7 Fundamentos para Empreender com Visão e Bem-Estar.

Aqui você encontrará 7 princípios fundamentais para empreender com qualidade de vida.

Preciso de Investimento para o Meu Projeto Startup!

Por quê? (Introdução)

Dica - Entenda a Demanda pelo Seu Produto.

Um conceito de extrema importância para todos os empreendedores.

Conheça o Gerador de Idéias do Startup Diário.

Inspire-se!

Startup Entrevista - PlataformaTec

Conheça um pouco mais da PlataformaTec em uma entrevista com Marcelo Park, um dos fundadores da empresa.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dicas - Empreendendo com Impacto

Desde que comecei a conhecer melhor esse tão falado “mundo do empreendedorismo e das startups” percebi que as pessoas tem essa forte tendência a pensar que inovação, empreendedorismo e startups devem ser tecnológicos e/ou digitais, contudo quero reforçar minha posição de que isso é só a ponta do iceberg, pois nós vivemos num mundo físico, psicológico e espiritual e não num mundo virtual, onde o sucesso pode determinado por características de um personagem ou produto que construímos como se fossemos Deus (ou programadores), com uma moeda que nem existe.

Falo isso não para criticar as startups digitais, que por sinal são muito legais e tem provocado forte impacto no “mundo offline”, como é o caso do Peixe Urbano, Guidu, Facebook, Catarse, Ewiks e muitas outras startups que tem movimentado dinheiro no mundo real e não ficando apenas no virtual. Mas é que no final das contas o que importa é o mundo em que vivemos e a vida prática que temos.

Se montamos um negócio que não gera muitas vagas (diretas) de trabalho, não produz impacto social em uma comunidade e nem ao menos transformação (positiva) na maneira de pensar das pessoas, não acredito que seja um negócio que vale a pena ser vivido, pois já que é para eu gastar 50%-80% do meu dia num negócio, que seja algo que não faça com que o mundo aí fora continua o mesmo e eu com minha vidinha fútil ganhando dinheiro, trabalhando (que nem louco), acumulando recursos, para que daqui a alguns anos eu morra e tudo fique para minha família, que poderá continuar um pseudo-ciclo da vida.

Acredito sim que o processo de planejar uma startup, desenvolvê-la e levá-la ao “sucesso” é muito emocionante e bacana (e fico empolgado só de pensar)! Contudo, quando esse processo começa a envolver muitas pessoas, melhorar a vida delas e se tornar tão duradouro quanto o conhecimento, que pode ser perpetuado enquanto existirem pessoas dispostas a praticá-lo, aí sim podemos pensar na possibilidade de sucesso. Quando pessoas que não têm acesso a educação necessária passam a tê-lo; pessoas famintas passam a ser alimentadas; os “excluídos” a ganharem autoestima e dignidade para viver; regiões destruídas serem reconstruídas, não com doações apenas, mas com uma mão-amiga e amável presente (indo até o local); ou simplesmente aprendendo a ouvir as pessoas.

Isso me lembra de uma mulher que se colocou na rua para tricotar e para ouvir as pessoas. Quem de nós não quer ser ouvido? Quem aqui faz isso gritando? Ou faz isso por meio de um empreendimento de sucesso? Mais do que imagem ou ver o resultado impresso num demonstrativo de resultados, quero ver negócios que mostram o resultado com o testemunho de vidas transformadas.

Um exemplo é um dos projetos do Afrika wa Yesu, com seu chamado Centro Vocacional de Nacala em Moçambique, que consiste em ensinar princípios básicos de negócios, como gestão e pesquisa de mercado, e a arte da carpintaria, doando ferramentas para a pessoa sair e abrir um negócio próprio, já que lá o trabalho é todo manual. Alguns já estão sustentando suas famílias com seus pequenos negócios abertos depois do curso de carpintaria.

Além disso eles são motivados a transmitir esse mesmo conhecimento em pequenos grupos nas comunidades onde vivem. Essa é uma das características cruciais de negócios de impacto, o empowerment ou empoderamento, onde o público consegue transmitir para outras pessoas o conhecimento adquirido, permitindo seu desenvolvimento e sustento pessoal, na maioria das vezes também o desenvolvimento econômico da região.

Mas, OK! Tudo isso porque eu queria apresentar mais uma startup com quem tive o prazer de falar com um dos fundadores.Chamada Rabisquedo, que cria um brinquedo originado nos desenhos imaginários das crianças que lhe é apresentado. Com o desejo de integrar uma rede de artesãs para este trabalho Bruno Abdelnur tem buscado conhecimento e parceiros que possam ser de ajuda mútua. Como nosso amigo do Startupeando já escreveu um artigo bem resumido sobre essa startup que tem potencial para impactar muitas pessoas dependendo do rumo e do modelo de negócios escolhidos, deixo para vocês a minha recomendação de leitura do artigo deles.

Para os demais deixo meu grande abraço e disposição para uma conversa aberta sobre algo que acharem interessante: contato@startupdiario.com.br.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Entrevista - Agendor

Dentre os muito tipos de negócios online, um dos que mais vemos por aí são CRM’s, contudo cada um procura ter um diferencial e alguns nem se preocupam com isso. A minha última conversa foi com Gustavo Paulillo, um dos fundadores do Agendor, CRM online gratuito, e falamos muito sobre como está sendo este caminho que ele está trilhando pela primeira vez.

Início do negócio

Como muitos negócios de sucesso, o Agendor partiu de uma necessidade interna. Em 2009, Júlio Paulillo trabalhava no desenvolvimento de um software para gerenciamento de clientes para a empresa onde o pai trabalhava, enquanto que paralelamente, o irmão Gustavo vinha atuando no mundo corporativo com grandes aspirações. Entretanto, o desejo de Gustavo era empreender no próprio negócio e estava buscando ideias.

Em meados de 2010, Gustavo percebeu que o trabalho que o irmão estava desenvolvendo, não era apenas um produto, mas uma possibilidade de negócio, então uniram-se para pensar na possibilidade de um empreendimento viável, até que no final de 2010 decidiram tentar levar o possível negócio a frente, mesmo saber ainda como seria o modelo de receita do negócio.

Definindo o modelo de negócio e aprendendo o que significa “pivotar”

Notando que CRM’s que se focam no atendimento de grandes empresas precisam ser muito elaborados e para medias empresas também já começam a ter demandas muito complexas, eles optaram por alcançar o pequeno empresário brasileiro, que geralmente não precisa de sistemas integrados e complexos, mas somente simples customizações

Partindo do público-alvo já definido, os sócios do Agendor ainda precisavam definir como seria cobrado o serviço. Freemium foi o primeiro modelo e talvez o mais óbvio a se começar, disponibilizando ferramentas gratuitas até um limite de usuários, sendo que apos isso entraria num modelo de pagamento mensal.

Contudo, vendo que a taxa de conversão de usuários gratuitos para usuários pagos era muito baixa, não valeria manter este modelo. Em seguida, pensaram que talvez focar as vendas do serviço num nicho mais específico poderia ajudar, entretanto não foi como imaginaram, pois o nicho escolhido não tinha tamanho suficiente e para piorar a situação tinha capacidade de desenvolvimento interno de um CRM. E foi assim, pela segunda vez, no final de 2011, que eles resolveram “pivotar” o modelo de negócio escolhido, trabalhando hoje com o CRM básico inteiramente gratuito e cobrando apenas projetos de customização para os clientes.

Para explicar de uma forma resumida, essa atitude de fazer um pivot, ou “pivotar”, significa mudar a direção do seu projeto, ou seja, testar novas hipóteses para que o projeto fique melhor, mas sem perder as bases do negócio que já havia sido construído. Se perceber que sua idéia está falando, aprenda, corrija e mude a direção.

Daqui para frente o Agendor esta iterando seu produto/serviço com os clientes para saber ou se haverá a necessidade de um novo pivot ou se este modelo já será lucrativo o suficiente para levar o negócio a frente.

Sugestão de livro de empreendedorismo

Se você está desmotivado para empreender, com medo ou dúvidas, a sugestão de leitura que o Gustavo, fundador do Agendor, nos deixou foi do livro: The Big Idea: How to Make Your Entrepreneurial Dreams Come True, From the Aha Moment to Your First Million - A Grande Idéia (versão em português), de Donny Deutsch.

Segundo ele e segundo a minha leitura parcial do livro, este livro é bem estimulante para quem está começando a empreender. A história conta os casos de vários empreendedores, de diversas áreas, que se apresentaram no programa de TV americano “The Big Idea” da CNBC. Ao longo do livro, são apresentadas ferramentas e muitas dicas para os empreendedores que estão começando a ter idéias mas não sabem ou tem medo de estruturá-las.



Espero que tenham gostado, compartilhem conosco suas sugestões para continuarmos melhorando o conteúdo do site.

Um grande abraço!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Entrevista - Aquavisor

Dessa vez o Startup Diário resolveu conhecer uma startup, que está em seus estágios mais inciais do que quaiquer outros que já apresentamos aqui, mas que poderá se tornar um grande negócio, com potencial de explorar as mais diversas atividades do ser humano passíveis de gerenciamento e de engajamento social.

Este é o curioso caso do Aquavisor! Na conversa participaram os fundadores, Fabio Munhoz, Felipe Linhares e o fundador e idealizador da plataforma Daniel Malkafly.

Velocidade não é tudo, mas paixão e capacidade é grande parte! 
Olhar para um embrião de um ser humano pode ser curioso para algumas pessoas, mas olhar para o embrião de uma idéia que se desenvolve pode e certamente é muito mais legal.

Assim como muitos negócios, que surgiram de problemas enfrentados por seus fundadores, a ideia para o Aquavisor começou a ser moldada alguns anos atrás quando Daniel estava se aprofundando no mundo dos aquários (sem trocadilho) e começou a ter problemas em obter dicas, conhecimento e estatísticas sobre o assunto.

Bem como muitos outros assuntos, a única saída dele na época era recorrer a fóruns, onde havia certa dificuldade em encontrar informações mais atualizadas, foi daí que Daniel começou a investir seu conhecimento na área de programação e desenvolver seu próprio gerenciador de aquário, para que pudesse auxiliá-lo, por meio de estatísticas gerais e pessoais, enxergar padrões que facilitassem sua rotina “aquática”, evitando assim que mais vidas se perdessem e menos dinheiro fosse gasto de forma errada, pois dessa forma saberia bem quando deveria alimentar seus peixes, trocar a água, os tipos de bomba de ar mais apropriadas, tamanho do aquário, enfim, todas essas coisas que todo mundo que tem um peixe sabe...

Engajamento de aquaristas para atrair mais usuários (e aquaristas)

Apesar da atividade de cuidar de peixes parecer tão simples e passiva, na realidade há muito que se fazer, principalmente quando o objetivo não é apenas a sobrevivência do animal, mas seu cultivo. Mas o ponto principal destacado por Daniel é que esta não precisa ser uma tarefa solitária, já que centenas de milhares de pessoas passam pelos mesmos problemas diariamente.

Daí é que surgiram duas formas de diferenciar sua plataforma da maioria das outras, primeiro permitindo um engajamento social, por meio da rede, já que os usuários podem trocar informações entre si e discutir abertamente sobre sua vivência. Em segundo uma inteligência artificial gerada pela própria plataforma, que coleta dados de cada nova atualização de status dos aquários cadastrados, otimizando as dicas que o sistema dá aos usuários melhorando os resultados a serem obtidos pelos outros aquaristas, ou seja, histórico de atividades semelhantes geram novos dados históricos de como lidar com as diferentes situações. E tudo isso pode ser ainda mais incentivado trabalhando-se uma forma de gamificação (gamification) da rede.

O Aquavisor tem se tornado um misto de plataforma de gerenciamento e compartilhamento social de dados. Sendo que com tudo o que oferece, ele permite que façam parcerias com fornecedores de acessórios para aquários, lojas de aquários, sites e fóruns aquaristas, podendo ainda auxiliar no mapeamento deste nicho, desvendando detalhes de como as pessoas estão lidando com seus peixes, usando os equipamentos comprados e os resultados que estão sendo obtidos. Uma dos grandes objetivos do Aquavisor é fazer com que as pessoas sejam conquistadas pelo aquarismo e deixem de lidar com os peixes de uma maneira tão superficial.

Sugestão de Livro de Empreendedorismo

Um "clássico"moderno do empreendedorismo brasileiro, o livro Startup Brasil foi a dica dada pelos fundadores do Aquavisor.

Segundo eles este livro marcou bastante, pois não aborda nenhum quesito técnico, mas sim conta experiências de empreendedores, exemplificando com suas tomadas de decisão, "apostas", tropeços, enfim uma inspiração para qualquer um.

Acredito que este livro de fato sirva como inspiração para que os empreendedores brasileiros tenham coragem e inspiração para tornarem grandes seus negócios, sem medo se crescerem e crendo que é possível ser uma startup brasileira e de sucesso. Seguindo bastante em linha com o objetivo de nossas entrevistas aqui no Startup Diário, de apresentar casos mais próximos da realidade brasileira para os empreendedores, para que percebam que não são os únicos que enfrentam a dura realidade dos negócios no Brasil e que mesmo frente a estas dificuldades é possível ser bem sucedido.

Espero que mais este caso possa ajudar a inspirar os futuros empreendedores de nosso país.

Grande abraço.

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