente aos investidores, saber lidar com as pequenas discordâncias que acontecem entre os sócios e ainda saber que sua vida financeira depende disso. No final você não tem apenas um chefe, mas muitos.


Sugestão de Livro para Empreendedores

A sugestão de Fernando são dos livros da série Pai rico, paipobre, neste caso ficou como sugestão o livro “Aposentado Jovem e Rico”.

Ambos os livros falam sobre como se “relacionar com o dinheiro” de forma que ele não seja a centralidade e os objetivos principais das suas ações, mas que ele seja a conseqüência de boas atitudes empreendedoras. São ambos livros que levam a quem o lê aprender a ter disciplina financeira.

O modelo do Kekanto me lembra um outro caso de empreendedorismo brasileiro, o do Guidu, nas devidas proporções é claro.

Bem, espero que tenham gostado. E se você tem um negócio, uma idéia ou qualquer outra coisa ligada a empreendedorismo não hesite em nos mandar um email contando (contato@startupdiario.com.br).

Um abraço!

sábado, 10 de setembro de 2011

Os startup pitches do Brazil Innovators + 500Startups no BRNewTech

Na última terça-feira dia 06 de setembro dei uma passada num dos melhores eventos de empreendedorismo do Brasil, o BRNewTech, em sua 8a edição.

Desta vez o esquema foi um pouco diferente das edições anteriores. O objetivo deste dia foi assistir aos pitches / apresentações de projetos de startups que fazem participam da rede de contatos do BRNewTech e algumas sejam escolhida para receber investimento de uma das grandes incubadoras dos Estados Unidos, a 500Startups. Dentre as outras startups, ainda existe a possibilidade de algumas serem selecionadas para participarem da incubação no Vale do Silício.

A 500Startups foi fundada por Dave McClure que esteve presente no Brasil em maio com um enorme grupo de investidores e empreendedores para conhecerem o potencial das startups brasileiras, o evento muito bom em também a equipe do BRNewTech e do Brazil Innovators foi o host, o Geeks on a Plane.

A equipe empreendedora selecionada já estará dentro de um mês trabalhando e sendo acelerada por esse grande time de mentores.

Algumas dicas reflexivas que aprendi durante as apresentações dos empreendedores:
  • Pratique bastante sua apresentação para se ater ao tempo determinado.
  • Comece expondo seu problema contando uma breve historia;
  • Interaja com a audiência, mas cuidado com as perguntas, pode ser que sua estatística funcione numa população maior, mas não num pequeno grupo de pessoas. Por exemplo, perguntar para um grupo de executivos quantos deles jogam algum tipo de jogo no facebook. Mas se você cometer este erro, não se envergonhe, ria e prossiga com alguma pergunta mais óbvia ou sem a resposta.
Abaixo confira quais foram as startups que apresentaram seus projetos neste evento:

COMENDOBEM.COM.BR
Intermediação de pedidos de comida delivery, trabalhando como plataforma de vendas e de controle de pedidos para os restaurantes.


DECOLEJÁ
Agencia de Viagens Online que ao invés de utilizar simples atendentes para dar suporte, quer trabalhar com um ótimo serviço de atendimento prestado por consultores de viagem.




GPNX / iVIP
Plataforma para permitir que os negócios e marcas engajem sua audiência por meio de gamificação de seu negócio, direcionando e controlando o comportamento dos usuários. Arrecadando métricas para analise do comportamento dos usuários, melhorando a integração com as redes sociais e interagindo com os usuários.

UNICARONAS
Problema com transito? Não gosta de transporte publico e não quer pegar taxi? Unicaronas oferece uma forma de intermediação segura para compartilhar e pegar caronas programadas com outras pessoas da sua região. Eles trabalham com validação de cadastros, rating entre os usuários e conexão nas redes sociais. Publico alvo? Principalmente universidades e eventos, que ajudam na validação do cadastro dos usuários.

EVERWRITE
Processamento e analise de termos de busca, disponibilizando para produtores de conteúdo uma ferramenta SaaS que ajuda a melhorar a qualidade do conteúdo gerado por eles.


FONISTA
Consolida uma lista de serviços que vão até você! Delivery, empregada doméstica, eletricista, pizzaria, etc. Praticamente um Foursquare para telefones úteis.


Site para agendamento de consultas. Onde dentistas e médicos poderão disponibilizar sua agenda e perfil / currículo para os usuários; consultórios poderão ser encontrados por novos pacientes e os pacientes receberem lembretes por email e sms (diminuindo no-show). Modelo de Receita: Taxa por agendamento! Concorrente do Helpsaude!

AGILERP
Ferramenta para automatizar a parte de gerenciamento financeiro e de fluxo de caixa e reduzir margem de erro dos processos manuais.

Um ambiente para comercialização de viagens para estrangeiros vindo para o Brasil. A idéia é que a pessoa que vem ao Brasil quer fazer um tour ou outra viagem qualquer, ela cadastra a sua viagem e todos os vários agentes de viagem fazem sua proposta de preço e locais disponíveis para este passeio, onde o viajante vai poder escolher a melhor proposta. É o mesmo modelo de crowdsourcing do WeDoLogos, mas aplicado a viagens.

É o braço de entretenimento da 8D Digital. É uma empresa de games mobile (tablets ou smartphones), e para internet, seja em formato de advergames ou game educativo. Com uma cultura bastante alegre a empresa busca desenvolver projetos que mostrem o famoso ROI (Return on Investment - Retorno sobre o investimento) para os clientes.





Solução tecnológica para o ambiente social de condomínios, buscando melhorar a interação administradora, sindico e condôminos, conectando também anunciantes na região dos condomínios.

É isso, se me esqueci de algum detalhe relevante podem deixar nos comentários abaixo. Ficamos realmente felizes de ver que o nível das apresentações está aumentando cada dia mais e que o Brasil já está na prática atraindo investidores e seed funds do Sillicon Valley.

Um abraço!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que aprendi discutindo a relação na #DR de Comunicação na ESPM

No dia 20 de agosto, estive presente na Discussão de Relação sobre Comunicação e Inovação, mais conhecida como #DR de Comunicação e Inovação que aconteceu no Auditório Philip Kotler na ESPM aqui em São Paulo.

Nesse evento participaram grandes figuras do marketing brasileiro e do meio digital, infelizmente não pude participar de todo o evento, mas apenas do período da manhã onde acompanhei as palestras de Alexandre Franzolim da Money Business; Marina Miranda (sócia diretora da Mutopo), referência em crowdsourcing no Brasil (além dos nossos amigos do Catarse ;-D ); palestra cativante e engraçada de Ken Fujioka (sócio da Loducca, uma das maiores agencias de publicidade do Brasil) e o incrível exemplo de empreendedorismo corporativo do Leonardo Santos, diretor de TI da Billabong Brasil, este último caso pretendo deixar para escrever um outro artigo a respeito.

Cada um dos palestrantes falou sobre um tema específico. Abaixo algumas reflexões que eu tive sobre as apresentações que assisti e que servem de conselhos para os empreendedores:

Alexandre Franzolim falou sobre a importância de uma boa apresentação, seja de PowerPoint ou qualquer outra e como fazer uma boa apresentação. Que por sinal a dele foi excelente.

  • Ao fazer uma apresentação tenha um roteiro. Estabeleça um raciocínio contínuo contando uma história, porém de forma objetiva; 
  • Sobre a parte artística do projeto: Rabisque muito com lápis e papel. Exteriorize da forma mais flexível que pode, sem limitar-se àqueles organizadores de raciocínio ou de figuras padronizadas do computador. Deixe fluir uma diagramação natural com os elementos de sua idéia; 
  • Dê sempre um coaching, ensinando algo as pessoas e conhecendo-as melhor. Entenda o tipo de público que você tem e o que eles esperam de você. Nunca pressione os introvertidos, mas ache um meio termo dando pausas reflexivas durante sua apresentação, o famoso “momento que faz pensar”. 

Marina Miranda, falou sobre social production e um pouco como o crowdsourcing vem sendo usado. Um dos pontos que me chamou a atenção foi quando ela falou sobre engajamento.

  • Ela afirma que engajamento diz respeito a troca de valores, ou seja, um usuário recebe de uma marca reconhecimento ou exposição, muitas vezes nada relacionado;
  • Clientes/Usuários engajados, mesmo que apenas fazendo comentários, podem ser “contratados”;
  • O conceito de gamification pode ajudar a melhorar algum produto / aplicativo que você criou, talvez criando um modelo de negócio diferenciado. 

A palestra de Ken Fujioka não foi menos do que qualquer um dos outros, ele expôs um case do famoso American Idol, mais expecificamente de uma atração do parque da Disney chamado American Idol Experience, onde você pode se tornar um pequeno astro por alguns minutos.

  • Não faça branding, mas gere um brand experience para marcar a vida das pessoas;
  • Empresa Pavão: Grita, fica chamando atenção com sua aparência e quer ficar se mostrando. Já é um modelo em declínio, pois não consegue mudar o comportamento dos consumidores.
  • Empresa Bowerbird: FAZ! Suas ações são mais aparentes do que a imagem que fica pensando em transmitir. 
  • Sua marca tem feito mais do que fala?
Sobre a apresentação do Leonardo Santos, pretendo escrever um outro artigo contando a historia dele e explicando o conceito de empreendedorismo corporativo, mas por enquanto fiquem com um video produzido pela Billabong Brasil, com o próprio Leonardo contando o que ele fez dentro de uma das lojas da rede.




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