7 Fundamentos para Empreender com Visão e Bem-Estar.

Aqui você encontrará 7 princípios fundamentais para empreender com qualidade de vida.

Preciso de Investimento para o Meu Projeto Startup!

Por quê? (Introdução)

Dica - Entenda a Demanda pelo Seu Produto.

Um conceito de extrema importância para todos os empreendedores.

Conheça o Gerador de Idéias do Startup Diário.

Inspire-se!

Startup Entrevista - PlataformaTec

Conheça um pouco mais da PlataformaTec em uma entrevista com Marcelo Park, um dos fundadores da empresa.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dicas - Empreendendo com Impacto

Desde que comecei a conhecer melhor esse tão falado “mundo do empreendedorismo e das startups” percebi que as pessoas tem essa forte tendência a pensar que inovação, empreendedorismo e startups devem ser tecnológicos e/ou digitais, contudo quero reforçar minha posição de que isso é só a ponta do iceberg, pois nós vivemos num mundo físico, psicológico e espiritual e não num mundo virtual, onde o sucesso pode determinado por características de um personagem ou produto que construímos como se fossemos Deus (ou programadores), com uma moeda que nem existe.

Falo isso não para criticar as startups digitais, que por sinal são muito legais e tem provocado forte impacto no “mundo offline”, como é o caso do Peixe Urbano, Guidu, Facebook, Catarse, Ewiks e muitas outras startups que tem movimentado dinheiro no mundo real e não ficando apenas no virtual. Mas é que no final das contas o que importa é o mundo em que vivemos e a vida prática que temos.

Se montamos um negócio que não gera muitas vagas (diretas) de trabalho, não produz impacto social em uma comunidade e nem ao menos transformação (positiva) na maneira de pensar das pessoas, não acredito que seja um negócio que vale a pena ser vivido, pois já que é para eu gastar 50%-80% do meu dia num negócio, que seja algo que não faça com que o mundo aí fora continua o mesmo e eu com minha vidinha fútil ganhando dinheiro, trabalhando (que nem louco), acumulando recursos, para que daqui a alguns anos eu morra e tudo fique para minha família, que poderá continuar um pseudo-ciclo da vida.

Acredito sim que o processo de planejar uma startup, desenvolvê-la e levá-la ao “sucesso” é muito emocionante e bacana (e fico empolgado só de pensar)! Contudo, quando esse processo começa a envolver muitas pessoas, melhorar a vida delas e se tornar tão duradouro quanto o conhecimento, que pode ser perpetuado enquanto existirem pessoas dispostas a praticá-lo, aí sim podemos pensar na possibilidade de sucesso. Quando pessoas que não têm acesso a educação necessária passam a tê-lo; pessoas famintas passam a ser alimentadas; os “excluídos” a ganharem autoestima e dignidade para viver; regiões destruídas serem reconstruídas, não com doações apenas, mas com uma mão-amiga e amável presente (indo até o local); ou simplesmente aprendendo a ouvir as pessoas.

Isso me lembra de uma mulher que se colocou na rua para tricotar e para ouvir as pessoas. Quem de nós não quer ser ouvido? Quem aqui faz isso gritando? Ou faz isso por meio de um empreendimento de sucesso? Mais do que imagem ou ver o resultado impresso num demonstrativo de resultados, quero ver negócios que mostram o resultado com o testemunho de vidas transformadas.

Um exemplo é um dos projetos do Afrika wa Yesu, com seu chamado Centro Vocacional de Nacala em Moçambique, que consiste em ensinar princípios básicos de negócios, como gestão e pesquisa de mercado, e a arte da carpintaria, doando ferramentas para a pessoa sair e abrir um negócio próprio, já que lá o trabalho é todo manual. Alguns já estão sustentando suas famílias com seus pequenos negócios abertos depois do curso de carpintaria.

Além disso eles são motivados a transmitir esse mesmo conhecimento em pequenos grupos nas comunidades onde vivem. Essa é uma das características cruciais de negócios de impacto, o empowerment ou empoderamento, onde o público consegue transmitir para outras pessoas o conhecimento adquirido, permitindo seu desenvolvimento e sustento pessoal, na maioria das vezes também o desenvolvimento econômico da região.

Mas, OK! Tudo isso porque eu queria apresentar mais uma startup com quem tive o prazer de falar com um dos fundadores.Chamada Rabisquedo, que cria um brinquedo originado nos desenhos imaginários das crianças que lhe é apresentado. Com o desejo de integrar uma rede de artesãs para este trabalho Bruno Abdelnur tem buscado conhecimento e parceiros que possam ser de ajuda mútua. Como nosso amigo do Startupeando já escreveu um artigo bem resumido sobre essa startup que tem potencial para impactar muitas pessoas dependendo do rumo e do modelo de negócios escolhidos, deixo para vocês a minha recomendação de leitura do artigo deles.

Para os demais deixo meu grande abraço e disposição para uma conversa aberta sobre algo que acharem interessante: contato@startupdiario.com.br.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Entrevista - Agendor

Dentre os muito tipos de negócios online, um dos que mais vemos por aí são CRM’s, contudo cada um procura ter um diferencial e alguns nem se preocupam com isso. A minha última conversa foi com Gustavo Paulillo, um dos fundadores do Agendor, CRM online gratuito, e falamos muito sobre como está sendo este caminho que ele está trilhando pela primeira vez.

Início do negócio

Como muitos negócios de sucesso, o Agendor partiu de uma necessidade interna. Em 2009, Júlio Paulillo trabalhava no desenvolvimento de um software para gerenciamento de clientes para a empresa onde o pai trabalhava, enquanto que paralelamente, o irmão Gustavo vinha atuando no mundo corporativo com grandes aspirações. Entretanto, o desejo de Gustavo era empreender no próprio negócio e estava buscando ideias.

Em meados de 2010, Gustavo percebeu que o trabalho que o irmão estava desenvolvendo, não era apenas um produto, mas uma possibilidade de negócio, então uniram-se para pensar na possibilidade de um empreendimento viável, até que no final de 2010 decidiram tentar levar o possível negócio a frente, mesmo saber ainda como seria o modelo de receita do negócio.

Definindo o modelo de negócio e aprendendo o que significa “pivotar”

Notando que CRM’s que se focam no atendimento de grandes empresas precisam ser muito elaborados e para medias empresas também já começam a ter demandas muito complexas, eles optaram por alcançar o pequeno empresário brasileiro, que geralmente não precisa de sistemas integrados e complexos, mas somente simples customizações

Partindo do público-alvo já definido, os sócios do Agendor ainda precisavam definir como seria cobrado o serviço. Freemium foi o primeiro modelo e talvez o mais óbvio a se começar, disponibilizando ferramentas gratuitas até um limite de usuários, sendo que apos isso entraria num modelo de pagamento mensal.

Contudo, vendo que a taxa de conversão de usuários gratuitos para usuários pagos era muito baixa, não valeria manter este modelo. Em seguida, pensaram que talvez focar as vendas do serviço num nicho mais específico poderia ajudar, entretanto não foi como imaginaram, pois o nicho escolhido não tinha tamanho suficiente e para piorar a situação tinha capacidade de desenvolvimento interno de um CRM. E foi assim, pela segunda vez, no final de 2011, que eles resolveram “pivotar” o modelo de negócio escolhido, trabalhando hoje com o CRM básico inteiramente gratuito e cobrando apenas projetos de customização para os clientes.

Para explicar de uma forma resumida, essa atitude de fazer um pivot, ou “pivotar”, significa mudar a direção do seu projeto, ou seja, testar novas hipóteses para que o projeto fique melhor, mas sem perder as bases do negócio que já havia sido construído. Se perceber que sua idéia está falando, aprenda, corrija e mude a direção.

Daqui para frente o Agendor esta iterando seu produto/serviço com os clientes para saber ou se haverá a necessidade de um novo pivot ou se este modelo já será lucrativo o suficiente para levar o negócio a frente.

Sugestão de livro de empreendedorismo

Se você está desmotivado para empreender, com medo ou dúvidas, a sugestão de leitura que o Gustavo, fundador do Agendor, nos deixou foi do livro: The Big Idea: How to Make Your Entrepreneurial Dreams Come True, From the Aha Moment to Your First Million - A Grande Idéia (versão em português), de Donny Deutsch.

Segundo ele e segundo a minha leitura parcial do livro, este livro é bem estimulante para quem está começando a empreender. A história conta os casos de vários empreendedores, de diversas áreas, que se apresentaram no programa de TV americano “The Big Idea” da CNBC. Ao longo do livro, são apresentadas ferramentas e muitas dicas para os empreendedores que estão começando a ter idéias mas não sabem ou tem medo de estruturá-las.



Espero que tenham gostado, compartilhem conosco suas sugestões para continuarmos melhorando o conteúdo do site.

Um grande abraço!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Entrevista - Aquavisor

Dessa vez o Startup Diário resolveu conhecer uma startup, que está em seus estágios mais inciais do que quaiquer outros que já apresentamos aqui, mas que poderá se tornar um grande negócio, com potencial de explorar as mais diversas atividades do ser humano passíveis de gerenciamento e de engajamento social.

Este é o curioso caso do Aquavisor! Na conversa participaram os fundadores, Fabio Munhoz, Felipe Linhares e o fundador e idealizador da plataforma Daniel Malkafly.

Velocidade não é tudo, mas paixão e capacidade é grande parte! 
Olhar para um embrião de um ser humano pode ser curioso para algumas pessoas, mas olhar para o embrião de uma idéia que se desenvolve pode e certamente é muito mais legal.

Assim como muitos negócios, que surgiram de problemas enfrentados por seus fundadores, a ideia para o Aquavisor começou a ser moldada alguns anos atrás quando Daniel estava se aprofundando no mundo dos aquários (sem trocadilho) e começou a ter problemas em obter dicas, conhecimento e estatísticas sobre o assunto.

Bem como muitos outros assuntos, a única saída dele na época era recorrer a fóruns, onde havia certa dificuldade em encontrar informações mais atualizadas, foi daí que Daniel começou a investir seu conhecimento na área de programação e desenvolver seu próprio gerenciador de aquário, para que pudesse auxiliá-lo, por meio de estatísticas gerais e pessoais, enxergar padrões que facilitassem sua rotina “aquática”, evitando assim que mais vidas se perdessem e menos dinheiro fosse gasto de forma errada, pois dessa forma saberia bem quando deveria alimentar seus peixes, trocar a água, os tipos de bomba de ar mais apropriadas, tamanho do aquário, enfim, todas essas coisas que todo mundo que tem um peixe sabe...

Engajamento de aquaristas para atrair mais usuários (e aquaristas)

Apesar da atividade de cuidar de peixes parecer tão simples e passiva, na realidade há muito que se fazer, principalmente quando o objetivo não é apenas a sobrevivência do animal, mas seu cultivo. Mas o ponto principal destacado por Daniel é que esta não precisa ser uma tarefa solitária, já que centenas de milhares de pessoas passam pelos mesmos problemas diariamente.

Daí é que surgiram duas formas de diferenciar sua plataforma da maioria das outras, primeiro permitindo um engajamento social, por meio da rede, já que os usuários podem trocar informações entre si e discutir abertamente sobre sua vivência. Em segundo uma inteligência artificial gerada pela própria plataforma, que coleta dados de cada nova atualização de status dos aquários cadastrados, otimizando as dicas que o sistema dá aos usuários melhorando os resultados a serem obtidos pelos outros aquaristas, ou seja, histórico de atividades semelhantes geram novos dados históricos de como lidar com as diferentes situações. E tudo isso pode ser ainda mais incentivado trabalhando-se uma forma de gamificação (gamification) da rede.

O Aquavisor tem se tornado um misto de plataforma de gerenciamento e compartilhamento social de dados. Sendo que com tudo o que oferece, ele permite que façam parcerias com fornecedores de acessórios para aquários, lojas de aquários, sites e fóruns aquaristas, podendo ainda auxiliar no mapeamento deste nicho, desvendando detalhes de como as pessoas estão lidando com seus peixes, usando os equipamentos comprados e os resultados que estão sendo obtidos. Uma dos grandes objetivos do Aquavisor é fazer com que as pessoas sejam conquistadas pelo aquarismo e deixem de lidar com os peixes de uma maneira tão superficial.

Sugestão de Livro de Empreendedorismo

Um "clássico"moderno do empreendedorismo brasileiro, o livro Startup Brasil foi a dica dada pelos fundadores do Aquavisor.

Segundo eles este livro marcou bastante, pois não aborda nenhum quesito técnico, mas sim conta experiências de empreendedores, exemplificando com suas tomadas de decisão, "apostas", tropeços, enfim uma inspiração para qualquer um.

Acredito que este livro de fato sirva como inspiração para que os empreendedores brasileiros tenham coragem e inspiração para tornarem grandes seus negócios, sem medo se crescerem e crendo que é possível ser uma startup brasileira e de sucesso. Seguindo bastante em linha com o objetivo de nossas entrevistas aqui no Startup Diário, de apresentar casos mais próximos da realidade brasileira para os empreendedores, para que percebam que não são os únicos que enfrentam a dura realidade dos negócios no Brasil e que mesmo frente a estas dificuldades é possível ser bem sucedido.

Espero que mais este caso possa ajudar a inspirar os futuros empreendedores de nosso país.

Grande abraço.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dicas - 7 Mitos do empreendedorismo via Instagram

Recentemente assisti a uma palestra muito boa com os fundadores do Instagram em Stanford, via Youtube, e resolvi compartilhar um pouco daquilo que eles transmitiram e de meus pensamentos a respeito.

Eles falaram principalmente de aspectos do empreendedorismo que muitos tomam como verdades, enquanto são apenas mitos ou falta de esclarecimento.

Mito 1: Você pode aprender a ser empreendedor lendo livros, blogs e indo em eventos.
Realidade:
  • Nunca os aspectos práticos da vida serão substituíveis pela teoria dos livros, principalmente ao que se refere ao ambiente que você está enfrentando, que não pode ser controlado. "Um dia de trabalho vale mais do que um ano de leitura";
  • Na vida real na maioria dos casos não temos informações suficiente para seguir em frente com nossos planos, exigindo coragem, que é algo emocional e não pode ser sentido durante uma ilustração;
  • Você só sente na pele, quando precisa abrir mão do seu tempo e de coisas que considera importantes para poder se dedicar a este projeto, entrando num conflito do que é mais valioso para você;
  • Faça com que o trabalho seja divertido, mas mantenha o comprometimento, pois perder dinheiro não é brincadeira.

Mito 2: Startups são iniciadas somente por estudantes da área de tecnologia.
Realidade:
  • A facilidade que esses caras tem é que eles estão acostumados a prototipar seus projetos, que é uma grande vantagem, mas nada que um um pouco de vontade e prática as pessoas que são formadas em outras áreas não consigam fazer. Posso citar como exemplo o caso de uma startup que foi acelerada pela equipe da Techstars, Everlater, cujos fundadores, quando tiveram a ideia ainda eram profissionais da área financeira e sabiam nada de programação;
  • Aliás, as vezes é até melhor que não se tenha formação na área de tecnologia, pois isso pode restringir sua visão inicial sobre negócios, se focando demais na criação do produto, correndo o risco de escalá-lo prematuramente (que é um dos maiores motivos porque as startups falham segundo o Startup Genome Report);
  • Se você quer construir uma startup tecnológica ou de qualquer outra área, mas não é especialista em algo extremamente necessário para o tipo de empresa, sugiro que se atente aos ambientes que freqüenta. Algumas das pessoas mais valiosas e especialistas em negócios, investimentos e tecnologia podem estar sentadas ao lado de vocês ou na fila de espera, vocês só precisam conversar e se conhecer. Aprenda a ter a mente aberta para conversas e não ter medo de compartilhar ideias e pedir opinião das pessoas nos eventos, na faculdade, no trabalho, etc.
Mito 3: Encontrar uma solução para o problema é a parte mais difícil.
Realidade:
  • Encontrar o problema a ser resolvido é a parte mais difícil. E os fundadores do Instagram fizeram seu brainstorming pensando ”quais os problemas existentes em fotos em aparelhos móveis?” e listaram os cinco principais problemas. Daí foi uma crescente até chegar onde estão hoje;
  • É fácil construir soluções para problemas que ninguém tem. Então, tome cuidado com o foco do projeto em que está trabalhando e leve seu produto até os possíveis clientes/usuários o quanto antes, para que eles experimentem e transmitam para você a realidade;
  • Não precisamos ter medo de resolver problemas simples e às vezes com soluções simples.

Mito 4: Trabalhe meses construindo um produto robusto em segredo, então lance-o ao mundo.
Realidade:
  • Você não consegue feedback rápido o suficiente para saber se está construindo o produto certo;
  • Colocar o seu produto em frente às pessoas para validá-lo é uma das experiências que mais abre o olho do empreendedor. Parafraseando Steve Blank, nenhum protótipo sobrevive ao primeiro contato com o cliente/usuário;
  • Falhe o mais cedo possível e freqüentemente, mas com um baixo custo.

Mito 5: Comece uma guerra de lances entre os VCs com seu pitch (apresentação).
Realidade:
  • Consiga apenas dinheiro suficiente para fazer o negóciodecolar, com certeza é menos do que você espera;
  • Otimize seu produto pelas pessoas e não pelo valuation, pois obter investimentos para sua startup não é para ficar rico e ganhar mais dinheiro, mas para desenvolver um bom produto, melhorar a equipe e vender mais. Dinheiro será consequência;
  • Foque no protótipo e não na apresentação, ele fala mais do que uma apresentação teórica. O protótipo fala por si o que está sendo oferecido, pois é mais tangível. Enquanto que numa apresentação não há clareza total no funcionamento dos produtos e pode acabar iludindo a platéia, de forma positiva ou negativa.
Mito 6: Começar uma companhia é igual a construir um produto.
Realidade:
  • Os esforços na verdade se dividem quase 50% para construir um produto e 50% para outras coisas, ou seja exige muito mais trabalho do que se imagina;
  • Construir um time é muito importante para que consiga construir uma companhia. Recrutar, construir e gerenciar uma equipe;
  • Conseguir investimentos/ funding pode tomar muito tempo, por isso deixe para depois.
  • Gerenciar seu fluxo de caixa, emissão de notas, preencher formulários, pensar em seguro, acessórios do escritório, etc. toma bastante tempo do seu dia, principalmente se ele é igual ao meu, tem apenas 24 horas.
Mito 7: Startups de sucesso surgem de uma única grande idéia
Realidade:
  • A primeira idéia normalmente não é a última. E se for pode ter certeza que o negócio não dará certo, pois para sobreviver as empresas precisam recriar seus produtos/serviços constantemente;
  • Idéias são fruto de iterações com usuários/clientes, o que ajuda na identificação de problemas a serem solucionados;
  • Compartilhar e discutir ajuda a refinar cada uma das idéias. Não no bar, porque lá as pessoas estão interessadas em fazer outras coisas;
  • A idéia é apenas um tema que você tem a seguir para todas as próximas inspirações, ela é o problema que você quer resolver, a pergunta que quer responder.
Mito 8: Grandes startups acontecem repentinamente.
Realidade:
  • Sucesso do dia para a noite demora alguns anos, assim como o Twitter, demorou uns 5 anos, e a Rovio Entertainment, desenvolvedora de games, que levou quase uma década para emplacar um game de sucesso, o Angry Birds;
  • Sucesso é fruto de um caminho construído ao longo do tempo.
  • O sucesso parece obvio numa retrospectiva, mas na realidade não foi assim tão simples;
  • Pare de pensar no destino e comece a pensar nos próximos passos e no caminho que você tem a passar. Afinal, a jornada tem que ser tão prazerosa quanto o destino.
  • Instagram conseguiu milhares de usuários e em menos de 24 horas e apesar disso ser atribuído a umas série de divulgação por grandes usuários de comunidades específicas, não foi uma ação planejada, mas eles acreditam que isso pode acontecer com qualquer um que tenha um produto útil e prático.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Aceleradora - Programa Springboard 2012

Se você é empreendedor e tem um projeto inovador para internet ou tecnologia para dispositivos móveis (mobile technology) e que pode ser aplicada globalmente, que tal começar com uma aceleração das grandes!?
Membro de uma das redes de aceleração de startups mais famosas do mundo, a Techstars, e hospedada pela The University of Cambridge, o programa de aceleração global Springboard conta ainda com um número gigante de mentores e com parcerias de peso no cenário britânico, como o NESTA e o ideaSpace

E o apoio de outras grandes como Microsoft, SendGrid, Twilio, Google, 99designs, FreeAgent, Pivotal Tracker e Rackspace, faz parte de um pacote de serviços equivalente a US$500 que os empreendedores receberão para começar. Além disso, os fundadores das startups podem ganhar £5000 (no limitado a 3 fundadores) e uma extensão nos serviços dessas empresas, como uma oferta de cloud-hosting da Microsoft, equivalente a US$60.000.

O programa encerra as inscrições em 29 de janeiro de 2012, porém após a seleção, os fundadores das startups devem preparar as malas e se mudar para Londres ou Cambridge, onde serão aceleradas durante 13 semanas (90 dias), fechando com chave de ouro no Investor Day, em que apresentarão seus projetos a possiveis investidores de venture capital e investidores anjo.

Abaixo uma explicação de um minuto sobre o programa.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Startup Entrevista - PlataformaTec

Dessa vez o entrevistado foi Marcelo Park, um dos fundadores da PlataformaTec – empresa de engenharia de softwares e aplicativos especializada em Rails e metodologias ágeis (Agile Methodology).

O hoje são 4 sócios, que se conheceram quando cursavam engenharia na Poli-USP, que anteriormente já tinham experimentado montar uma startup de social bookmarking, porém como nem sempre é fácil sobreviver apenas com bootstrapping, acabaram por dar um fim ao negócio depois de ficarem sem dinheiro, tanto na conta da empresa quanto na pessoal. O que mostra como é difícil ter uma vida separada do seu próprio negócio quando se empreende em startups.

Mas, em 2009, perceberam uma oportunidade com a ascendente adoção de Rails e metodologias ágeis e uma grande necessidade do mercado, não apenas por desenvolvedores, mas principalmente por verdadeiros consultores nessa área de tecnologia. Hoje, no terceiro ano de atividade da PlataformaTec, Marcelo e seus sócios já começam a ver retorno em todo o trabalho e investimento que o negócio demandou.

A PlataformaTec começou seu trabalho no início do ano de 2009, mas no meio do ano de 2010 começaram fechar alguns projetos para clientes grandes. Empresas como o IG, que pediu para fazer um POC (Proof of Concept – Prova de Conceito) de Rails e gostaram muito, principalmente devido ao tempo que levou para desenvolver o projeto, e JBS Friboi que já contratou os serviços da PlataformaTec. Conseqüentemente tiveram que contratar mais alguns funcionários para ajudar e passaram a trabalhar temporariamente num escritório compartilhado, até que no final de 2010 obtivessem sua autonomia e alugassem o próprio escritório.

Serviço “padrão” entregue de forma inovadora

Vale ressaltar, que eles definiram claramente seu objetivo de obter como clientes empresas que queiram INVESTIR no desenvolvimento de produtos que querem lançar no mercado, pois empresas que precisam desenvolver softwares para uso interno acabam tratando esse gasto como um custo e não como um investimento.

Além disso, o objetivo não é simplesmente ser um desenvolvedor, mas um coach para os clientes, dando consultoria e treinamento para os funcionários daquela empresa, podendo até mesmo deslocar sua própria equipe para a empresa cliente e ajudar na formação do time desta empresa.

Apesar do trabalho de desenvolvimento de software ser um tanto quanto ordinário, ou seja, comum no mercado, Marcelo e os outros sócios optaram por trabalhar exclusivamente com o desenvolvimento de produtos, elaborando uma estratégia e até mesmo com o auxilio do Business Model Canvas para que o produto seja o mais adequado para o propósito do cliente e as estratégias de sua empresa, fazendo com que seus serviços ultrapassem o de desenvolvedor e se envolva na parte estratégica dos clientes.

Para as startups que não tem um desenvolvedor ou uma equipe de desenvolvimento, mas precisam elaborar um produto o mais rápido possível, eles oferecem um instrutor para acompanhar os processos diários do cliente, ajudando no desenvolvimento e melhorando a entrega dos projetos.

Apesar de tudo, Marcelo ainda enxerga como um grande desafio, não só para eles, mas para outras empresas de serviços, a capacidade de escalar o negócio, ou seja, elevar sua produção/receita sem elevar proporcionalmente seu custo.

Desenvolvendo e motivando a equipe

Gostei muito da proposta de profissionalização dos funcionários com o evento que eles chamam de Hacking Tuesdays, que como o próprio nome indica acontece toda terça-feira, sendo uma noite em que os próprios funcionários identificam suas necessidades e se mobilizam para dar palestras uns para os outros sobre os assuntos e aperfeiçoar o conhecimento da equipe de forma autônoma.

Além disso, é dada autonomia aos times, para que a cada dois meses se reorganizem para deslocar os membros entre os projetos, para que o trabalho não fique cansativo. E a utilização de um orçamento para eventos ou cursos para se desenvolverem melhor é gerenciado pela própria equipe. Assim, os sócios do PlataformaTec conseguem manter uma cultura onde as pessoas agem com autonomia e tem uma busca constante pela profissionalização de seus conhecimentos.

Até mesmo na contratação eles demonstram uma maturidade muito grande em suas escolhas, pois ao invés de contratar pessoas boas que possam se adaptar a cultura da empresa, eles apenas contratam pessoas que já compartilhem em sua própria vida da cultura que eles pregam lá dentro.

Sugestão de Leitura para empreendedores

Uma sugestão para mexer com o senso analítico sobre os clientes. A dica de leitura de empreendedorismo dessa vez ficou sendo o livro de Dan Ariely, Predictably Irrational: The Hidden Forces That Shape OurDecisions ou já na sua versão em português "Previsivelmente Irracional: Como as situações do dia-a-dia influenciam as nossas decisões".

Este livro relata estudos comportamentais bem interessantes e extremamente úteis em decisões como precificação de produtos/serviços, principalmente com o famoso caso do "zero price effect" (efeito do preço zero) de que um produto é procurado não pelo menor preço, mas pela menor sensação de perda que o consumidor pode ter. Por exemplo, ao escolher entre uma trufa Lindt de $0,15 e um chocolate Hershey's Kiss de $0,01 a maioria (73%) prefere o Lindt. Contudo, ao oferecê-los por $0,14 e $0,00 (free) respectivamente, a maioria (69%)passou a escolher o Hershey's. Realmente um livro bem interessante para os empreendedores lerem, já está na minha lista de leitura inclusive.

Bem, espero que continuem acompanhando nosso site, pois esperamos em breve dar notícias de novos projetos. E se você é empreendedor e tem algo a compartilhar com os outros empreendedores que ajudará no amadurecimento mais rápido das startups, não deixe de entrar em contato conosco contato@startupdiario.com.br.

Grande abraço!

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