7 Fundamentos para Empreender com Visão e Bem-Estar.

Aqui você encontrará 7 princípios fundamentais para empreender com qualidade de vida.

Preciso de Investimento para o Meu Projeto Startup!

Por quê? (Introdução)

Dica - Entenda a Demanda pelo Seu Produto.

Um conceito de extrema importância para todos os empreendedores.

Conheça o Gerador de Idéias do Startup Diário.

Inspire-se!

Startup Entrevista - PlataformaTec

Conheça um pouco mais da PlataformaTec em uma entrevista com Marcelo Park, um dos fundadores da empresa.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Eventos - Br NewTech: Resultados e impactos no ano para o empreendedorismo

Esta semana, recepcionados pela Vivo/Telefônica, que começou a se envolver fortemente no mundo do empreendedorismo com o programa de aceleração Wayra, Bedy Yang (fundadora do Brazil Innovators) e Flavio Pripas (do fundador do Fashion.me) apresentaram mais uma edição do BRNewTech, o evento de empreendedorismo digital brasileiro que ganhou a maior atenção de empreendedores e principalmente de investidores do Brasil e de outras partes do mundo, incluindo Vale do Silício.

O BRNewTech, que completa um ano essa semana, desde sua primeira edição só ascendeu ao sucesso, trazendo sempre consigo uma rede de empreendedores engajados em desenvolver negócios e investidores dispostos a instruir empreendedores em como construir uma boa estratégia de negócios. Acabou que este evento impulsionou um ambiente de desenvolvimento de negócios no Brasil, sendo fonte de inspiração para que acontecessem outros eventos regionais organizados pelos próprios empreendedores na maioria das vezes.

Como sempre, desta vez estavam presentes muitas "celebridades" da cena empreendedora brasileira: Felipe Matos fundador da aceleradora Startup Farm; Cássio Spina; fundador da rede de investidores anjo Anjos do Brasil; Marco Gomes, fundador da boo-box; Daniel Izzo, sócio do fundo de venture capital para negócios de impacto social Vox Capital; Diego Remus do site de notícias de empreendedorismo e startups Startupi; Ted Rogers sócio da Arpex Capital e muitos outros além dos fundadores de algumas startups como Ledface, Agendor e Colorcube Games.

Cada um dos palestrantes teve oportunidade de compartilhar um pouco do que foi destaque para ele neste ano e dentre os aspectos mencionados destaco alguns deles abaixo:

  • Aumento na qualidade e conhecimento dos empreendedores;
  • Difusão de uma cultura importada do Silicon Valley, berço de gigantes da tecnologia;
  • Mudança no pensamento e comportamento dos empreendedores brasileiros;
  • Reavivamento no ambiente startup no mundo, "pós-bolha", fazendo com que investidores acordassem e empreendedores agissem;
  • O crescimento de uns 300% no número de fundos que investem em empresas startups e um crescimento talvez ainda maior no número de empreendedores de startups no Brasil;
  • Aumento drástico no número de programas de aceleração, talvez chegando a dezenas, com destaque para o Startup Farm que teve duas edições (SP e RJ) e agora está com as inscrições abertas para quem quiser participar em Belo Horizonte;
  • Destaque também na aceleradora que tem muito para crescer internacionalmente que é a 21212, que faz ponte Rio de Janeiro e New York, contando com muitos mentores em sua rede americana;
  • Expansão do conhecimento empreendedor através de um aprofundamento de temas como Business Model, Lean Startup, Customer Development e Open Innovation;
  • Criação da Associação Brasileira de Startups e da rede de investidores-anjo Anjos do Brasil;
  • Possível bolha de startups brasileiras nos próximos 2 anos, o que é normal, até que a economia esteja bem apropriada e acostumada ao surgimento dessas empresas.
  • Destaque do Brasil no cenário internacional, como sendo o próximo vale (do Silício!?) de oportunidades.
Quando souberem de outros eventos ou quiserem ajudar na divulgação nos escrevam (contato@startupdiario.com.br), que talvez possamos publicar algo a respeito. 

Grande abraço!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dica - Entenda a demanda pelo seu produto

É importantíssimo que o empreendedor relembre alguns conceitos básicos de marketing e estude o tipo de demanda com que ele vai lidar. Os tipos de demanda com os quais cada tipo de negócio terá de lidar é que ajudarão a determinar suas estratégias de marketing, de como abordar o cliente, a forma de divulgação e até a necessidade de inclusão de novas features - características principais ou acessórias - que deverão ser associadas àquele produto. A demanda por um produto pode ser:
(a) inexistente, aí deverá ser totalmente desenvolvida/criada pelo empreendedor;

Metrô em SP: Será que temos demanda por transporte?
(b) latente, ou seja, não existe hoje nenhum produto que satisfaça uma grande necessidade, portanto existe espaço para algo novo;

(c) irregular e/ou sazonal, acontecendo ocasionalmente ou em épocas específicas do ano (como sorvete, assessoria tributária, serviços de advocacia, etc.);

(d) declinante, devendo entender a causa e elaborar estratégias para reverter esse quadro, ou mesmo pensar em mudar o segmento/nicho/produto;

(e) excessiva, como um restaurante que recebe tantos clientes que a qualidade do atendimento começa a cair, ao mesmo tempo que facilita a entrada nesse mercado, tanto para você quanto para futuros concorrentes;

(f) até mesmo uma demanda indesejada, como é o caso de muitas “fábricas de software” que as vezes recebem demanda por desenvolvimento de um software que eles até tem capacidade/habilidade de fazer, porém não é o foco do negócio, o que pode tornar este desenvolvimento de baixa qualidade, desvantajoso para a empresa ou até mesmo muito custoso para o cliente. 

O que quero dizer, é que não é só porque você tem um produto legal que as pessoas vão se interessar em usar. E mesmo que se interessem e usem, quantas querem se tornar seu cliente recorrente? E quantas estarão dispostas a pagar por isso? E mesmo que estejam dispostas a pagar, quanto estarão dispostas a pagar? E quanto pretendem usar? Será que isso tudo consegue fazer sua receita superar seu custo?

E aí!? Será que como será que os investidores estão analisando a demanda que você acha que têm? Será que está na hora de ir até eles e pedir funding? Este artigo faz parte da série que me comprometi a escrever...aos poucos vai saindo, desculpem a demora pois em novembro estamos fora do país, quem sabe trazendo novidades!

E comentem...! Contem-nos o seu caso de validação da demanda pelo seu produto/serviço! Pode ser por e-mail também: contato@startupdiario.com.br

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O valor de uma ideia é diferente do valor de um negócio!

Continuando a minha série de chateação para aqueles que querem empreender e estão indo atrás de investimento... ;-)

Ao contrário de outros empreendedores e investidores, não estou dizendo que uma ideia não vale nada, só estou dizendo que uma ideia sem aplicação é uma mera teoria. Ou seja, uma ideia que não foi executada vale QUASE nada. Sem planejamento não há perspectivas de que ela funcione e sem execução não há provas de que ela funciona. Mas uma boa/ótima ideia é o que motiva as pessoas a investirem (tempo e dinheiro) em algo que elas acreditam que possa fazer a diferença.

Além disso, se sua ideia for inovadora, muito diferente de tudo que já foi criado até hoje e pretende revolucionar a sociedade/economia, então a incerteza sobre ela é ainda maior, pois não existe nenhum caso prático que comprove que o modelo funciona, sendo seu valor apenas subjetivo.

Você precisa de dinheiro para contratar um programador? Mas porque não conseguir um sócio que seja programador ou você mesmo aprende a programar?

É muito caro desenvolver o produto e você precisa de ferramentas!? Então, porque não constrói apenas um protótipo com acessórios alternativos e observa a receptividade das pessoas a ele para depois conseguir recursos!?

Já pensou em conseguir dinheiro da sua família e amigos (3Fs – Family, friends and fools)? Se eles não comprarem sua ideia existe algo de errado.

Não fique tentando conseguir um investidor para a sua ideia, alegando que depois que tiver dinheiro poderá se dedicar a ela e fazer render muito. Pois, se você realmente acha que sua ideia vale o investimento de milhares de reais, porque você não começa investindo seu tempo integral e seu próprio dinheiro!? É mais fácil pensar em trabalhar com o dinheiro de outros não é!? Ou você precisa de dinheiro para manter seu padrão de vida? Meu caro amigo pretendente a empreendedor, se nem mesmo você investe em sua ideia, porque um investidor deveria?

Depois que seu pequeno projeto, ou ideia, começar a gerar alguma receita, mesmo que com prejuízo, aí sim pode dizer que ele tem um valor real e mensurável. Apesar de sabermos de histórias de empresas como o Twitter que demorou alguns anos para estabelecer um modelo de receita, consideremos que ele faz parte doa exceção de 1 em 1 milhão (talvez 100 mil) de empresas que surgem e que demonstram tal potencial sem gerar receita na prática. Além disso, potencial não significa que vai conseguir, mas que existe a possibilidade.

É por isso que muitos investidores como Cássio Spina da Anjos do Brasil e Pierre Schurmann da Bossa Nova Investimentos já falaram que quem está investindo numa startup está investindo na verdade nos empreendedores. O que faz até sentido se considerarmos que os projetos podem ser recomeçados ou modificados, enquanto que a equipe de execução só nascendo de novo rsrs.. ou gastando um tempo imenso em aprender e praticar. Mas é exatamente este o ponto que quero reforçar, ideia sem execução apropriada fica só olhando para o potencial, enquanto que uma boa ideia, bem executada gera recursos para alcançar esse potencial.

Antes de você abordar um investidor ou um possível parceiro com sua ideia, procure pessoas que você conhece, empreendedores nos eventos como o BR New Tech ou pessoas que você acredita que sejam seus futuros clientes/usuários para que eles ajudem a validar sua ideia/projeto. E se ele não gostar ou não se empolgar muito, pergunte o que não gostou e o porque, e mais importante, escute o que ele tem a dizer, pode ser necessário "pivotar" seu projeto, ou seja, mudar os rumos que estava tomando e talvez o objetivo que tinha em vista. Na minha opinião um empreendedor de verdade deve ser humilde e ter coragem de muitas coisas, dentre elas: 1) Arriscar-se em sua paixão; 2) Mudar de ideia; 3) Mudar o mundo; 4) Compartilhar (ideias e recursos); e 5) Assumir sua falha e aprender com ela.

Continuem acompanhando e contribuindo com perguntas e comentários para que possamos enriquecer ainda mais para os próximos artigos e que eles sejam cada vez mais uteis para vocês empreendedores e investidores.

Forte abraço!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Startup Entrevista - guiaCMYK

Já faz algum tempo conversei com Leonardo Almeida, diretor e fundador do guiaCMYK, e gostaria de compartilhar um pouco da experiência dele com vocês.

Mas antes uma introdução ao guiaCMYK: ele “é uma nova forma de contratar gráficas”. Que objetiva facilitar a busca pela gráfica ideal e tornar mais intuitivo o gerenciamento de impressão gráfica das empresas, pois hoje esse processo é muito manual, cheio de retrabalhos e cada gráfica trabalha de um jeito – dificultando a vida dos clientes.

Dessa conversa, o que mais me chamou a atenção é quando falamos sobre o empreendedor financiar seu próprio negócio, principalmente mostrando que acredita no próprio projeto. Confiram abaixo como foi nossa conversa, que apesar de longa foi muito interessante:

Startup Diário: Como surgiu a idéia de montar o guiaCMYK?
guiaCMYK: A ideia surgiu durante minha pós graduação, na USP, em 2007. A proposta inicial era criar uma forma mais fácil de encontrar gráficas, baseado em tags. E felizmente o projeto foi aprovado na academia.

SD: Como você identificou o problema que atendem?
guiaCMYK: Como tinha um escritório de design, precisávamos constantemente produzir material impresso. Eram folders, livros, catálogos, etc. Encontrar uma gráfica que atendesse nossas necessidades com bom preço e qualidade era uma saga.

SD: Foi elaborado um Business Plan (Plano de Negócios)? Ele foi seguido?
guiaCMYK: Por ocasião da monografia, elaborei um estudo bem extenso que incluía o BP. No total eram cerca de 300 páginas. Sinceramente isso engessou um pouco as coisas. Elaborei uma versão mais simples, mais “business”, com 10% do tamanho original para começar o trabalho.

SD: E como foi o processo inicial de execução da idéia?
guiaCMYK: Com a conclusão da pós a ideia foi engavetada. Na época eu tinha outra empresa, um escritório de design. Três anos depois, em 2010, retomei o projeto, modernizei-o (o conceito original é 30% do que o guiaCMYK se tornou) e coloquei em prática. Contratei um programador por três meses, aluguei um espaço de co-working e coloquei uma versão beta no ar.
Para executar a ideia usamos muito de design thinking. Ou seja, iniciei analisando o problema, o processo e seus gaps - como funciona hoje a contratação e gerenciamento das gráficas pelas empresas. Em seguida, procurava adicionar valor em cada etapa – tanto para o cliente, quanto para a gráfica.

SD: De onde vieram os recursos para iniciar as atividades do negócio? Bootstrapping, angel investors, venture capital, prêmios em competições.
guiaCMYK: Um dos maiores desafios que tive foi financiar o projeto, mas acabei financiando com recursos prórprios (bootstrapping). Vendi o meu carro e fiz um financiamento para amortizar o pagamento. Dividi o dinheiro em investimento inicial e marketing para os primeiros meses.

SD: Acha que todo empreendedor deveria investir recursos próprios (bootstrapping) ou pelo menos ter coragem de fazer isso?
guiaCMYK: Acho bootstrapping essencial. Mostra o comprometimento do empreendedor com sua - até então - ideia e o força a ser criativo a todo momento. É necessário ser lean e arrumar soluções práticas e de baixo custo para os problemas do dia-a-dia.

SD: Qual é/foi a estratégia para lançamento do negócio?
guiaCMYK: Fizemos campanhas de PPC (pay-per-click) em ferramentas de busca. Foi a forma mais imediata para gerar tráfego e ter feedbacks das pessoas. Investimos também em assessoria de imprensa e conseguimos espaço nas principais publicações do setor, como a Professional Publish e a Graphprint.

SD: Qual o modelo de negócios adotado/desenhado para o guiaCMYK? Houve a necessidade de uma reformulação no modelo de negócio em algum momento?
guiaCMYK: O modelo baseia-se em Lead Generation e SaaS, software como serviço. No momento a ênfase é no primeiro e somos comissionados sobre os trabalhos conquistados pela gráfica. Estamos avaliando outras opções, como cobrança de mensalidade ou venda de cotas de patrocínio. Estamos em busca da maturação do modelo, aliás é sempre importante tentar evoluí-lo.

SD: Pensou algo no conceito de lean startup ou de MVP (Minimum Viable Product) na criação de seu negócio? Conhece esses conceitos? O que acha?
guiaCMYK: No início desconhecia esses conceitos, mas os usava de forma intuitiva. Éramos lean por força maior (risos) e apenas com um MVP poderiamos colocar o guiaCMYK no mercado e lançá-lo. Vim conhecer melhor esses conceitos participando de eventos de startups como o BRNewTech.

SD: Já participou de alguma competição de startups ou plano de negócios em que teve que apresentar sua ideia? Como foi?
guiaCMYK: Sim. Já participei do Moot Corp e o Desafio Brasil. Não avançamos, mas recebi feedbacks valiosíssimos.

SD: Qual foi o feedback mais marcante para você e o que você mais aprendeu fazendo pitches e apresentando sua idéia?
guiaCMYK: Foi no Desafio Brasil 2011. O grupo de jurados reforçou a importância de ter sócios para complementar expertises. Eu tinha - tenho - essa orientação de fazer as coisas sozinho e comecei a repensar esse comportamento. Quando estava analisando possibilidades para viabilizar o guiaCMYK até prospectei alguns parceiros/sócios, mas a negociação não avançou.

SD: Com o negócio funcionando, como se tornou sua rotina? Era como esperado?
guiaCMYK: No início senti na pele a necessidade de uma equipe para a operação – algo que não imaginava nos planejamentos. Eu acabava sendo o telemarketing, pois precisava fazer os followups juntos aos clientes e gráficas para garantir que todos estavam satisfeitos. Logo percebi que isso dificultaria o crescimento do negócio e sua escalabilidade. Desenhei e programei um sistema de CRM para automatizar esse processo.
De fato, essas passagens “pelo balcão” são a melhor forma de gerir o negócio. O empreendedor vivencia os problemas e, com isso, pode trabalhar numa forma de resolvê-lo – seja automatizando, delegando, etc.

SD: E quanto ao gerenciamento da equipe? Como foi formada e dividida a equipe?
guiaCMYK: Éramos dois: Eu cuidava do planejamento e design. Contratei um programador para o banco de dados e os desenvolvimento. Esse espírito de startup, onde todos estão juntos num mesmo objetivo e sem muitos recursos, ajudou demais.

SD: Você está se tornando o que considera um "empreendedor de sucesso"? Porquê?
guiaCMYK: Sim! Apesar do guiaCMYK – ainda – não ter atingido o ROI (Retorno sobre o Investimento), valeu cada centavo investido no projeto. Sou partidário da frase “put your money where your mouth is” e isso, para mim, já é 80% do sucesso.

SD: O que você aprendeu com o desenvolvimento da guiaCMYK e quais as dicas que você deixaria para aqueles que pretendem montar o próprio negócio?
guiaCMYK: Aprendi a começar pequeno e querer ser grande. A ser beta. Como diz Luther King, “dê o primeiro passo. Não é preciso ver toda a escada, apenas dê o primeiro passo com fé”.

SD: E como sempre, eu gostaria que você deixasse uma dica de leitura para os empreendedores de plantão, sobre algo que te ajudou ou marcou sua vida.
guiaCMYK: Dou duas dicas: The E-Myth Revisited, do Michael Gerber, me ensinou a importância de criar uma empresa que funcione sem a presença do dono – a proposta do autor é documentar tudo, como se fosse criar uma franquia. A outra dica é o Vendedor do Tempo, do Fernando Trías de Bes, que tem uma narrativa fantástica sobre nossa relação do tempo e dinheiro.


Particularmente dei uma breve lida no conteúdo do E-Myth e ele me inspirou muito em algumas palestras que estou preparando. Mas é isso aí galera, deixe seus comentários, se a entrevista ficou muito grande, se esse formato de entrevista é legal e continuem entrando em contato contando o que rola no "mundo empreendedor" e como vocês tem lidado com as diversas situações que aparecem.

Sei que nesta entrevista apareceram muitos termos que nem todos estão acostumados, pretendo escrever sobre cada um deles mais detalhadamente em outra oportunidade, mas de qualquer forma me pergunte para que eu possa saber as maiores urgências ;-)  Estamos no email: contato@startupdiario.com.br ... e não esqueça de seguir-nos no Twitter e ficar informado sobre as principais notícias para empreendedores do mundo.

Valeu a entrevista, grande abraço!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Preciso de investimento para o meu projeto startup! Por que... (Introdução)

Sabe quando você está cansado de ouvir sempre a mesma pergunta e as mesmas frases:

“Eu tenho uma idéia e só preciso de dinheiro para...”
“Montei o protótipo de um projeto, mas preciso investir X milhões em marketing para atrair usuários...”
“Tenho um projeto, mas não posso divulgar exatamente, mas é algo no segmento de ... será que você pode me ajudar a conseguir um investidor!?”

Estou achando incrível como muitos empreendedores só sabem pensar em conseguir funding – investimentos – para sua ideia/projeto/negócio, sem nem mesmo colocar em prática.


Obs: Minha intenção aqui não é ser um chato crítico, mas conceder algumas críticas construtivas que possam ajudar os empreendedores a melhorar a qualidade de gestão de seus negócios e ajudá-los a evitar problemas com investidores.

Amigo, primeiro vai executar seu projeto, conseguir alguns users, provar que isso é um negócio e não somente um produto, que você e seus sócios têm capacidade e vontade de executar, que os objetivos são coerentes com a realidade e que dá para conseguir escalar e lucrar com esse projeto! Depoooois você peeeensa em obter recursos de investidores.


Tem gente que pensa que é de graça que se recebe investimentos: “Eu dou 10% de participação e ele investe R$100.000 no meu projeto!”. Cara cai na real!!! Você quer vender algo que nem sabe quanto vale, por um preço que nem sabe se é viável, na expectativa de um retorno que nem sabe se existe! Te pergunto você sabe o que é valuation? Sabe como se calcula?

Eu te respondo. Esquece valuation! Foco no business my friend!

Você “dar” a participação de seu negócio para um investidor significa que ele se tornará o seu sócio capitalista, ou seja, ele também manda na empresa. É mais importante um investidor que possa ser mentor contribuindo também com sua experiência do que um investidor que entre apenas com recursos.

De qualquer forma, primeiro faça seu negócio ser independente de terceiros, depois se você considerar necessário um investimento muito alto que não é possível conseguir sozinho, com a própria geração de caixa do negócio, aí sim você pensa em obter recursos.

Ia chamar este artigo de “Carta a um futuro empreendedor”, mas achei o nome muito amplo e quase trivial (mas talvez use futuramente). De qualquer forma existem muitas cartas a serem escritas aos empreendedores e àqueles que desejam empreender.

Dentre as cartas (emails) que eu escreveria (e já escrevi) para alguns aspirantes a empreendedor, normalmente tudo começa quando me falam: “Preciso de ajuda para conseguir investimento para minha idéia / projeto / negócio!”.

Por favor, gostaria declarar esta série de artigos como ALTAMENTE RECOMENDÁVEL aos futuros empreendedores, pois assim otimizamos o tempo dos investidores, dos mentores e dos próprios empreendedores, melhorando também o potencial das startups e do empreendedor brasileiro.

Caros amigos aspirantes e empreendedores, eu não sou empreendedor (ainda), não sou investidor (de startups) e não sou mentor (profissional). Mas coloco diante de vocês alguns aspectos sobre negócios, empreendedorismo e startups e desenvolvimento de produtos/clientes que merecem atenção séria antes de buscarem um investidor. Abaixo vocês encontram alguns dos tópicos que vou abordar nas próximas semanas:

Abordarei muitos outros assuntos, mas esses são alguns tópicos provisórios do que vou falar e para que fiquem atentos desde já. Espero que contribuam com suas sugestões sobre temas e com seus comentários para melhorar a qualidade do conteúdo que publicamos aqui.

Se acharem critico de mais, de menos ou quiserem complementar, por favor deixem seus comentários. Quanto mais útil puder ser o artigo melhor.  Podem nos enviar um emails para contato@startupdiario.com.br (por favor sem spam).

Fica aí um grande abraço e meu desejo de boa sorte! =)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Gerador de Idéias – Franquia de Batatas Fritas

Estava comendo um lanche do Giraffas, e as batatas fritas estavam particularmente saborosas. Bem quentes, pois tinham acabado de ser fritas, crocantes, com sal na medida certa, e o óleo também. Nada saudável, mas muito saboroso.

Pensei que nem sempre saboreamos uma batata frita tão boa assim. Não há dúvida que as pessoas gostam de batatas fritas, e se fizessemos uma pesquisa de comparação se os usuários preferem uma batata recheada assada ou uma porção de batatas frita, creio que a grande maioria optaria pela batata fria. Agora eu te pergunto, porque existe uma franquia especializada em batatas assadas e não existe uma especializada em batatas fritas!?

Entendo que a oferta de batata frita é gigante, praticamente todo fast food , barzinho e restaurante fazem batatas fritas, mas ninguém é especializado nisso, niguém garante qualidade sempre. Quantas vezes você já não consumiu umas batatas murchas no McDonald’s?

Se alguém criasse uma franquia especializada em batatas fritas, com as características que citei no começo do texto, e a garantia de uma ótima experiência em todo consumo, certamente seria um sucesso. Essa franquia poderia criar sabores de batatas fritas, inventar alguns novos adendos, além do cheddar e bacon. Haveria uma infinidade de possibilidades, até da batata frita doce.

Se você gostou da idéia e quer aplicá-la fique a vontade, se tem interesse em participar do Gerador de Ideias contribua enviando-nos as suas idéias ou simplesmente suas dúvidas, críticas (elogios) e sugestões. Deixe um comentário ou mande um email para contato@startupdiario.com.br.

E não esqueça de nos seguir no twitter e ficar sabendo das principais notícias do "mundo empreendedor": @StartupDiario.

Um abraço!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Startup Entrevista - Pierre Schurmann: Investidor-anjo da Bossa Nova Investimentos

Preparem-se empreendedores e startups, o investidor Pierre Schurmann está de volta!

A economia brasileira começou a ganhar destaque global no ano passado e este ano parece ser o ano do empreendedorismo no Brasil. Muitas startups saindo todo mês e cada uma com uma idéia mais inovadora do que a outra. É isso o que tem atraído investidores estrangeiros para apoiar os empreendedores brasileiros que demonstrem potencial para fazer um negócio inovador e escalável, a maior prova disso foi o Geeks on a Plane que trouxe vários investidores e empreendedores do Vale do Silício e de outros lugares do mundo (e nós estivemos lá!).

Na primeira semana de setembro fui a mais conferir mais uma edição especial do BRNewTech em parceria desta vez com Brazil Innovators e 500Startups, onde empreendedores apresentaram seus projetos para que investidores estrangeiros da 500Startups invistam. Porém não é o único local onde existem investidores, no Brasil também temos. E um dos mais famosos investidores de startups e também empreendedor é Pierre Schurmann, de quem eu tive a honra de assistir uma apresentação no Idéias na Laje e que nos deu uma entrevista exclusiva falando sobre a Bossa Nova Investimentos.

Ele nos contou que a começou a ser mentor quando um empreendedor pediu uma ajuda, desde então gostou muito e resolveu investir seu tempo e dinheiro nessa idéia. Foi aí que surgiu a Bossa Nova Investimentos. A Bossa Nova pretende investir em startups e projetos que já estejam pelo menos em early-stage ou versão beta, historicamente Pierre nos conta que eles investem entre US$50 mil e US$400, obviamente dependendo do segmento e expectativa de retorno. Confira a seguir como foi a entrevista na íntegra:

Startup Diário (SD): O que te motivou a virar um investidor anjo e a criar a Bossa Nova Angels?
Apresentação de Pierre Schurmann no Ideias na Laje.
Pierre Schurmann: A Bossa Nova (que agora se chama Bossa Nova Investimentos) marca minha volta como investidor em startups no Brasil. Quase dez anos depois de ter co-fundado a Ideia.com, incubadora que captou U$7.3MM da Warburg Pincus e investiu em 14 startups em 2004, voltei a olhar o ecosistema de startups há alguns anos. Eu diria que a volta foi quase que por acaso. Estava morando na Bahia há algum tempo, e foi quando um empreendedor me pediu para ser mentor. Comecei, gostei e decidi que iria dedicar meu tempo a ajudar empreendedores. Passado uns meses reencontrei o Martino Bagini (sócio da Astella Investimentos) e decidimos investir na Navegg (startup que fornece serviço de análise de audiência e publicidade personalizada/segmentada). No começo deste ano meu sócio no Experience Club se ofereceu para comprar minha parte e consegui passar a dedicar 100% do meu tempo a olhar novos investimentos. Depois de investir em quatro startups, ficou claro que precisava fazer isso de forma mais estruturada. Assim nasceu a Bossa Nova Anjos, que agora virou Bossa Nova Investimentos.

SD: Em quais tipos de empresa a Bossa Nova pretende investir e porquê?
Pierre Schurmann: Já investimos em oito empresas (cinco já divulgadas). O foco são startups tanto B2B quanto consumer internet que tenham potencial de expandirem além do Brasil. Entendemos que existem grandes mercados que ainda podem ser impactados por novas tecnologias.

SD: Quando / porque os empreendedores deveriam procurar a Bossa Nova?
Pierre Schurmann: Investimos em early-stage, que no nosso ver significa ter pelo menos, um protótipo rodando.

SD: Que buscam em empreendedores/ projetos?
Pierre Schurmann: Buscamos empreendedores que sejam hackers. Gente que quer mudar um segmento... ou o mundo! Idealmente precisamos ver um protótipo, um sumário para os próximos 12 meses e um time com grande capacidade de executar.

SD: Porque você acredita que vale a pena investir em startups no Brasil?
Pierre Schurmann: Porque o Brasil pode ser uma ótima base de lançamento para o restante da América Latina.

SD: Porque você acha que investidores de fora do Brasil começaram a olhar para dentro do nosso país? Ou o que o Brasil tem mostrado que interessa muito para quem investe em startup?
Acredito que investidores estão olhando para o país por uma confluência de fatores macroeconomicos externos e internos. Enquanto as economias mais maduras (Estados Unidos e Europa) têm crescido muito pouco, aqui temos bases para continuar crescendo. Além disso, a Internet no Brasil é uma das que mais crescem no mundo e ainda temos muito espaço para crescer.

Somos gratos ao Pierre e esperamos poder ajudar empreendedores e investidores que lidam com startups, seja mantendo-os bem informados, seja aconselhando-os sobre suas idéias e projetos.


Um abraço!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Startup Entrevista - Cássio Spina: Investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil


Estes últimos dias tem sido muito movimentados, tanto para nós fundadores do Startup Diário, quanto para os empreendedores que tentam acompanhar os eventos que estão acontecendo, StartupFarm, processo de aceleração 21 212, o BRNewTech recebendo a 500Startups que quer investir aqui no Brasil e agora mais uma amostra deste crescimento é o lançamento mais que oficial da Anjos do Brasil, fundada por Cássio Spina, que anteriormente já foi citado aqui com suas dicas para os empreendedores .

Desta vez, conversei com Cássio exclusivamente para o Startup Diário para entendermos melhor como deve ser a ação da Anjos do Brasil em fomentar o empreendedorismo e ajudar os capitalistas (seguindo o rigor da palavra, sem ironia alguma) a se tornarem investidores-anjo.

Lembrando que na próxima quarta-feira a Anjos do Brasil realizará a final de seu 1º Concurso de Negócios CJE e Anjos do Brasil. Será uma banca com 10 investidores, todos anjos, para avaliarem os pitches (apresentações) de 10 empreendedores.

Leia abaixo como foi a conversa com o fundador da Anjos do Brasil e sobre os objetivos da Anjos do Brasil e sua atitude de fomento ao empreendedorismo inovador junto com investidores-anjo.

Startup Diário: Como surgiu a idéia de estruturar um negócio para fomentar o ambiente empreendedor no Brasil? Como vocês pretendem fazer isso?
Cássio Spina – A idéia surgiu de um conjunto de acontecimentos: primeiro percebi que nas palestras e apresentações que fazia, poucas pessoas sabiam o que é investimento-anjo, mas demonstravam muito interesse; em paralelo comecei a receber contatos de pessoas que queriam formar grupos de investidores em suas cidades, mas precisavam de apoio e orientação. E, por fim, nos meus contatos com algumas entidades de fomento a inovação e investimento estas demonstravam o interesse em apoiar ações de promoção ao investimento anjo, pois vêem como um elemento fundamental sucesso na cadeia empreendedora.

Nós desejamos disseminar a cultura e fomentar o crescimento do investimento-anjo para apoiar o empreendedorismo inovador, pois acreditamos que o mesmo pode representar um grande diferencial para o Brasil no médio/longo prazo, como ocorrido nos EUA. Para tanto, pretendemos executar um conjunto de ações, de comunicação e integração, com as diversas entidades atuantes neste mercado, desde palestras e seminários, passando por concursos, treinamento, elaborando materiais de referência e apoiando diretamente a atuação de investidores-anjo.

SD: Como investidores-anjo, suponho que não pretendem oferecer apenas capital aos empreendedores, o que mais a Anjos do Brasil pode oferecer para as startups?
Cássio Spina – Com certeza nosso objetivo é oferecer muito mais que capital. O primeiro componente é conhecimento sobre investimento-anjo, o que ele agrega e como pode ser obtido. O segundo é aproximando empreendedores de investidores-anjo. E o terceiro é formação e compartilhamento de experiências entre investidores-anjo.

SD: Os investidores anjos normalmente investem em projetos de sua região, qual você pretende que seja o alcance da Anjos do Brasil? De que forma pretendem explorar o potencial de cidades menores?
Cássio Spina – O objetivo da Anjos do Brasil é justamente incentivar que se formem grupos/redes regionais de anjos em todo Brasil, para que os  empreendedores de todos estados tenham oportunidade de receber este suporte. Entendemos que neste estágio o foco ativo terá de ser nas capitais e principais cidades do Brasil, em especial aquelas que tenham algum pólo de conhecimento, como centros universitários, etc., mas não descartamos cidades menores, em especial havendo demanda passiva de potenciais investidores-anjo locais.

SD: Há quanto tempo você já atua como investidor-anjo e o que mudou desde então, quando se trata do perfil dos investidores brasileiros? E quanto aos empreendedores, você viu amadurecimento neles?
Cássio Spina – Eu atuo como investidor-anjo há aproximadamente 2 anos e meio, mas ativamente somente a partir deste ano, quando terminei a transição da venda da  minha empresa. Neste período percebi um grande crescimento no interesse pelo investimento-anjo, tanto com novas pessoas querendo atuar, quanto com empreendedores buscando apoio. Com relação aos empreendedores, percebemos uma evolução no seu conhecimento sobre empreendedorismo de inovação, das melhores técnicas e como o investidor-anjo pode apoiar seu negócio.

SD: E para os investidores, qual a justificativa para se tornarem investidor anjo?
Apesar de sabermos que o investidor brasileiro é muito conservador e fora isso ainda temos altas taxas de juros que pressionam os investidores a se concentrarem na renda fixa ou grandes empresas que parecem ser atrativas para um operador de mercado financeiro, Cássio mostra claramente que o valor em se investir em uma startup está um pouco além da expectativa de retorno, ao enumerar as seguintes justificativas:

·         Pelo potencial de retorno sobre o investimento
·         Pela oportunidade de aplicar sua experiência e conhecimento.
·         Pela satisfação pessoal de estar participando da construção de negócios inovadores
·         Pela oportunidade de aprender na prática como construir novos negócios.
·         Além de tudo isto, pela importância que isto pode representar para o Brasil, pelo potencial de geração de riqueza e trabalho de empresas inovadoras, conforme já comprovado nos EUA e na Europa (basta verificar que mesmo diante da conjuntura atual deles, negócios inovadores, como o Linkedin, Facebook, etc. continuam sendo muito atrativos e tem potencial de gerar muita renda para eles, como hoje já fazem empresas investidas por anjos, como a Apple, Microsoft, Google, Fedex, etc.).

Cássio diz que “o perfil típico de um investidor-anjo é de um empreendedor ou executivo que teve uma carreira bem sucedida, acumulando recursos e experiência suficiente para que tenha disponibilidade de tempo e recursos financeiros para aplicar em novos negócios”.

SD:  Sei que vocês trabalharão muito próximos dos empreendedores, qual o fator de maior importância para você quando analisando um projeto de startup? E onde a maioria dos empreendedores tem falhado mais?
Cássio Spina – Para mim o mais importante são as pessoas, o time que irá executar o projeto. É claro que o negócio em si também precisa ser atrativo, ter potencial de crescimento acelerado, inovação e um bom mercado. Infelizmente, alguns empreendedores, mesmo tendo grande potencial pessoal, não têm feito sua “lição de casa” completa, seja em estudar melhor o mercado que pretendem atuar e/ou como é a melhor forma de abordá-lo, partindo diretamente para a execução. Eu gosto de ir à prática, mas é importante que se tenha um bom fundamento preliminar, caso contrário, corre-se o risco (desnecessário) de se investir muito em algo que não tem consistência suficiente para ser bem sucedido.

Agradecemos ao Cássio Spina e desejamos a ele e toda equipe de conselheiros da Anjos do Brasil boa sorte nesta nova empreitada.

Grande abraço, fiquem com Deus.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Startup Entrevista - Kekanto


Desta vez o Startup Diário conseguiu conversar com um dos fundadores de um negócio que está crescendo cada dia mais rápido e hoje já chega aos 5 milhões pageviews por mês. O entrevistado foi Fernando Okumura do Kekanto, o Yelp brasileiro.

Sua idéia surgiu quando Fernando Okumura e Bruno Yoshimura estavam lidando com empresas de construção civil e descobriram que não havia uma forma simples e confiável de saber se aquelas empresas eram boas prestadoras de serviços e suas principais características para os consumidores. Foi aí que eles resolveram montar o Kekanto, para suprir essa necessidade de conhecer a avaliação das pessoas sobre os mais diversos  estabelecimentos  e melhorando a interação entre os consumidores para que haja de fato uma forma de recomendação confiável.

Apesar de inicialmente projetado para que avaliassem os projetos de construção civil, eles notaram que não havia praticamente nenhuma elevação de custos se quisessem disponibilizar para a avaliação de serviços de outros segmentos, então aí resolveram começar a melhorar a ferramenta e atender ainda mais as necessidades e desejos dos usuários. Desde então, parece que o público aderiu e viciou na dinâmica do Kekanto (eu mesmo comecei há um mês atrás e já escrevi pelo menos uma opinião por semana).

Modelos de negócios replicados

O Kekanto serve como uma rede social  e site de avaliação de produtos e serviços alimentado pelo crowdsourcing, ou seja, a multidão de usuários faz a rede ser cada dia mais completa. E pra ficar melhor ainda com um pouco de gamification, já que os usuários ganham pontos e escudos (como se fossem os badges do Foursquare) e disputam uns com os outros.

Modelo semelhante a este já existia em outros países, como o famoso Yelp e outros como Qyte e Citysearch, mas mesmo assim os garotos resolveram empreender e criar sua startup por perceberem que este modelo de startup ainda não tinha destaque no Brasil e que estavam caindo no gosto dos brasileiros. Aliás, os atuais usuários do Kekanto já podem acessá-lo nos mais diversos dispositivos móveis, como iPhone e Android ou simplesmente navegando na versão mobile do site.

Isso me lembra de mencionar, que o Brasil ainda está muito mal explorado tecnologicamente falando, principalmente no que diz respeito a serviços de internet e inovação. Mesmo sabendo que a demografia, a cultura e barreiras fiscais e estruturais dificultam esse processo, acredito que, assim como o Kekanto ou o Catarse, muitos outros modelos de negócio podem ser ainda replicados no Brasil, melhorando a qualidade de vida das pessoas e a interação entre elas.  Não tenha medo de empreender só porque sua idéia já existe, o importante é ter paixão por ela e coragem e capacidade de executá-la.

Investimento e empreendedorismo

Durante cerca de um ano e meio Fernando e Bruno fizeram bootstrapping do Kekanto, ou seja, todos os recursos financeiros e de tempo investidos foram seus recursos pessoais, o que provavelmente fez com que eles valorizassem cada centavo gasto para que fosse gasto da melhor forma possível.

Recentemente o Kekanto atraiu investidores bem alinhados com os objetivos da empresa, como Vinicius Marchini, sócio do banco de investimento BRPartners,  e o CEO do Groupon, Florian Otto. Notícia esta que provavelmente dará um gás maior para que o negócio continue ganhando mercado e número de usuários.

Notem que ao buscar um grupo de investidores para investir na sua startup, estes investidores devem estar bem alinhados com os objetivos de expansão dos empreendedores, pois ser empreendedor não significa independência no trabalho e nas suas decisões como muitos pensam. Muito pelo contrário, já que você tem que prestar contas diretamente aos investidores, saber lidar com as pequenas discordâncias que acontecem entre os sócios e ainda saber que sua vida financeira depende disso. No final você não tem apenas um chefe, mas muitos.


Sugestão de Livro para Empreendedores

A sugestão de Fernando são dos livros da série Pai rico, paipobre, neste caso ficou como sugestão o livro “Aposentado Jovem e Rico”.

Ambos os livros falam sobre como se “relacionar com o dinheiro” de forma que ele não seja a centralidade e os objetivos principais das suas ações, mas que ele seja a conseqüência de boas atitudes empreendedoras. São ambos livros que levam a quem o lê aprender a ter disciplina financeira.

O modelo do Kekanto me lembra um outro caso de empreendedorismo brasileiro, o do Guidu, nas devidas proporções é claro.

Bem, espero que tenham gostado. E se você tem um negócio, uma idéia ou qualquer outra coisa ligada a empreendedorismo não hesite em nos mandar um email contando (contato@startupdiario.com.br).

Um abraço!

sábado, 10 de setembro de 2011

Os startup pitches do Brazil Innovators + 500Startups no BRNewTech

Na última terça-feira dia 06 de setembro dei uma passada num dos melhores eventos de empreendedorismo do Brasil, o BRNewTech, em sua 8a edição.

Desta vez o esquema foi um pouco diferente das edições anteriores. O objetivo deste dia foi assistir aos pitches / apresentações de projetos de startups que fazem participam da rede de contatos do BRNewTech e algumas sejam escolhida para receber investimento de uma das grandes incubadoras dos Estados Unidos, a 500Startups. Dentre as outras startups, ainda existe a possibilidade de algumas serem selecionadas para participarem da incubação no Vale do Silício.

A 500Startups foi fundada por Dave McClure que esteve presente no Brasil em maio com um enorme grupo de investidores e empreendedores para conhecerem o potencial das startups brasileiras, o evento muito bom em também a equipe do BRNewTech e do Brazil Innovators foi o host, o Geeks on a Plane.

A equipe empreendedora selecionada já estará dentro de um mês trabalhando e sendo acelerada por esse grande time de mentores.

Algumas dicas reflexivas que aprendi durante as apresentações dos empreendedores:
  • Pratique bastante sua apresentação para se ater ao tempo determinado.
  • Comece expondo seu problema contando uma breve historia;
  • Interaja com a audiência, mas cuidado com as perguntas, pode ser que sua estatística funcione numa população maior, mas não num pequeno grupo de pessoas. Por exemplo, perguntar para um grupo de executivos quantos deles jogam algum tipo de jogo no facebook. Mas se você cometer este erro, não se envergonhe, ria e prossiga com alguma pergunta mais óbvia ou sem a resposta.
Abaixo confira quais foram as startups que apresentaram seus projetos neste evento:

COMENDOBEM.COM.BR
Intermediação de pedidos de comida delivery, trabalhando como plataforma de vendas e de controle de pedidos para os restaurantes.


DECOLEJÁ
Agencia de Viagens Online que ao invés de utilizar simples atendentes para dar suporte, quer trabalhar com um ótimo serviço de atendimento prestado por consultores de viagem.




GPNX / iVIP
Plataforma para permitir que os negócios e marcas engajem sua audiência por meio de gamificação de seu negócio, direcionando e controlando o comportamento dos usuários. Arrecadando métricas para analise do comportamento dos usuários, melhorando a integração com as redes sociais e interagindo com os usuários.

UNICARONAS
Problema com transito? Não gosta de transporte publico e não quer pegar taxi? Unicaronas oferece uma forma de intermediação segura para compartilhar e pegar caronas programadas com outras pessoas da sua região. Eles trabalham com validação de cadastros, rating entre os usuários e conexão nas redes sociais. Publico alvo? Principalmente universidades e eventos, que ajudam na validação do cadastro dos usuários.

EVERWRITE
Processamento e analise de termos de busca, disponibilizando para produtores de conteúdo uma ferramenta SaaS que ajuda a melhorar a qualidade do conteúdo gerado por eles.


FONISTA
Consolida uma lista de serviços que vão até você! Delivery, empregada doméstica, eletricista, pizzaria, etc. Praticamente um Foursquare para telefones úteis.


Site para agendamento de consultas. Onde dentistas e médicos poderão disponibilizar sua agenda e perfil / currículo para os usuários; consultórios poderão ser encontrados por novos pacientes e os pacientes receberem lembretes por email e sms (diminuindo no-show). Modelo de Receita: Taxa por agendamento! Concorrente do Helpsaude!

AGILERP
Ferramenta para automatizar a parte de gerenciamento financeiro e de fluxo de caixa e reduzir margem de erro dos processos manuais.

Um ambiente para comercialização de viagens para estrangeiros vindo para o Brasil. A idéia é que a pessoa que vem ao Brasil quer fazer um tour ou outra viagem qualquer, ela cadastra a sua viagem e todos os vários agentes de viagem fazem sua proposta de preço e locais disponíveis para este passeio, onde o viajante vai poder escolher a melhor proposta. É o mesmo modelo de crowdsourcing do WeDoLogos, mas aplicado a viagens.

É o braço de entretenimento da 8D Digital. É uma empresa de games mobile (tablets ou smartphones), e para internet, seja em formato de advergames ou game educativo. Com uma cultura bastante alegre a empresa busca desenvolver projetos que mostrem o famoso ROI (Return on Investment - Retorno sobre o investimento) para os clientes.





Solução tecnológica para o ambiente social de condomínios, buscando melhorar a interação administradora, sindico e condôminos, conectando também anunciantes na região dos condomínios.

É isso, se me esqueci de algum detalhe relevante podem deixar nos comentários abaixo. Ficamos realmente felizes de ver que o nível das apresentações está aumentando cada dia mais e que o Brasil já está na prática atraindo investidores e seed funds do Sillicon Valley.

Um abraço!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que aprendi discutindo a relação na #DR de Comunicação na ESPM

No dia 20 de agosto, estive presente na Discussão de Relação sobre Comunicação e Inovação, mais conhecida como #DR de Comunicação e Inovação que aconteceu no Auditório Philip Kotler na ESPM aqui em São Paulo.

Nesse evento participaram grandes figuras do marketing brasileiro e do meio digital, infelizmente não pude participar de todo o evento, mas apenas do período da manhã onde acompanhei as palestras de Alexandre Franzolim da Money Business; Marina Miranda (sócia diretora da Mutopo), referência em crowdsourcing no Brasil (além dos nossos amigos do Catarse ;-D ); palestra cativante e engraçada de Ken Fujioka (sócio da Loducca, uma das maiores agencias de publicidade do Brasil) e o incrível exemplo de empreendedorismo corporativo do Leonardo Santos, diretor de TI da Billabong Brasil, este último caso pretendo deixar para escrever um outro artigo a respeito.

Cada um dos palestrantes falou sobre um tema específico. Abaixo algumas reflexões que eu tive sobre as apresentações que assisti e que servem de conselhos para os empreendedores:

Alexandre Franzolim falou sobre a importância de uma boa apresentação, seja de PowerPoint ou qualquer outra e como fazer uma boa apresentação. Que por sinal a dele foi excelente.

  • Ao fazer uma apresentação tenha um roteiro. Estabeleça um raciocínio contínuo contando uma história, porém de forma objetiva; 
  • Sobre a parte artística do projeto: Rabisque muito com lápis e papel. Exteriorize da forma mais flexível que pode, sem limitar-se àqueles organizadores de raciocínio ou de figuras padronizadas do computador. Deixe fluir uma diagramação natural com os elementos de sua idéia; 
  • Dê sempre um coaching, ensinando algo as pessoas e conhecendo-as melhor. Entenda o tipo de público que você tem e o que eles esperam de você. Nunca pressione os introvertidos, mas ache um meio termo dando pausas reflexivas durante sua apresentação, o famoso “momento que faz pensar”. 

Marina Miranda, falou sobre social production e um pouco como o crowdsourcing vem sendo usado. Um dos pontos que me chamou a atenção foi quando ela falou sobre engajamento.

  • Ela afirma que engajamento diz respeito a troca de valores, ou seja, um usuário recebe de uma marca reconhecimento ou exposição, muitas vezes nada relacionado;
  • Clientes/Usuários engajados, mesmo que apenas fazendo comentários, podem ser “contratados”;
  • O conceito de gamification pode ajudar a melhorar algum produto / aplicativo que você criou, talvez criando um modelo de negócio diferenciado. 

A palestra de Ken Fujioka não foi menos do que qualquer um dos outros, ele expôs um case do famoso American Idol, mais expecificamente de uma atração do parque da Disney chamado American Idol Experience, onde você pode se tornar um pequeno astro por alguns minutos.

  • Não faça branding, mas gere um brand experience para marcar a vida das pessoas;
  • Empresa Pavão: Grita, fica chamando atenção com sua aparência e quer ficar se mostrando. Já é um modelo em declínio, pois não consegue mudar o comportamento dos consumidores.
  • Empresa Bowerbird: FAZ! Suas ações são mais aparentes do que a imagem que fica pensando em transmitir. 
  • Sua marca tem feito mais do que fala?
Sobre a apresentação do Leonardo Santos, pretendo escrever um outro artigo contando a historia dele e explicando o conceito de empreendedorismo corporativo, mas por enquanto fiquem com um video produzido pela Billabong Brasil, com o próprio Leonardo contando o que ele fez dentro de uma das lojas da rede.




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Startup Entrevista - Beeqo

A rede social para freelancers

Ultimamente tenho visto que as causas que levam as pessoas a empreenderem são as mais diversas, entretanto o que mais me chamou a atenção nesses últimos tempos é quando queremos empreender para resolver algum problema que é o nosso problema.

Não foi muito diferente com Eduardo Farias, idealizador e fundador e uma nova rede social brasileira, o Beeqo.com (sim, pronuncia-se “bico”). Diferente do LinkedIn, o Beeqo não é uma rede social voltada para o mundo corporativo, mas sim com foco em melhorar o networking dos profissionais liberais (freelancers) e facilitar que estes sejam encontrados no mercado.

Problema, idéia e público-alvo

Eduardo é professor de matemática e dava aulas particulares. Então para divulgar seu trabalho ele conversava com outras pessoas e ia divulgando seu trabalho no boca-a-boca, contudo busca por trabalho na vida de um profissional liberal (ou freelas) não é tão simples, já que este depende inteiramente de seus contatos para que possa ser contratado, normalmente por recomendação.

Apesar de saber que já existem dezenas de redes sociais, Eduardo resolveu se aventurar no mundo do empreendedorismo sem nem mesmo saber muito como empreender, mas ele estava pensando mesmo em resolver o seu problema e o de muitos profissionais liberais, permitindo que eles se exponham e recebam recomendações por outras pessoas.

Estruturando o negócio, ou seja, as pessoas

Idealizador de mais um modelo de rede social profissional, o fundador do Beeqo.com não tinha nenhum conhecimento em programação e nenhum nome formado no mundo das startups, mostrando que se queremos empreender não basta apenas ter a idéia, mas também ter uma equipe capaz de executá-la com sucesso.

Por isso, depois de sua idealização e de colocar um pouco no papel, Eduardo partiu para passos práticos, contratando uma equipe de desenvolvedores e posteriormente recrutando uma boa equipe para o negócio. Foi aí que se juntou ao Beeqo, Artur Casals, Daniel Famano e Carlos arruda, cada um especializado nas áreas de tecnologia, finanças e gestão de negócios, respectivamente.

Assim como Diego Borin Reeberg do Catarse falou em sua entrevista ao Startup Diário, “no fim das contas, negócios são sobre pessoas” e assim também Eduardo se preocupa em trazer pessoas de potencial para seu negócio e também estar sempre atento a opinião das pessoas sobre o Beeqo, mantendo canais como Twitter e Facebook abertos para receber feedback dos usuários.

Sugestão de Livro para Empreendedores (TO-BE)

Um dos Best-sellers modernos que em algumas livrarias até fica guardado na seção de auto-ajuda, “O Monge e o Executivo”, é este livro que Eduardo deixa como sugestão para quem quer empreender.

Pensando na máxima de que todos empreendedores devem aprender a liderar e a lidar com pessoas, este é um livro que pode ajudar muitos empreendedores a reverem seus conceitos sobre liderança e obter como resultado maior motivação sobre sua equipe.

O livro evoca bastante a questão de que liderar não é gerenciar, mas servir os seus liderados guiando-os pelos caminhos certos e se sacrificando para que todos possam estar sempre motivados, objetivando sempre alcançar as metas estabelecidas pela empresa.

Segundo o autor: "Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum."

Esse de fato é um livro que nós do Startup Diário também recomendamos. E se você tem uma sugestão de livro para empreendedores, algo que te ajudou bastante ou se você é empreendedor de sucesso ou que fracassou um dia e não tem vergonha de compartilhar sua expêriencia, envie-nos um email para contato@startupdiario.com.br contando sua história, quem sabe você vira notícia aqui no site.

Grande abraço!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Caso Foursquare: Comece um negócio resolvendo um problema, o seu!

Foi assim que Dennis Crowley, fundador do Foursquare, colocou em prática a criação de um dos aplicativos mais famosos do mundo.

Depois de experimentar um aprendizado trabalhando no Google e em outras startups da época, Crowley teve umas idéias, que hoje fundamentam o sucesso do Foursquare e sua inovação de  usabilidade.

Primeiramente, para aqueles que não sabem, o Foursquare trata-se de um aplicativo para smartphones (Iphone, Blackberry, Android), que se utiliza de um sistema de geolocalização indicando para o usuário estabelecimentos na região onde ele se encontra, como restaurantes, bares, hotéis, igrejas, escolas e outros tipos, podendo ainda serem adicionados outros locais pelos próprios usuários (Ex. Casa da Maria). Então, depois de encontrar o estabelecimento onde você se encontra, você faz o chamado "Check in" e registra sua passagem por lá, desta forma ganhando pontos para concorrer com seus amigos e ganhar os famosos badges, que são como distintivos por conquistas atingidas.

O conceito de "Check in" para aplicativos, passou a ser usado por Crowley, quando, depois da bolha da internet em 2001, ele e muitos de seus amigos ficaram desempregados e acabaram se dispersando, passando a não vê-los mais. Então teve a ideia de criar algo para que ele e seus amigos pudessem saber onde cada estava e o que estava fazendo, para que facilitar o encontro entre eles (de uma forma bem nerd/geek eu diria). Daí surgiu uma de suas primeiras startups, a Dodgeball, que em 2005 foi comprada pelo Google.

A geolocalização já estava em seu sangue por já ter trabalhado em outras startups que envolviam este tipo de tecnologia, apesar de inicialmente ainda ser um mercado muito restrito, pois apenas tinham disponível a conexão WAP dos celulares. Depois de vender a Dodgeball, trabalhou ainda numa startup de jogos mobile  chamada Area/Code, foi isso que motivou a Dennis Crowley inserir conceitos de jogos em suas idéias, como pontos e objetivos.

Mas a inovação seria trazida pelo Foursquare, que foi um aperfeiçoamento e continuação da antiga Dodgeball. Anos depois com o aplicativo rodando foi que deram origem ao conceito de badges, que são as medalhas ou troféus em reconhecimento por metas atingidas, desta forma, dando ao aplicativo uma característica de game e saindo da monotonia de check in estático.

Quando Dennis Crowley criou o Foursquare não esperava revolucionar o mundo, mas sim proporcionar as pessoas uma nova forma de interagir, baseado em problemas reais, os dele mesmo. Ele viu outras startups antes dele fazerem coisas parecidas mas tinha o desejo de melhorar e conceder algo melhor ao mercado, assim ele pode se realizar.

Hoje o Foursquare já passa os 10 milhões de usuários e é um sucesso mundialmente (confira essa matéria, em inglês, com infográficos muito interessantes), com mais de 3 milhões de checkins diariamente. Tudo graças a uma necessidade que ele queria suprir. Sendo assim, fica como dica uma frase de uma entrevista concedida por Dennis Crowley sobre o sucesso do aplicativo:

"We’re trying to build things that our friends want to use and that real people use(...)"

Tradução: "Estamos tentando construir coisas que nossos amigos querem usar e que pessoas reais usam."

Acredito que uma empresa, seja ela um novo negócio ou não, deve se focar em resolver os problemas de alguém, mas quando esse problema é o do próprio empreendedor, a solução criada tende a ser um produto criado com muita paixão, bastando depois que existam milhares de outras pessoas querendo a mesma solução!

Não esqueçam de deixar seus comentários e ideias, quem sabe nosso gerador de ideias chega lá um dia! Qualquer sugestão ou ajuda que precisarem podem mandar um email para o contato@startupdiario.com.br.

Forte abraço!

Fonte: STARTUPS OPEN SOURCED - Stories from startup founders to inspire and educate

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Gerador de Ideias - Máquina de Água (?)

Toda semana quando estou voltando de uma de meus passeios prazerosos em Jundiaí, passo pelo Terminal Rodoviário do Tiete e me deparo com aquelas maquinas de venda de refrigerante, de snacks e até mesmo de livros. Pra quem não sabe, esse tipo de máquina se chama vending machine.

Mas outro dia estava com muita sede, apesar de ter acabado de beber água no meu squeeze, foi quando vi aquela vending machine exclusiva da Pepsi e fiquei pensando: "Pepsi é gostosa, mas eu queria um suco ou uma água fresca, é mais saudável!" (rsrs...). Depois disso fiquei imaginando, um lugar como o Parque do Ibirapuera, o Vila Lobos, o Parque da Cidade de Jundiaí, ou até mesmo o pequeno Parque Trianon localizado no meio do caos de São Paulo e pensando no número de pessoas que se exercitam naqueles locais ou simplesmente saem para caminhar na hora do almoço ou no fim da tarde.

Certamente que a muitas pessoas levam sua própria garrafa ou squeeze com água ou outra bebida saudável e durante sua estada naqueles parques sua bebida acaba, mas aí o que fazem? Algumas enchem no bebedouro do parque, enquanto outras preferem comprar outra bebida. Então porquê não fazer uma vending machine de água e de sucos!?

A minha ideia é que fosse uma máquina que permitisse a pessoa encher seu próprio recipiente com a bebida escolhida. Imagine o quanto de plástico seria economizado e a redução de custo que poderia ser repassada ao consumidor desse tipo de bebida. Além disso, ao contrário dos bebedouros públicos, comprando água na máquina estariam garantindo um mínimo de qualidade na bebida, podendo ainda oferecer sucos na mesma modalidade, talvez até disponibilizando copos descartáveis para quem precisasse.

Entendo que seja uma ideia meio suspeita de que traga bons resultados, mas o que me motivou a transmiti-la foi uma notícia que recebi recentemente via @peqempresas sobre um padeiro que criou uma vending machine para vender baguetes "frescas". Isso sem falar no japão que tem todo tipo de vending machine de flores, sorvete e cerveja até ovos, ração de peixe e guarda-chuva, afinal, empreendedor que é empreendedor vive se arriscando.

Existe uma forte tendência de inovação nas vending machines, vide uma ação da PepsiCo onde a máquina, com tela touch foi integrada a redes sociais como Facebook e Twitter, permitindo a uma pessoa mandar para outra um refrigerante de presente e gravar um vídeo com uma mensagem. A pessoa que recebeu o "presente" recebe um código para acessar em qualquer PepsiCo Social Vending Machine e retirar seu refrigerante. Mais abaixo o vídeo promocional.

Mas fica aí mais uma ideia e continuem participando do nosso Gerador de Ideias, podem mandar suas ideias ou sugestões via comentários ou pelo e-mail contato@startupdiario.com.br.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Resenha Livro: Zappos.com - No caminho do lucro e da paixão

O livro "Satisfação Garantida: No caminho do lucro e da paixão" ou "Delivering Happiness" em sua versão original em inglês, trata da história da vida de Tony Hsieh (ao que parece pronuncia-se "Shay"), asiático-americano, que em 1996 fundou a LinkExchange, que recebeu uma oferta de US$1 milhão cinco meses após sua fundação, contudo recusou essa oferta. Em 1998 a LinkExchange foi vendida para a Microsoft por US$265 milhões. Posteriormente Tony participou da criação de um e-commerce de sapatos que obteve quase nenhuma venda em 1999 e disparou para mais de US$1 bilhão em cerca de 10 anos e um portfolio que hoje inclui diversos tipos de produtos e não apenas sapatos.

Em seu livro, Hsieh conta a história de seu caminho empreendedor e mostra que de fato o que deve mover um verdadeiro empreendedor é a paixão e não o dinheiro, característica clássica de muitos grandes empreendedores.

Foi por volta dos seus 12 anos que criou seu primeiro negócio, após ter sua atenção chamada por um anúncio de um método manufatureiro de fazer broches (buttons) em casa, que lembrou-se de um catálogo chamado "Free Stuffs for Kids", no qual eram anunciadas as vendas por correio de produtos de até US$1, porém notou que não havia ninguém vendendo broches. Então, sua decisão foi de conseguir levantar capital, seu primeiro funding de US$100 veio de seus pais (angel investors) para investir neste negócio.

Após duas semanas de espera, o jovem garoto asiático recebeu a primeira encomenda de broche e seu primeiro dólar de vendas, que obviamente foi usado para amortizar sua dívida e, acreditem ou não, no mesmo mês já havia devolvido o dinheiro aos pais e fechado com lucro de US$100. O negócio durou todo seu ensino fundamental, período no qual conseguiu obter um faturamento de US$200 por mês.

Como fato curioso e de extrema valia: Ainda nos primeiros anos de faculdade, quando precisava estudar o conteúdo de um semestre inteiro em uma semana, Tony montou uma rede colaborativa de estudos onde os estudantes cadastrados recebiam 3 temas aleatórios dos 100 que poderiam cair na prova e tinham que dissertar a respeito, como um simulado. Além de aproveitar este conteúdo para seus estudos pessoais ele ainda lucrou, montando apostilas com as respostas dos alunos e vendendo-as para quem participou do grupo por US$20 cada. Crowdsourcing total!

Depois disso, ainda durante a faculdade, se aventurou em ser dono de uma lanchonete, onde começou a desenvolver o que futuramente faria parte da cultura da Zappos.com, a preocupação com o bom atendimento e suprindo as necessidades dos clientes.

O que tornou a Zappos famosa, além do seu crescimento rápido, foi a sua forte cultura com valores bem fundamentados e praticados, como transmitir UAU sempre, supreendendo o cliente; ser apaixonado e determinado; abraçar e conduzir mudanças; e fazer mais com menos.

Mas o que me marcou mesmo no livro é como Hsieh entregou sua vida literalmente a esse negócio, ele chegou a vender todos seus imóveis e bens numa situação em que a Zappos ainda estava em funcionamento, porém sem capital algum e não estava conseguindo nenhuma notícia positiva de receber investimentos, já que o mundo acabara de passar pelo boom das ponto-com e muit.

Sugiro a leitura deste livro para que aqueles que querem saber como lidar com as oportunidades de negócio que aparecem, entender o que é empreender com paixão e as dificuldades que deve estar disposto a passar e  mais importante do que tudo, para que repense, como eu o fiz, o que é mais importante na sua vida, será realmente esse negócio no qual está se envolvendo!?

Isso aí pessoal, se você leu algum livro que acha que tem uma ótima aplicação para empreendedores ou gostaria de transmitir seu ponto de vista àqueles que estão começando a empreender agora, não deixe de entrar em contato conosco no email: contato@startupdiario.com.br.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Entrevista - Amazon Startups

Acelerando startups na região norte do país!

Há algum tempo conversei com Claudio Brito, empreendedor e investidor-anjo que criou junto com uma equipe a Amazon Startups.

Amazon Starting-up

A idéia partiu de um Podcast que ele e seus amigos, também sócios de uma empresa em que já investe, a Onsee, onde estavam com disposição e intenção de incentivar o ambiente empreendedor na região norte do Brasil, mais focados em Belém, onde estão sediados.

Começaram bem discretamente com eventos na região e participando de outros eventos como o IBM SmartCamp  e até mesmo no Geeks on a Plane - #GoaP - São Paulo , para conhecer melhor as formas de investimento e de empreender ilustrada por brasileiros, americanos e empreendedores/investidores do mundo todo.

Desenvolvimento e empreendedorismo regional

A intenção da Amazon Startups é fomentar o empreendedorismo na região norte do país, mostrando que a região não é só privilegiada no setor agro e ambiental, mas também tecnológico, internet e de inovação. Ela deverá se encaixar no conceito recém estabelecido de aceleradora de startups.

Enquanto nas incubadoras o empreendedor tem um corpo técnico a sua disposição e um espaço para trabalho por um valor fixo mensal, o modelo de aceleradora também fornece o famoso mentoring, ou seja, dar orientação por meio da experiência de cada um dos mentores da aceleradora e a possibilidade de uso de seu networking.  Além disso, a Amazon Startups também vai preparar os empreendedores e as startups para se encontrar com investidores que eles mesmos conseguem por meio de networking próprio.

Dentre os modelos iniciais para acelerar empresas a Amazon tem ainda hoje como forte seu espaço de coworking, que foi dividido para as duas empresas já citadas Onsee e Exodus. Mas recentemente já faz parte de seu portfólio um negócio ainda em sua fase de planejamento/early-stage que é a Vamus, uma empresa de crowdfunding para a realização de eventos na região de Belém.

Em atividade desde o início deste ano, a equipe da Amazon já conseguiu atrair o empreendedor e investidor-anjo Pierre Schurmann, que sempre consegue cativar o público com suas histórias de empreendedorismo e transmitir lições aos empreendedores.

Mesmo a região tendo se mostrado pouco amadurecida no quesito empreendedorismo e startups hands-on (mão na massa), a intenção é que a Amazon Startups continue a capacitando (futuros) empreendedores em seus eventos abrindo espaço para apresentação – pitch - de novos negócios. E futuramente participe da criação de muitos negócios na região, onde já conseguiu chamar a atenção de instituições públicas, acadêmicas e também de investidores e mentores de outras partes do país.

Sugestão de Leitura

Apesar de sabermos que existem muitos bons livros para os empreendedores e para aqueles que ainda vão empreender, Cláudio Brito deixo como principal dica a leitura do livro Startup de Jessica Livingston.

Este livro ficou bastante famoso por apresentar casos de empresas, que antes eram startups, e hoje já são gigantes em seus nichos. A autora expõe entrevistas com CEOs e fundadores de empresas como Steve Wozniak, da Apple Computer, Blake Ross do Firefox, Tim Brady do Yahoo! e de outras empresas como Hotmail, Gmail, PayPal, Adobe Systems e PyraLabs(Blogger.com).

Neste livro pode se esperar aprender como os grandes empreendedores convenciam as outras pessoas que sua idéia era realmente boa e também o que tornava seu negócio inovador e como tornavam-se grandes oportunidades para investidores.

Se você tem uma startup ou uma experiência como empreendedor que gostaria de compartilhar, entre em contato conosco deixando um comentário ou através do email contato@startupdiario.com.br.


Grande abraço!

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